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Geologia do sudoeste do Estado de Goiás : Integração de dados geológicos e aerogeofísicos de alta densidade
Cristiane Oliveira DE Moura
Location:
http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2027
O conjunto de informações magnéticas e gamaespectrométricas obtidas do Projeto Levantamento Aerogeofísico do Estado de Goiás executado entre 2004 e 2006, considerado de alta densidade por suas configurações de aquisição e tratamento, foi integrado em ambiente SIG com as informações geológicas existentes, ao longo de uma faixa que se estende desde a região de Bom Jardim de Goiás, a oeste, até a região de Córrego do Ouro, a leste, incluída no Bloco 1 da primeira etapa deste levantamento.Para o tratamento, a análise e a interpretação dos dados foram aplicadas técnicas tradicionais, tais como, análise qualitativa de imagens individualmente processadas, razões entre os radioelementos, combinações binárias e ternárias, dentre outras. Na elaboração dos mapas de domínios geofísicos as interpretações foram guiadas pelas informações geológicas existentes e por verificações diretas de campo, resultando em um produto final equivalente a um mapa litogeofísico em escala 1:100.000.A integração geológico-geofísica permitiu a individualização de dezesseis unidades as quais comportam noventa e uma subunidades, que foram agrupadas de acordo com sua cronologia e ambiente tectônico. As unidades geológicas da área investigada apresentam idades desde o Arqueano até o Neocretáceo tendo sido eliminadas, dos produtos gerados e do mapa final, as coberturas pós-cretáceas. Os principais resultados alcançados são sumarizados a seguir.Identificação de novas regiões com padrão gamaespectrométrico e de campo similar àquele atribuídos as unidades paleoproterozóicas.Delimitação de seqüências ortognáissicas e supracrustais paleoproterozóicas ou mais antigas e/ou unidades neoproterozóicas derivadas destes protólitos, ao longo da faixa norte-sul que se estende desde sul de Moiporá até além da região de Jussara, a norte.Otimização da delimitação (externa e interna) das unidades vulcano-sedimentares que compõem o Arco Magmático de Goiás, bem como o reconhecimento de unidades do arco magmático em outros setores da região investigada e ainda não cartografadas.Identificação no campo de rochas metavulcânicas ácidas, metatufos a cristal intercalados a metagrauvacas do Grupo Cuiabá, que em conjunto com a similaridade metamórfico-deformacional exibida pelo Grupo Bom Jardim de Goiás, retoma para este setor as discussões quanto ao posicionamento do Grupo Cuiabá em relação às seqüências vulcano-sedimentares do Arco Magmático de Goiás, sendo possível que, ao menos nesta região, este grupo possa constituir uma unidade relacionada ao arco magmático.Individualização dos diferentes batólitos graníticos, que compõem as suítes plutônicas dos granitóides sin, tardi e pós-orogênicos. Estas unidades se distinguem dos Granitóides de Arco de Ilha por apresentarem teores mais elevados de K, Th e U, e entre elas, dos mais antigos (granitóides sin-orogênicos) para os mais novos (granitóides anorogênicos), por uma progressiva elevação nos teores dos radioelementos em especial do Th e U.A extensão para norte da área de ocorrência da Formação Piranhas. Nesta unidade, foram encontradas em campo, finas intercalações de rochas vulcanoclásticas, tufos, tufos a cristal de composição ácida os quais devem representar os equivalentes vulcânicos dos diques e stocks granofíricos que cortam estes sedimentos, atestando a ocorrência de magmatismo ácido ao longo da evolução do Grabén de Piranhas.Individualização de diferentes sub-unidades que compõem as formações paleozóicas da Bacia do Paraná, com destaque para a compartimentação da Formação Ponta Grossa em função do seu interesse prospectivo.Delimitação dos corpos máficos, ultramáficos, carbonatíticos, sieníticos bem como de zonas fenitizadas associadas, pertencentes à Província Alcalina de Goiás (PAGO). Quanto ao arcabouço estrutural a região pode ser compartimentada em três grandes domínios separados entre si por estruturas NS e aqui denominados de blocos:- Bloco Oeste ou Bom Jardim estruturado NNE;- Bloco Central ou Iporá estruturado NNW e- Bloco Leste Córrego do Ouro estruturado NE.Internamente os blocos apresentam um forte padrão de lineamentos em treliça com direções NE e NW em geral predominando sobre os trends NS e EW.Os grandes falhamentos são marcados ora por estruturas magnéticas, ora por estruturas gamaespectrométricas e/ou de relevo. Alguns destes sistemas de falhas individualizam grandes segmentos crustais sendo os principais sistemas denominados de: Araguaia, Serra Negra, Piranhas, Montes Claros de Goiás, Moiporá-Novo Brasil e Serra Dourada.O Sistema de Falhas Araguaia, NE-SW de ângulo moderado a baixo, compressional, separa a noroeste terrenos com assinatura magnética que sugere a presença naquele setor de rochas antigas arqueanas e/ou paleoproterozóicas. O Sistema de Falhas Montes Claros de Goiás, NS de alto ângulo, extensional, parece restringirem a