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Relação sol-terra estudada através de anéis de crescimento de coníferas do holoceno e do triássico
Alan Prestes
Location: http://urlib.net/sid.inpe.br/MTC-m13@80/2006/11.07.13.58

O estudo do Sol e das variações de seu fluxo de energia é inteiramente experimental e também muito recente, o que restringe a compreensão de seus efeitos sobre o clima do planeta e sua possível predição para o futuro. Assim torna-se necessário um monitoramento indireto das variações solares e de outros fenômenos geofísicos em uma escala de tempo maior no passado, possível graças à existência de registros naturais que cobrem extensos intervalos de tempo passado, como por exemplo, os anéis de crescimento das árvores. Desenvolveu-se um estudo das relações Sol-Terra no passado, através dos anéis de crescimento de árvores de araucárias (Araucaria angustifolia) do presente e de madeiras silificadas Mesozóica ("árvores petrificadas" de 200 milhões de anos atrás), coletadas no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Das árvores de araucária "atuais" obtiveram-se cronologias médias das amostras dos lenhos coletados em Severiano de Almeida e Passo Fundo, em torno de 359 e 264 anos, respectivamente. As amostras dos lenhos petrificados, coletados em São Pedro do Sul e Mata, apresentaram de 28 a 159 anéis de crescimento. No estudo das séries temporais dos anéis de crescimento das árvores do presente e do passado (amostras petrificadas) utilizou-se o método da análise espectral clássica e regressão iterativa, na procura de periodicidades e tendências neles contidas e o método da ondeleta para verificar o comportamento das periodicidades e amplitudes encontradas em função do tempo. As análises das séries temporais da espessura dos anéis de crescimento das árvores (amostras petrificadas e não petrificadas) pelo método da regressão iterativa apresentou períodos representativos da atividade solar de 11 (ciclo de Schwabe), 22 (ciclo de Hale), 52 (quarto harmônico do ciclo de Suess) e 80 (ciclo de Gleissberg) anos, com uma significância estatística de 95%. Isso pode indicar uma possível influência da atividade solar no crescimento das árvores tanto no passado recente, nos últimos 300 anos, como no mais distante, em torno de 200 milhões de anos. Também foram encontrados baixos períodos de 2 a 7 anos, que podem representar uma resposta das árvores às condições climáticas locais. Verificou-se através do estudo dos anéis de crescimento das árvores do triássico e do presente, que a atividade solar apresentou os mesmos períodos fundamentais. As análises por ondeletas das séries temporais dos anéis de crescimento das árvores mostraram que existe uma boa concordância com o ciclo solar de 11 anos para as épocas de máxima e mínima atividade solar, tais como o Mínimo de Dalton e o Máximo Moderno. Já as análises por ondelata-cruzada, entre as cronologias de anéis de crescimento de Passo Fundo e de Severiano de Almeida com as séries da anomalia de temperatura e do Índice da Oscilação Sul (SOI), mostraram que a temperatura e o SOI estão influenciando o crescimento das árvores de araucária em períodos de 2-8 anos.

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Relação sol-terra estudada através de anéis de crescimento de coníferas do holoceno e do triássico
Id. 17557785
Idioma PT
Titulo Relação sol-terra estudada através de anéis de crescimento de coníferas do holoceno e do triássico
Autor(es) Alan Prestes
Location http://urlib.net/sid.inpe.br/MTC-m13@80/2006/11.07.13.58
Versión 1.0
Estado Final
Descripción O estudo do Sol e das variações de seu fluxo de energia é inteiramente experimental e também muito recente, o que restringe a compreensão de seus efeitos sobre o clima do planeta e sua possível predição para o futuro. Assim torna-se necessário um monitoramento indireto das variações solares e de outros fenômenos geofísicos em uma escala de tempo maior no passado, possível graças à existência de registros naturais que cobrem extensos intervalos de tempo passado, como por exemplo, os anéis de crescimento das árvores. Desenvolveu-se um estudo das relações Sol-Terra no passado, através dos anéis de crescimento de árvores de araucárias (Araucaria angustifolia) do presente e de madeiras silificadas Mesozóica ("árvores petrificadas" de 200 milhões de anos atrás), coletadas no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Das árvores de araucária "atuais" obtiveram-se cronologias médias das amostras dos lenhos coletados em Severiano de Almeida e Passo Fundo, em torno de 359 e 264 anos, respectivamente. As amostras dos lenhos petrificados, coletados em São Pedro do Sul e Mata, apresentaram de 28 a 159 anéis de crescimento. No estudo das séries temporais dos anéis de crescimento das árvores do presente e do passado (amostras petrificadas) utilizou-se o método da análise espectral clássica e regressão iterativa, na procura de periodicidades e tendências neles contidas e o método da ondeleta para verificar o comportamento das periodicidades e amplitudes encontradas em função do tempo. As análises das séries temporais da espessura dos anéis de crescimento das árvores (amostras petrificadas e não petrificadas) pelo método da regressão iterativa apresentou períodos representativos da atividade solar de 11 (ciclo de Schwabe), 22 (ciclo de Hale), 52 (quarto harmônico do ciclo de Suess) e 80 (ciclo de Gleissberg) anos, com uma significância estatística de 95%. Isso pode indicar uma possível influência da atividade solar no crescimento das árvores tanto no passado recente, nos últimos 300 anos, como no mais distante, em torno de 200 milhões de anos. Também foram encontrados baixos períodos de 2 a 7 anos, que podem representar uma resposta das árvores às condições climáticas locais. Verificou-se através do estudo dos anéis de crescimento das árvores do triássico e do presente, que a atividade solar apresentou os mesmos períodos fundamentais. As análises por ondeletas das séries temporais dos anéis de crescimento das árvores mostraram que existe uma boa concordância com o ciclo solar de 11 anos para as épocas de máxima e mínima atividade solar, tais como o Mínimo de Dalton e o Máximo Moderno. Já as análises por ondelata-cruzada, entre as cronologias de anéis de crescimento de Passo Fundo e de Severiano de Almeida com as séries da anomalia de temperatura e do Índice da Oscilação Sul (SOI), mostraram que a temperatura e o SOI estão influenciando o crescimento das árvores de araucária em períodos de 2-8 anos.
Tipo text/html
Palabras clave Geofísica Espacial
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
Copyright
Informação disponível no arquivo fonte.
Formatos text/html
Requerimientos técnicos Browser: Any
Fecha de contribución 24-ago-2008
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