O trabalho problematiza o distanciamento com que a educação de pessoas com deficiência mental tem sido realizada em relação à necessidade de inserção e participação efetiva destas pessoas nas práticas sociais. O estudo teve como base empírica um conjunto de dados que foram construídos considerando as ações realizadas pelos alunos, e os motivos identificados pelos educadores proponentes destas ações, em uma escola especial. O material empírico foi analisado numa perspectiva sócio-cultural em psicologia, e mais especificamente, a partir da proposta teórica de Leontiev, que toma a atividade como unidade de análise. A discussão evidenciou que a prática educacional é fragmentada, artificializada,' enfatiza o treino das funções elementares, restringe as possibilidades de apropriação de formas culturais maduras de atividade humana, e está ancorada em concepções de desenvolvimento que o reduz a uma somatória de aprendizagens. Contraditoriamente, ainda, percebe-se uma visão inatista de desenvolvimento na medida em que as ações desenvolvidas são entendidas sempre em seu caráter propedêutico. Como conclusão, as análises e discussões levaram à formulação de várias questões sobre a prática educativa e também a uma breve problematização da atividade como unidade de análise
O trabalho problematiza o distanciamento com que a educação de pessoas com deficiência mental tem sido realizada em relação à necessidade de inserção e participação efetiva destas pessoas nas práticas sociais. O estudo teve como base empírica um conjunto de dados que foram construídos considerando as ações realizadas pelos alunos, e os motivos identificados pelos educadores proponentes destas ações, em uma escola especial. O material empírico foi analisado numa perspectiva sócio-cultural em psicologia, e mais especificamente, a partir da proposta teórica de Leontiev, que toma a atividade como unidade de análise. A discussão evidenciou que a prática educacional é fragmentada, artificializada,' enfatiza o treino das funções elementares, restringe as possibilidades de apropriação de formas culturais maduras de atividade humana, e está ancorada em concepções de desenvolvimento que o reduz a uma somatória de aprendizagens. Contraditoriamente, ainda, percebe-se uma visão inatista de desenvolvimento na medida em que as ações desenvolvidas são entendidas sempre em seu caráter propedêutico. Como conclusão, as análises e discussões levaram à formulação de várias questões sobre a prática educativa e também a uma breve problematização da atividade como unidade de análise