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ATIVIDADE SAZONAL E MORFOMETRIA DE FORÍDEOS (DIPTERA:PHORIDAE) E SEUS PARASITÓIDES EM COLMÉIAS DA TRIBO MELIPONINI (HYMENOPTERA: APIDAE) NA AMAZÔNIA.
Cristiane Dias Pereira
Location:
http://tede.inpa.gov.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=64
Dípteros da família Phoridae são importantes pragas da meliponicultura na Amazônia. Suas larvas são extremamente vorazes, consumindo em um curto espaço de tempo, todo o mel, pólen, alimento larval, além de se alimentarem de larvas epupas de abelhas. Este trabalho verificou espécies de forídeos que parasitam colônias de abelhas sem ferrão em meliponários nos municípios de Manaus, Beruri, Jutaí, Cacau-Pirera, Careiro Castanho, Rio Preto da Eva e Alvarães (Amazonas) e Alter doChão (Pará), bem como a influência de fatores ambientais (umidade relativa, temperatura média e precipitação) na ocorrência mensal e morfologia de forídeos no meliponário GPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas. A presença de parasitismo natural por microhimenópteros em pupas de Pseudohypocera kerteszi Enderlein e Megaselia scalaris Loew no município de RioPreto da Eva, Amazonas, foi registrada neste trabalho. Para verificar as espécies de forídeos nos oito municípios, as larvas, pupas e adultos foram coletadas no interior dascolônias. Experimentos para o estudo da sazonalidade de P. kerteszi e M. scalaris foram conduzidos no Meliponário GPA/INPA em colônias fracas e fortes de Melipona rufiventris Lepeletier, M. seminigra merrillae Cockerell e M. compressipesmanaosensis Schwarz por meio da utilização de armadilhas com vinagre de vinho tinto. Em cada colônia foi colocado um frasco armadilha com 5 ml de vinagre de vinho tinto. As flutuações populacionais foram baseadas no número total de espécimes coletados por mês, determinado pela soma de seus números, obtidos em cada coleta realizada quinzenalmente. O índice de correlação de Pearson foi utilizado para analisar as relações entre a freqüência mensal de forídeos e os fatores climáticos e para verificar se o número de espécimes coletados por mês era o mesmo em colônias fracas e fortes foi usado o teste de Wilcoxon. Para o estudo das variaçõesmorfométricas em adultos de P. kerteszi, foram utilizados 15 fêmeas e 5 machos em cada mês de coleta. Os espécimes foram dissecados e montados individualmente em gota de verniz, sobre lâminas. Os dados foram submetidos à análise não paramétrica Kruskall Wallis para cada característica, em cada mês de coleta para machos, fêmeas e machos+fêmeas e, também, à análise de componente principal (ACP). Os valores médios dos escores obtidos a partir do primeiro componente para cada sexo e em cada mês foram correlacionados (correlação de Pearson) com os fatores climáticos. Para verificar a presença de parasitismo natural em pupas de P. kerteszi e M. scalaris foram utilizadas vinte armadilhas, com dois tipos de atrativos: 60g da mistura de pólen de Melipona e mel de Apis para atração e postura de P. kerteszi e 60g de mel, pólen e fermento biológico para postura de M. scalaris. A cada intervalo de quinze dias as pupas eram removidas. A prevalência de parasitismo foi calculada pela fórmula P=(pupas parasitadas/ total de pupas) x100. Nos oito municípios estudados foram coletados 7.068 forídeos. Do total de forídeos coletados 96,8% eram P. kerteszi, sendo 70,5% fêmeas e 29,5% machos. M. scalaris não foi encontrada nosmeliponários em Beruri, Cacau-Pirera, Carero-Castanho e Alvarães (Amazonas). A porcentagem em Rio Preto da Eva (Amazonas) foi de 57,2% e 42,8% e em Manaus 84,7% fêmeas e 15,3% machos. Nas colônias das espécies de abelhas sem ferrão estudadas em Manaus (M. compressipes manaosensis, M. seminigra merrillae e M. rufiventris) o número de P. kerteszi e M. scalaris não correlacionou com os parâmetros climáticos (temperatura média do ar, umidade relativa do ar, precipitação). Comparativamente, o número de exemplares coletados no primeiro ano (agosto de 2003 a julho de 2004), o número de indivíduos coletados no segundo ano nas colônias estudadas (agosto de 2004 a julho de 2005) foi relativamente baixo, sendo a espécie P. kerteszi predominante. O teste Mann-Whitney indicou que há diferenças significativas entre machos e fêmeas de P. kerteszi, no decorrer do ano, em 17 medidas morfométricas. Apenas a variável largura da tíbia metatorácica não diferiuentre os sexos (U= 3211,00, P= 0,36). Os primeiros