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Diz?sensu: contra-império e diferença desde a açãolingüística.
Kátia Vanessa Tarantini Silvestri
Location: http://www.bdtd.ufscar.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1292

O discurso político ao ser estudado desde a perspectiva do controle lingüístico - cujaestruturação advém da lógica capitalista e a difusão é promovida desde o sistema semfronteiras das mídias ? e da criação verbal (contrapalavra/ideologia do cotidiano) leva-nos aoâmago da relação entre linguagem e política. Ao constatar-se o sistema político atual ?império ? duas alternativas emergem diante do olhar do analista: ou uma sensação denostalgia, crendo que sistemas anteriores eram melhores, ou, como defendem Negri & Hardt(2005), indo-se além dele. Ir além não significa dizer que a ordem da conjuntura atual ?império - seja ruim em si, mas que ela é um obstáculo à democracia que se quer constituir, e,portanto, não um limite. Como tal, o império é o espaço mais propício para se forjar relaçõesmenos capitalistas, porém mais humanas. É nesse contexto, que os discursos que despontam ?aparentemente desconexos das indústrias de propaganda - difundidos pelas mídias, sãoanalisados, fazendo emergir mitos e paradoxos que tentam inibir a potencialidade (conatus)humana. Esses discursos são entendidos como ideologia oficial ou super estrutura. Cartas epequenos artigos enviados ao caderno Opinião <> do Jornal dePiracicaba dos finais de semana (sábado e domingo) são analisadas e, desta análise emerge oque em termos bakhtinianos define-se como ideologia do cotidiano ou ainda criação verbal(contrapalavras). Todo o corpus circunscreve-se entre maio de 2005 a setembro de 2006.Numa incursão pela tensão entre os discursos que despontam e os que são produzidos desdeuma ideologia do cotidiano sinalizar-se-á (memória de futuro) para a possibilidade deconstrução do contra-império no sentido de uma política da diferença, cuja possibilidadeadvém da conjunção de uma comunicação molecular e uma política da comunicação. Aconstrução de uma política da diferença delineia-se desde as brechas existentes na próprianervura do sistema imperial. É no e pelo uso de ferramentas conhecidas ao sistema que ocontra-império pode ser forjado. A principal dessas ferramentas é a linguagem e, é desde seuestudo político, que defende-se a fomentação de novas Terras. Busca-se, enfim, responder auma questão crucial: quem será o sujeito da mudança e como a fará? Para tal empreendimentoé que um horizonte comum se estabelece (Negri, Bakhtin, Lévy, Ranciére, Deleuze, Foucault)a fim de apontar para novas formas de batalhas entre as quais o controle da produçãolingüística, as possibilidades de comunicação, o trabalho imaterial, a reelaboração de espaçosenunciativos e a autopoiese é cada vez mais o objetivo da luta política.

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Detalles del recurso

Diz?sensu: contra-império e diferença desde a açãolingüística.
Id. 16031841
Idioma PT
Titulo Diz?sensu: contra-império e diferença desde a açãolingüística.
Autor(es) Kátia Vanessa Tarantini Silvestri
Location http://www.bdtd.ufscar.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1292
Versión 1.0
Estado Final
Descripción O discurso político ao ser estudado desde a perspectiva do controle lingüístico - cujaestruturação advém da lógica capitalista e a difusão é promovida desde o sistema semfronteiras das mídias ? e da criação verbal (contrapalavra/ideologia do cotidiano) leva-nos aoâmago da relação entre linguagem e política. Ao constatar-se o sistema político atual ?império ? duas alternativas emergem diante do olhar do analista: ou uma sensação denostalgia, crendo que sistemas anteriores eram melhores, ou, como defendem Negri & Hardt(2005), indo-se além dele. Ir além não significa dizer que a ordem da conjuntura atual ?império - seja ruim em si, mas que ela é um obstáculo à democracia que se quer constituir, e,portanto, não um limite. Como tal, o império é o espaço mais propício para se forjar relaçõesmenos capitalistas, porém mais humanas. É nesse contexto, que os discursos que despontam ?aparentemente desconexos das indústrias de propaganda - difundidos pelas mídias, sãoanalisados, fazendo emergir mitos e paradoxos que tentam inibir a potencialidade (conatus)humana. Esses discursos são entendidos como ideologia oficial ou super estrutura. Cartas epequenos artigos enviados ao caderno Opinião <> do Jornal dePiracicaba dos finais de semana (sábado e domingo) são analisadas e, desta análise emerge oque em termos bakhtinianos define-se como ideologia do cotidiano ou ainda criação verbal(contrapalavras). Todo o corpus circunscreve-se entre maio de 2005 a setembro de 2006.Numa incursão pela tensão entre os discursos que despontam e os que são produzidos desdeuma ideologia do cotidiano sinalizar-se-á (memória de futuro) para a possibilidade deconstrução do contra-império no sentido de uma política da diferença, cuja possibilidadeadvém da conjunção de uma comunicação molecular e uma política da comunicação. Aconstrução de uma política da diferença delineia-se desde as brechas existentes na próprianervura do sistema imperial. É no e pelo uso de ferramentas conhecidas ao sistema que ocontra-império pode ser forjado. A principal dessas ferramentas é a linguagem e, é desde seuestudo político, que defende-se a fomentação de novas Terras. Busca-se, enfim, responder auma questão crucial: quem será o sujeito da mudança e como a fará? Para tal empreendimentoé que um horizonte comum se estabelece (Negri, Bakhtin, Lévy, Ranciére, Deleuze, Foucault)a fim de apontar para novas formas de batalhas entre as quais o controle da produçãolingüística, as possibilidades de comunicação, o trabalho imaterial, a reelaboração de espaçosenunciativos e a autopoiese é cada vez mais o objetivo da luta política.
Tipo PDF
Palabras clave LINGUISTICA
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Fecha de contribución 24-dic-2006
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