oeste os granitóides com características sin-orogênicas. O sistema de Falhas Moiporá-Novo-Brasil, NS de ângulo moderado a alto, com cinemática ora direcional ora extencional justapõem terrenos de idades e/ou assinatura isotópicas diversas, arqueanas e paleoproterozóicas ou unidades neoproterozóicas derivadas destes protólitos, a leste, e unidades neoprotozóicas, com assinatura isotópica juvenil predominante, a oeste.O arcabouço estrutural da área mostra uma longa história, com reativações sucessivas. A fase mais antiga é marcada por uma foliação sub-horizontal ou com mergulhos baixos para os quadrantes de sul, indicando uma cinemática de cavalgamentos vergentes para norte e condicionados por núcleos rígidos antigos representados a sul pelo Cratón do Paraná, encoberto sob os sedimentos da Bacia do Paraná, e a norte pelo Maciço de Goiás. Reativações tardias de caráter compressional são registradas pelo posicionamento sin-cinemático de granitos anorogênicos ocorrido por volta de 500 - 550 Ma, induzidos provavelmente pela inversão final da Faixa Paraguai, marcando o fim do Ciclo Brasiliano na região.No Fanerozóico a região foi palco de tectônica extensional, ocorrida em vários ciclos, relacionados à instalação da Bacia do Paraná e à abertura do Oceano Atlântico. Dentre estes eventos destacam-se a individualização dos arcos do Paranaíba/Flexura de Goiânia e Bom Jardim e o evento extensional, com possível envolvimento de plumas mantélicas ocorrido no Cretáceo Superior no qual foi formado a PAGO.A integração dos dados aerogeofísicos de alta densidade do sudoeste de Goiás com os dados geológicos, geocronológicos, geoquímicos, modelo digital de terreno e outros produtos geofísicos permitiu um considerável avanço no conhecimento geológico da região na medida em que proporcionou uma melhor individualização e subdivisão de diferentes unidades e um melhor entendimento do arcabouço estrutural regional, além de identificar e delimitar unidades de posicionamento geológico/geotectônico duvidoso ou incerto.
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Detalles del recurso
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Geologia do sudoeste do Estado de Goiás : Integração de dados geológicos e aerogeofísicos de alta densidade
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| Id. |
27106895 |
| Idioma |
PT
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| Titulo |
Geologia do sudoeste do Estado de Goiás : Integração de dados geológicos e aerogeofísicos de alta densidade |
| Autor(es) |
Cristiane Oliveira DE Moura |
| Location |
http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2027
|
| Versión |
1.0 |
| Estado |
Final
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| Descripción |
O conjunto de informações magnéticas e gamaespectrométricas obtidas do Projeto Levantamento Aerogeofísico do Estado de Goiás executado entre 2004 e 2006, considerado de alta densidade por suas configurações de aquisição e tratamento, foi integrado em ambiente SIG com as informações geológicas existentes, ao longo de uma faixa que se estende desde a região de Bom Jardim de Goiás, a oeste, até a região de Córrego do Ouro, a leste, incluída no Bloco 1 da primeira etapa deste levantamento.Para o tratamento, a análise e a interpretação dos dados foram aplicadas técnicas tradicionais, tais como, análise qualitativa de imagens individualmente processadas, razões entre os radioelementos, combinações binárias e ternárias, dentre outras. Na elaboração dos mapas de domínios geofísicos as interpretações foram guiadas pelas informações geológicas existentes e por verificações diretas de campo, resultando em um produto final equivalente a um mapa litogeofísico em escala 1:100.000.A integração geológico-geofísica permitiu a individualização de dezesseis unidades as quais comportam noventa e uma subunidades, que foram agrupadas de acordo com sua cronologia e ambiente tectônico. As unidades geológicas da área investigada apresentam idades desde o Arqueano até o Neocretáceo tendo sido eliminadas, dos produtos gerados e do mapa final, as coberturas pós-cretáceas. Os principais resultados alcançados são sumarizados a seguir.Identificação de novas regiões com padrão gamaespectrométrico e de campo similar àquele atribuídos as unidades paleoproterozóicas.Delimitação de seqüências ortognáissicas e supracrustais paleoproterozóicas ou mais antigas e/ou unidades neoproterozóicas derivadas destes protólitos, ao longo da faixa norte-sul que se estende desde sul de Moiporá até além da região de Jussara, a norte.Otimização da delimitação (externa e interna) das unidades vulcano-sedimentares que compõem o Arco Magmático de Goiás, bem como o reconhecimento de unidades do arco magmático em outros setores da região investigada e ainda não cartografadas.Identificação no campo de rochas metavulcânicas ácidas, metatufos a cristal intercalados a metagrauvacas do Grupo Cuiabá, que em conjunto com a similaridade metamórfico-deformacional exibida pelo Grupo Bom Jardim de Goiás, retoma para este setor as discussões quanto ao posicionamento do Grupo