componentes principais da matriz de correlação entre medidas de 18 caracteres de P. kerteszi, em 11 meses de coleta,mostraram que 85,72% das variações podem ser explicadas pelo tamanho, e que os remanescentes 14,28% podem ser explicados por variações na forma dos indivíduos. A ANOVA para um fator indicou que há diferenças estatísticas significativas no tamanho entre machos e fêmeas (F= 116.52; P<0,01). Os valores médios dos índices de tamanho indicaram que, de maneira geral, as fêmeas (0,41±0,06) foram maioresque os machos (-1,01±0,13). Não foram significativas as correlações entre o tamanho médio das fêmeas com as variáveis climáticas. Houve correlação entre o tamanho dosmachos e os fatores climáticos (umidade relativa do ar, r= 0,56, P< 0,01; precipitação pluviométrica, r= 0,33,. P< 0,05; temperatura média, r= -0,61, P< 0,01). Durante o período de março a junho de 2004 foram obtidos 819 pupários de P. kerteszi e 1.090 de M. scalaris. Dessa coleta emergiram cinco espécimes de Pachycrepoideus vindemmiae (Pteromalidae) apenas em pupários de M.scalaris, resultando numaprevalência de parasitismo de 0,4%. No período de maio a julho de 2005, foram coletados 2.182 pupários de P. kerteszi e 4.191 de M. scalaris. Os parasitóides encontrados em pupários de P. kerteszi foram: P. vindemmiae (n=1) e Signiphora sp.(Signiphoridae) (n=85). A prevalência de parasitismo foi de 3,9 %. Nos pupários de M. scalaris foram registrados 8 exemplares de P. vindemmiae, 104 de Signiphora sp. e 7de Diapriidae (Proctrupoidea). A prevalência de parasitismo foi de 2,8 %. Testes posteriores poderão mostrar o potencial destas espécies em programas de controle.
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Detalles del recurso
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ATIVIDADE SAZONAL E MORFOMETRIA DE FORÍDEOS (DIPTERA:PHORIDAE) E SEUS PARASITÓIDES EM COLMÉIAS DA TRIBO MELIPONINI (HYMENOPTERA: APIDAE) NA AMAZÔNIA.
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| Id. |
28261342 |
| Idioma |
PT
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| Titulo |
ATIVIDADE SAZONAL E MORFOMETRIA DE FORÍDEOS (DIPTERA:PHORIDAE) E SEUS PARASITÓIDES EM COLMÉIAS DA TRIBO MELIPONINI (HYMENOPTERA: APIDAE) NA AMAZÔNIA. |
| Autor(es) |
Cristiane Dias Pereira |
| Location |
http://tede.inpa.gov.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=64
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| Versión |
1.0 |
| Estado |
Final
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| Descripción |
Dípteros da família Phoridae são importantes pragas da meliponicultura na Amazônia. Suas larvas são extremamente vorazes, consumindo em um curto espaço de tempo, todo o mel, pólen, alimento larval, além de se alimentarem de larvas epupas de abelhas. Este trabalho verificou espécies de forídeos que parasitam colônias de abelhas sem ferrão em meliponários nos municípios de Manaus, Beruri, Jutaí, Cacau-Pirera, Careiro Castanho, Rio Preto da Eva e Alvarães (Amazonas) e Alter doChão (Pará), bem como a influência de fatores ambientais (umidade relativa, temperatura média e precipitação) na ocorrência mensal e morfologia de forídeos no meliponário GPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Manaus, Amazonas. A presença de parasitismo natural por microhimenópteros em pupas de Pseudohypocera kerteszi Enderlein e Megaselia scalaris Loew no município de RioPreto da Eva, Amazonas, foi registrada neste trabalho. Para verificar as espécies de forídeos nos oito municípios, as larvas, pupas e adultos foram coletadas no interior dascolônias. Experimentos para o estudo da sazonalidade de P. kerteszi e M. scalaris foram conduzidos no Meliponário GPA/INPA em colônias fracas e fortes de Melipona rufiventris Lepeletier, M. seminigra merrillae Cockerell e M. compressipesmanaosensis Schwarz por meio da utilização de armadilhas com vinagre de vinho tinto. Em cada colônia foi colocado um frasco armadilha com 5 ml de vinagre de vinho tinto. As flutuações populacionais foram baseadas no número total de espécimes coletados por mês, determinado pela soma de seus números, obtidos em cada coleta realizada quinzenalmente. O índice de correlação de Pearson foi utilizado para analisar as relações entre a freqüência mensal de forídeos e os fatores climáticos e para verificar se o número de espécimes coletados por mês era o mesmo em colônias fracas e fortes foi usado o teste de Wilcoxon. Para o estudo das variaçõesmorfométricas