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Potencialidades de inserção do carvão vegetal em bolsa de mercadorias
Marco Tulio Maciel Gomes
Location: http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=330

Neste trabalho, objetivou-se identificar a potencialidade de comercialização da commodity carvão vegetal em bolsas de mercadorias, destacando-se a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), em específico, a Central Regional de Operações de Belo Horizonte, bem como estudar as relações comerciais e espaciais deste mercado de carvão vegetal com a siderurgia produtora de ferro-gusa no estado de Minas Gerais. A metodologia utilizada foi uma adaptação da metodologia de Pennings e Leuthold, pela qual se analisou a viabilidade de utilização de um contrato futuro para commodities específicas. Assim, algumas variáveis abordadas na referida metodologia foram utilizadas na avaliação do mercado físico de bolsa para carvão vegetal em Minas Gerais, e os dados foram obtidos de duas fontes principais. A primeira constituiu-se de empresas que compunham as siderúrgicas que utilizam carvão vegetal em Minas Gerais, nas quais os dados foram coletados por meio de questionários e de especialistas, mediante entrevista pessoal, o que permitiu compreender as peculiaridades do mercado de carvão vegetal para as siderúrgicas de ferro-gusa. A segunda fonte de informações foi composta de dados de revistas especializadas, artigos técnicos e científicos, reportagens, jornais, legislação pertinente e informações estatísticas. Foram enviados 26 questionários às empresas que apresentavam as maiores capacidades nominais de produção de ferro-gusa, pois quanto maior a produção de ferro-gusa, maior é o consumo de carvão vegetal. Do total remetido obteve-se uma devolução de 16 questionários. As variáveis analisadas foram perecibilidade e capacidade de estocagem; homogeneidade e capacidade de mensuração; volatilidade de preços; tamanho de mercado físico; e número e propensão de atores a negociar em bolsa. Os resultados da pesquisa indicam que 88% das siderurgias produtoras de ferro-gusa do estado de Minas Gerais, que responderam ao questionário, dependiam do mercado para abastecimento de carvão vegetal e três quartos delas demonstraram interesse na utilização de bolsa para o comércio da commodity. Empregavam, em média, 56% do carvão proveniente do mercado, do qual foram adquiridos, em 2005, cinco milhões de metros de carvão. Os preços do carvão vegetal no Estado podem ser considerados significativamente voláteis, sendo este produto passível de armazenamento e de fácil padronização. Em face do observado, conclui-se que há grande viabilidade de comercializar a commodity carvão vegetal em bolsa de mercadorias.

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Potencialidades de inserção do carvão vegetal em bolsa de mercadorias
Id. 20410260
Idioma PT
Titulo Potencialidades de inserção do carvão vegetal em bolsa de mercadorias
Autor(es) Marco Tulio Maciel Gomes
Location http://www.tede.ufv.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=330
Versión 1.0
Estado Final
Descripción Neste trabalho, objetivou-se identificar a potencialidade de comercialização da commodity carvão vegetal em bolsas de mercadorias, destacando-se a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), em específico, a Central Regional de Operações de Belo Horizonte, bem como estudar as relações comerciais e espaciais deste mercado de carvão vegetal com a siderurgia produtora de ferro-gusa no estado de Minas Gerais. A metodologia utilizada foi uma adaptação da metodologia de Pennings e Leuthold, pela qual se analisou a viabilidade de utilização de um contrato futuro para commodities específicas. Assim, algumas variáveis abordadas na referida metodologia foram utilizadas na avaliação do mercado físico de bolsa para carvão vegetal em Minas Gerais, e os dados foram obtidos de duas fontes principais. A primeira constituiu-se de empresas que compunham as siderúrgicas que utilizam carvão vegetal em Minas Gerais, nas quais os dados foram coletados por meio de questionários e de especialistas, mediante entrevista pessoal, o que permitiu compreender as peculiaridades do mercado de carvão vegetal para as siderúrgicas de ferro-gusa. A segunda fonte de informações foi composta de dados de revistas especializadas, artigos técnicos e científicos, reportagens, jornais, legislação pertinente e informações estatísticas. Foram enviados 26 questionários às empresas que apresentavam as maiores capacidades nominais de produção de ferro-gusa, pois quanto maior a produção de ferro-gusa, maior é o consumo de carvão vegetal. Do total remetido obteve-se uma devolução de 16 questionários. As variáveis analisadas foram perecibilidade e capacidade de estocagem; homogeneidade e capacidade de mensuração; volatilidade de preços; tamanho de mercado físico; e número e propensão de atores a negociar em bolsa. Os resultados da pesquisa indicam que 88% das siderurgias produtoras de ferro-gusa do estado de Minas Gerais, que responderam ao questionário, dependiam do mercado para abastecimento de carvão vegetal e três quartos delas demonstraram interesse na utilização de bolsa para o comércio da commodity. Empregavam, em média, 56% do carvão proveniente do mercado, do qual foram adquiridos, em 2005, cinco milhões de metros de carvão. Os preços do carvão vegetal no Estado podem ser considerados significativamente voláteis, sendo este produto passível de armazenamento e de fácil padronização. Em face do observado, conclui-se que há grande viabilidade de comercializar a commodity carvão vegetal em bolsa de mercadorias.
Tipo PDF
Palabras clave Carvão vegetal
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Fecha de contribución 24-ago-2008
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