Cuiabá em relação às seqüências vulcano-sedimentares do Arco Magmático de Goiás, sendo possível que, ao menos nesta região, este grupo possa constituir uma unidade relacionada ao arco magmático.Individualização dos diferentes batólitos graníticos, que compõem as suítes plutônicas dos granitóides sin, tardi e pós-orogênicos. Estas unidades se distinguem dos Granitóides de Arco de Ilha por apresentarem teores mais elevados de K, Th e U, e entre elas, dos mais antigos (granitóides sin-orogênicos) para os mais novos (granitóides anorogênicos), por uma progressiva elevação nos teores dos radioelementos em especial do Th e U.A extensão para norte da área de ocorrência da Formação Piranhas. Nesta unidade, foram encontradas em campo, finas intercalações de rochas vulcanoclásticas, tufos, tufos a cristal de composição ácida os quais devem representar os equivalentes vulcânicos dos diques e stocks granofíricos que cortam estes sedimentos, atestando a ocorrência de magmatismo ácido ao longo da evolução do Grabén de Piranhas.Individualização de diferentes sub-unidades que compõem as formações paleozóicas da Bacia do Paraná, com destaque para a compartimentação da Formação Ponta Grossa em função do seu interesse prospectivo.Delimitação dos corpos máficos, ultramáficos, carbonatíticos, sieníticos bem como de zonas fenitizadas associadas, pertencentes à Província Alcalina de Goiás (PAGO). Quanto ao arcabouço estrutural a região pode ser compartimentada em três grandes domínios separados entre si por estruturas NS e aqui denominados de blocos:- Bloco Oeste ou Bom Jardim estruturado NNE;- Bloco Central ou Iporá estruturado NNW e- Bloco Leste Córrego do Ouro estruturado NE.Internamente os blocos apresentam um forte padrão de lineamentos em treliça com direções NE e NW em geral predominando sobre os trends NS e EW.Os grandes falhamentos são marcados ora por estruturas magnéticas, ora por estruturas gamaespectrométricas e/ou de relevo. Alguns destes sistemas de falhas individualizam grandes segmentos crustais sendo os principais sistemas denominados de: Araguaia, Serra Negra, Piranhas, Montes Claros de Goiás, Moiporá-Novo Brasil e Serra Dourada.O Sistema de Falhas Araguaia, NE-SW de ângulo moderado a baixo, compressional, separa a noroeste terrenos com assinatura magnética que sugere a presença naquele setor de rochas antigas arqueanas e/ou paleoproterozóicas. O Sistema de Falhas Montes Claros de Goiás, NS de alto ângulo, extensional, parece restringirem a oeste os granitóides com características sin-orogênicas. O sistema de Falhas Moiporá-Novo-Brasil, NS de ângulo moderado a alto, com cinemática ora direcional ora extencional justapõem terrenos de idades e/ou assinatura isotópicas diversas, arqueanas e paleoproterozóicas ou unidades neoproterozóicas derivadas destes protólitos, a leste, e unidades neoprotozóicas, com assinatura isotópica juvenil predominante, a oeste.O arcabouço estrutural da área mostra uma longa história, com reativações sucessivas. A fase mais antiga é marcada por uma foliação sub-horizontal ou com mergulhos baixos para os quadrantes de sul, indicando uma cinemática de cavalgamentos vergentes para norte e condicionados por núcleos rígidos antigos representados a sul pelo Cratón do Paraná, encoberto sob os sedimentos da Bacia do Paraná, e a norte pelo Maciço de Goiás. Reativações tardias de caráter compressional são registradas pelo posicionamento sin-cinemático de granitos anorogênicos ocorrido por volta de 500 - 550 Ma, induzidos provavelmente pela inversão final da Faixa Paraguai, marcando o fim do Ciclo Brasiliano na região.No Fanerozóico a região foi palco de tectônica extensional, ocorrida em vários ciclos, relacionados à instalação da Bacia do Paraná e à abertura do Oceano Atlântico. Dentre estes eventos destacam-se a individualização dos arcos do Paranaíba/Flexura de Goiânia e Bom Jardim e o evento extensional, com possível envolvimento de plumas mantélicas ocorrido no Cretáceo Superior no qual foi formado a PAGO.A integração dos dados aerogeofísicos de alta densidade do sudoeste de Goiás com os dados geológicos, geocronológicos, geoquímicos, modelo digital de terreno e outros produtos geofísicos permitiu um considerável avanço no conhecimento geológico da região na medida em que proporcionou uma melhor individualização e subdivisão de diferentes unidades e um melhor entendimento do arcabouço estrutural regional, além de identificar e delimitar unidades de posicionamento geológico/geotectônico duvidoso ou incerto. |
| Tipo |
RAR |
| Palabras clave |
Geografia física - Goiás |
| Tipo de recurso |
Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
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| Tipo de Interactividad |
Expositivo
|
| Nivel de Interactividad |
muy bajo
|
| Audiencia |
Estudiante
Profesor
Autor
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| Estructura |
Atomic |
| Coste |
no
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| Copyright |
sí
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06-sep-2008 |
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