em adultos de P. kerteszi, foram utilizados 15 fêmeas e 5 machos em cada mês de coleta. Os espécimes foram dissecados e montados individualmente em gota de verniz, sobre lâminas. Os dados foram submetidos à análise não paramétrica Kruskall Wallis para cada característica, em cada mês de coleta para machos, fêmeas e machos+fêmeas e, também, à análise de componente principal (ACP). Os valores médios dos escores obtidos a partir do primeiro componente para cada sexo e em cada mês foram correlacionados (correlação de Pearson) com os fatores climáticos. Para verificar a presença de parasitismo natural em pupas de P. kerteszi e M. scalaris foram utilizadas vinte armadilhas, com dois tipos de atrativos: 60g da mistura de pólen de Melipona e mel de Apis para atração e postura de P. kerteszi e 60g de mel, pólen e fermento biológico para postura de M. scalaris. A cada intervalo de quinze dias as pupas eram removidas. A prevalência de parasitismo foi calculada pela fórmula P=(pupas parasitadas/ total de pupas) x100. Nos oito municípios estudados foram coletados 7.068 forídeos. Do total de forídeos coletados 96,8% eram P. kerteszi, sendo 70,5% fêmeas e 29,5% machos. M. scalaris não foi encontrada nosmeliponários em Beruri, Cacau-Pirera, Carero-Castanho e Alvarães (Amazonas). A porcentagem em Rio Preto da Eva (Amazonas) foi de 57,2% e 42,8% e em Manaus 84,7% fêmeas e 15,3% machos. Nas colônias das espécies de abelhas sem ferrão estudadas em Manaus (M. compressipes manaosensis, M. seminigra merrillae e M. rufiventris) o número de P. kerteszi e M. scalaris não correlacionou com os parâmetros climáticos (temperatura média do ar, umidade relativa do ar, precipitação). Comparativamente, o número de exemplares coletados no primeiro ano (agosto de 2003 a julho de 2004), o número de indivíduos coletados no segundo ano nas colônias estudadas (agosto de 2004 a julho de 2005) foi relativamente baixo, sendo a espécie P. kerteszi predominante. O teste Mann-Whitney indicou que há diferenças significativas entre machos e fêmeas de P. kerteszi, no decorrer do ano, em 17 medidas morfométricas. Apenas a variável largura da tíbia metatorácica não diferiuentre os sexos (U= 3211,00, P= 0,36). Os primeiros componentes principais da matriz de correlação entre medidas de 18 caracteres de P. kerteszi, em 11 meses de coleta,mostraram que 85,72% das variações podem ser explicadas pelo tamanho, e que os remanescentes 14,28% podem ser explicados por variações na forma dos indivíduos. A ANOVA para um fator indicou que há diferenças estatísticas significativas no tamanho entre machos e fêmeas (F= 116.52; P<0,01). Os valores médios dos índices de tamanho indicaram que, de maneira geral, as fêmeas (0,41±0,06) foram maioresque os machos (-1,01±0,13). Não foram significativas as correlações entre o tamanho médio das fêmeas com as variáveis climáticas. Houve correlação entre o tamanho dosmachos e os fatores climáticos (umidade relativa do ar, r= 0,56, P< 0,01; precipitação pluviométrica, r= 0,33,. P< 0,05; temperatura média, r= -0,61, P< 0,01). Durante o período de março a junho de 2004 foram obtidos 819 pupários de P. kerteszi e 1.090 de M. scalaris. Dessa coleta emergiram cinco espécimes de Pachycrepoideus vindemmiae (Pteromalidae) apenas em pupários de M.scalaris, resultando numaprevalência de parasitismo de 0,4%. No período de maio a julho de 2005, foram coletados 2.182 pupários de P. kerteszi e 4.191 de M. scalaris. Os parasitóides encontrados em pupários de P. kerteszi foram: P. vindemmiae (n=1) e Signiphora sp.(Signiphoridae) (n=85). A prevalência de parasitismo foi de 3,9 %. Nos pupários de M. scalaris foram registrados 8 exemplares de P. vindemmiae, 104 de Signiphora sp. e 7de Diapriidae (Proctrupoidea). A prevalência de parasitismo foi de 2,8 %. Testes posteriores poderão mostrar o potencial destas espécies em programas de controle. |
| Tipo |
PDF |
| Palabras clave |
BIOLOGIA GERAL |
| Tipo de recurso |
Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
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| Tipo de Interactividad |
Expositivo
|
| Nivel de Interactividad |
muy bajo
|
| Audiencia |
Estudiante
Profesor
Autor
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| Estructura |
Atomic |
| Coste |
no
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| Copyright |
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06-sep-2008 |
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