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Linfocintigrafia e biópsia de linfonodos-sentinela, com uso isolado de radiofármaco em dose única, no melanoma cutâneo
Jose Carlos Ribeiro Resende Alves
Location: http://hdl.handle.net/1843/ECJS-788NDE

Desde 1992, a biópsia do linfonodo-sentinela passou a ser aplicada em melanoma cutâneo, em alguns tumores com alto potencial metastático e no câncer de mama. A linfocintigrafia prévia passou a ser obrigatória, para identificar os linfonodos-sentinela a serem biopsiados. A quase totalidade dos autores associou o emprego de corante vital, especialmente azul patente e azul de isossulfan, ao uso do traçador radioativo e da sonda de deteção de raios gama, no transoperatório.Volumosa literatura mostrou reações adversas com uso de corantes vitais. Entre dezembro de 1999 a março de 2006, foram submetidos àbiópsia de linfonodos-sentinela 50 casos de melanoma cutâneo, estádios 1 e 2 do American Joint Committee on Cancer localizados no tronco, membros, cabeça e pescoço. Com uso de fitato de sódio marcado com tecnécio de número 99 de massa atômica, foram mapeados no pré-operatório 56 territórios linfáticos. As biópsias delinfonodos-sentinela foram realizadas sob anestesia local, regional ou geral, no mesmo tempo cirúrgico da ressecção alargada do sítio da lesão primária. Em todos pacientes, foram encontrados um ou mais linfonodossentinela, com emprego exclusivo de radiofármaco, sem uso de corante vital. Com auxílio transoperatório da sonda de detecção de raios gama, todos os linfonodossentinela, mapeados pela linfocintigrafia, foram submetidos à biópsia. O método apresentou uma sensibilidade de cem por cento, tendo sido encontrados linfonodossentinela em todos os pacietes. Nas 56 bacias linfáticas estudadas, correspondentes a 50 pacientes, houve 44 com linfonodos-sentinela negativos. Treze pacientes apresentaram linfonodos-sentinela positivos. Num caso, somente havia metástaseno linfonodo-sentinela intervalar. Trinta e sete pacientes com linfonodos-sentinela negativos, compreendendo 44 territórios linfáticos, que não foram submetidos à linfadenectomia regional radical, permaneceram clinicamente sem metástases, pelo prazo de proservação de dez a 72 meses, com média de 36,86 meses, exceto num paciente que, onze meses após biópsia de linfonodo-sentinela na axila, apresentou acometido linfonodo supraclavicular. Esse mesmo paciente, com 18 meses de pósoperatório, além de metástases viscerais, apresentou recorrência na axila, que havia sido biopsiada. O método apresentou uma especificidade de noventa e oito por cento, havendo o mencionado caso de falso-negativo. Um paciente apresentoureação alérgica mínima ao radiofármaco, no local da injeção, com prurido, exantema e ulceração de três milímetros, tendo sua operação sido adiada por 15 dias, necessitando segunda dose de radiotraçador. Nos demais 49 pacientes, a biópsia do linfonodo-sentinela foi feita com a mesma dose de radiofármaco utilizada para o mapeamento linfático pré-operatório. O fitato de sódio marcado com tecnécio de número 99 de massa atômica, usado no mapeamento linfático e na bíópsia, se mostrou eficaz em localizar um ou mais linfonodos-sentinela, em todos os casos. As complicações foram escassas e de pequena gravidade. O procedimento se mostrou apropriado para a localização de linfonodos-sentinela intervalares e ectópicos. O índice de resultadosfalso-negativos foi de dois por cento.

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Linfocintigrafia e biópsia de linfonodos-sentinela, com uso isolado de radiofármaco em dose única, no melanoma cutâneo
Id. 29309418
Idioma PT
Titulo Linfocintigrafia e biópsia de linfonodos-sentinela, com uso isolado de radiofármaco em dose única, no melanoma cutâneo
Autor(es) Jose Carlos Ribeiro Resende Alves
Location http://hdl.handle.net/1843/ECJS-788NDE
Versión 1.0
Estado Final
Descripción Desde 1992, a biópsia do linfonodo-sentinela passou a ser aplicada em melanoma cutâneo, em alguns tumores com alto potencial metastático e no câncer de mama. A linfocintigrafia prévia passou a ser obrigatória, para identificar os linfonodos-sentinela a serem biopsiados. A quase totalidade dos autores associou o emprego de corante vital, especialmente azul patente e azul de isossulfan, ao uso do traçador radioativo e da sonda de deteção de raios gama, no transoperatório.Volumosa literatura mostrou reações adversas com uso de corantes vitais. Entre dezembro de 1999 a março de 2006, foram submetidos àbiópsia de linfonodos-sentinela 50 casos de melanoma cutâneo, estádios 1 e 2 do American Joint Committee on Cancer localizados no tronco, membros, cabeça e pescoço. Com uso de fitato de sódio marcado com tecnécio de número 99 de massa atômica, foram mapeados no pré-operatório 56 territórios linfáticos. As biópsias delinfonodos-sentinela foram realizadas sob anestesia local, regional ou geral, no mesmo tempo cirúrgico da ressecção alargada do sítio da lesão primária. Em todos pacientes, foram encontrados um ou mais linfonodossentinela, com emprego exclusivo de radiofármaco, sem uso de corante vital. Com auxílio transoperatório da sonda de detecção de raios gama, todos os linfonodossentinela, mapeados pela linfocintigrafia, foram submetidos à biópsia. O método apresentou uma sensibilidade de cem por cento, tendo sido encontrados linfonodossentinela em todos os pacietes. Nas 56 bacias linfáticas estudadas, correspondentes a 50 pacientes, houve 44 com linfonodos-sentinela negativos. Treze pacientes apresentaram linfonodos-sentinela positivos. Num caso, somente havia metástaseno linfonodo-sentinela intervalar. Trinta e sete pacientes com linfonodos-sentinela negativos, compreendendo 44 territórios linfáticos, que não foram submetidos à linfadenectomia regional radical, permaneceram clinicamente sem metástases, pelo prazo de proservação de dez a 72 meses, com média de 36,86 meses, exceto num paciente que, onze meses após biópsia de linfonodo-sentinela na axila, apresentou acometido linfonodo supraclavicular. Esse mesmo paciente, com 18 meses de pósoperatório, além de metástases viscerais, apresentou recorrência na axila, que havia sido biopsiada. O método apresentou uma especificidade de noventa e oito por cento, havendo o mencionado caso de falso-negativo. Um paciente apresentoureação alérgica mínima ao radiofármaco, no local da injeção, com prurido, exantema e ulceração de três milímetros, tendo sua operação sido adiada por 15 dias, necessitando segunda dose de radiotraçador. Nos demais 49 pacientes, a biópsia do linfonodo-sentinela foi feita com a mesma dose de radiofármaco utilizada para o mapeamento linfático pré-operatório. O fitato de sódio marcado com tecnécio de número 99 de massa atômica, usado no mapeamento linfático e na bíópsia, se mostrou eficaz em localizar um ou mais linfonodos-sentinela, em todos os casos. As complicações foram escassas e de pequena gravidade. O procedimento se mostrou apropriado para a localização de linfonodos-sentinela intervalares e ectópicos. O índice de resultadosfalso-negativos foi de dois por cento.
Tipo text/html
Palabras clave Melanoma DeCS
Cobertura Departamento/Curso
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Requerimientos técnicos Browser: Any
Fecha de contribución 19-feb-2008
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