| Descripción |
O termo Diagnóstico de Enfermagem (DE) foi criado pela American Nurses Association (ANA) em 1973, quando fundou a North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Conceitualmente, o DE é a expressão do juízo clínico, realizado pela enfermeira, frente às respostas individuais, familiares ou comunitárias a problemas de saúde/processos vitais, reais ou potenciais (CARPENITO, 2003; NANDA, 2002; NIELSEN, MORTENSEN, 1997). Essa terminologia criou uma classificação de termos que se propunha a normatizar a linguagem da profissão e não a prática de enfermagem. Desta forma, pode-se afirmar que o DE define o corpo de conhecimento pelo qual a enfermagem é responsável e proporcionou um sistema unificado de termos para auxiliar as enfermeiras quanto a avaliação, identificação e descrição dos dados provenientes da interação enfermeiro-paciente (CARPENITO, 1997). O resultado atual é a Taxonomia II dos DE da NANDA com 155 diagnósticos. Todavia, para se formular o DE faz-se necessário uma busca manual à referida taxonomia, sendo então argumentada como demorada e de difícil aplicabilidade prática, além da demora para se formular a sintaxe do próprio DE, compreendendo título, característica definidora e fator relacionado. Visando amenizar essa justificativa de demora e inoperância prática, propôs-se um modelo de sistema o qual pudesse indicar os prováveis DE na situação patológica de Acidente Vascular Encefálico (AVE), para que o mesmo pudesse oferecer um suporte à decisão com relação a qual diagnóstico o enfermeiro pudesse aplicar em uma certa situação vivenciada no cotidiano do assistir/cuidar em enfermagem, sobretudo em Unidades de Terapias Intensivas (UTI). Dos 155 DE foram selecionados 13 de maior incidência e aplicabilidade a pacientes com AVE; para essa seleção usaram-se os estudos de Carpenito (2003), a Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Maslow (POTTER, PERRY, 2004; TIMBY, 2001 e ATKINSON, MURRAY, 1989) e a necessidade de cuidados específicos a esses pacientes, respaldando-se em Kelley (2003) e Devinsky, et al. (2001). Os DE foram separados e agrupados por sistemas fisiológicos a que cada um pertencia, seguindo a seleção dessa tríade seletiva. Seqüencialmente, os mesmos foram dispostos em árvores decisórias com o auxílio do Visio Professional 6 (MICROSOFT, 2000); após, implementaram-se as regras que originaram o protótipo para os testes, valendo-se, para tanto, do software Matlab 6.5 (MATHWORKS 2005). O protótipo requer dados simples, objetivos e de rápida informação, as quais são solicitadas a partir de um questionário criado para esse estudo, a cada sistema fisiológico estabelecido a partir da seleção dos DE. Foram testados 4 casos de AVE, sendo os resultados obtidos: a) rápida informação dos dados no protótipo; b) necessitou-se de dados simples para gerar a informação ao protótipo; c) obteve-se o levantamento de todos os prováveis DE para cada sistema fisiológico considerado e d) os DE encontrados foram descritos obedecendo às regras da Taxonomia NANDA. Ao final do estudo afirma-se: o protótipo reduziu o tempo de busca e de formulação dos DE, evidenciou-se agilidade à informação dos dados e descreveu os DE segundo o padrão da Taxonomia da NANDA, tornando-se útil, rápida e prática a detecção dos diagnósticos necessários à prática do assistir/cuidar em enfermagem. |