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Pra não fazer do cidadão pacato um cidadão revoltado: MST e novas territorialidades na Usina Santa Clara
Eraldo da Silva Ramos Filho
Location:
http://cinelandia.ufs.br/tede//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=59
Esta pesquisa tem como objetivo central a intenção de analisar o processo dedesterritorialização da Usina Santa Clara frente a territorialização do MST, expressa naocupação destas terras, identificando os elementos que interferem na construção denovas territorialidades na área. A Usina Santa Clara, situada em Capela ? SE, lócus dahegemonia açucareira sergipana há décadas, teve seu processo de desterritorializaçãoiniciado com a paralisação das suas atividades produtivas em março de 1991, econtinuada com a realização das primeiras vistorias por parte do INCRA, atestando aimprodutividade da área e a viabilidade agrícola para assentamento de 220 famílias detrabalhadores rurais. Frente a isso, os trabalhadores rurais ou não, de Capela emunicípios circunvinhos, mediante mobilização realizada pelo MST e o líder religiosocatólico do município de Japaratuba, passam a refletir sobre suas condições de misériae subordinação, culminando numa decisão coletiva de ocupação das terras da referidaUsina em 28 de novembro de 1995, por um conjunto de 800 famílias (de ex ?funcionários daquela empresa, trabalhadores rurais sem-terra, pequenos parceiros,trabalhadores urbanos domésticos ou do setor informal). Com a instalação do conflitoo latifundiário utiliza-se da violência explícita utilizando seus jagunços para reprimiros trabalhadores chegando inclusive a assassinar um destes. E da violência branca aojudiciarizar a questão agrária. Em junho de 1996, a fazenda é desapropriada pordecreto federal, mas o Incra não é imitido na posse do imóvel em função dos processosjudiciários, que impede há 6 anos a imissão de posse em favor daquele órgão. Todavia,os trabalhadores resistem na terra, lutando pela realização da reforma agrária na área.Este período foi necessário para a territorialização dos trabalhadores, mediante aconstrução de três acampamentos no imóvel: Acampamento Santa Clara,Acampamento Analício Barros e Acampamento Junco, que possuem a peculiaridadede serem os acampamentos mais antigos do Estado de Sergipe. O longo tempo11decorrido e as relações sócio-territoriais desenvolvidas nas terras em litígio, têmpermitido a (re)criação de novas e distintas territorialidades dos acampados. Estasexplicitam-se nos novos usos dados a terra (terra de trabalho em busca da subsistênciafamiliar), nas distintas relações políticas internas, nas diferentes formas deorganização para a produção, assim como nos elementos simbólicos que preservam apartir do contato com a terra.
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Detalles del recurso
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Pra não fazer do cidadão pacato um cidadão revoltado: MST e novas territorialidades na Usina Santa Clara
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| Id. |
12105261 |
| Idioma |
PT
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| Titulo |
Pra não fazer do cidadão pacato um cidadão revoltado: MST e novas territorialidades na Usina Santa Clara |
| Autor(es) |
Eraldo da Silva Ramos Filho |
| Location |
http://cinelandia.ufs.br/tede//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=59
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| Versión |
1.0 |
| Estado |
Final
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| Descripción |
Esta pesquisa tem como objetivo central a intenção de analisar o processo dedesterritorialização da Usina Santa Clara frente a territorialização do MST, expressa naocupação destas terras, identificando os elementos que interferem na construção denovas territorialidades na área. A Usina Santa Clara, situada em Capela ? SE, lócus dahegemonia açucareira sergipana há décadas, teve seu processo de desterritorializaçãoiniciado com a paralisação das suas atividades produtivas em março de 1991, econtinuada com a realização das primeiras vistorias por parte do INCRA, atestando aimprodutividade da área e a viabilidade agrícola para assentamento de 220 famílias detrabalhadores rurais. Frente a isso, os trabalhadores rurais ou não, de Capela emunicípios circunvinhos, mediante mobilização realizada pelo MST e o líder religiosocatólico do município de Japaratuba, passam a refletir sobre suas condições de misériae subordinação, culminando numa decisão coletiva de ocupação das terras da referidaUsina em 28 de novembro de 1995, por um conjunto de 800 famílias (de ex ?funcionários daquela empresa, trabalhadores rurais sem-terra, pequenos parceiros,trabalhadores urbanos domésticos ou do setor informal). Com a instalação do conflitoo latifundiário utiliza-se da violência explícita utilizando seus jagunços para reprimiros trabalhadores chegando inclusive a assassinar um destes. E da violência branca aojudiciarizar a questão agrária. Em junho de 1996, a fazenda é desapropriada pordecreto federal, mas o Incra não é imitido na posse do imóvel em função dos processosjudiciários, que impede há 6 anos a imissão de posse em favor daquele órgão. Todavia,os trabalhadores resistem na terra, lutando pela realização da reforma agrária na área.Este período foi necessário para a territorialização dos trabalhadores, mediante aconstrução de três acampamentos no imóvel: Acampamento Santa Clara,Acampamento Analício Barros e Acampamento Junco, que possuem a peculiaridadede serem os acampamentos mais antigos do Estado de Sergipe. O longo tempo11decorrido e as relações sócio-territoriais desenvolvidas nas terras em litígio, têmpermitido a (re)criação de novas e distintas territorialidades dos acampados. Estasexplicitam-se nos novos usos dados a terra (terra de trabalho em busca da subsistênciafamiliar), nas distintas relações políticas internas, nas diferentes formas deorganização para a produção, assim como nos elementos simbólicos que preservam apartir do contato com a terra. |
| Tipo |
PDF |
| Palabras clave |
GEOGRAFIA |
| Tipo de recurso |
Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
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| Tipo de Interactividad |
Expositivo
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| Nivel de Interactividad |
muy bajo
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| Audiencia |
Estudiante
Profesor
Autor
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| Estructura |
Atomic |
| Coste |
no
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| Copyright |
sí
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Liberar o conteúdo dos arquivos para acesso público |
| Formatos |
PDF |
| Requerimientos técnicos |
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| Fecha de contribución |
24-ago-2008 |
| Contacto |
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