Publicidad

Publicidad

becas.universia.netBiblioteca.Net

Buscar recursos:

Buscador Google

Resource data



Ver

Trypanosoma cruzi e o Sistema Complemento: Mecanismos de ativação e o papel do gene CRIT (Complement C2 Receptor Inhibitor Trispanning) na resistência à lise em cepas de classe I e II
Igor dos Santos Cestari
Location: http://www.bdtd.cict.fiocruz.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=73

Trypanosoma cruzi, o parasito causador da doença de Chagas, infecta cerca de 18 milhões de pessoas na América latina. Esse parasita apresenta um ciclo de vida heteroxeno infectando hospedeiros vertebrados e invertebrados. Marcadores moleculares têm determinado duas classes de T. cruzi, classe I com um ciclo de vida selvagem infectando principalmente marsupiais e a II com um ciclo de vida doméstico infectando mamíferos placentários. O T. cruzi necessita evadir a resposta imune inata dos hospedeiros para infectar as células e estabelecer a infecção. O principal mecanismo de defesa inata do hospedeiro é o sistema complemento, composto de proteínas ativadas em cascata que forma um poro na membrana do parasita levando à lise. O complemento pode ser ativado através de três vias: i) via clássica, ativada por imunoglobulinas ligada a superfície do patógeno, ii) lectinas, pela ligação da MBL (Mannan Binding Lectin) a carboidratos de superfície do patógeno, e iii) via alternativa, pela ligação de C3b à moléculas de superfície do patógeno. Em T. cruzi tem sido descrito moléculas envolvidas com a resistência ao complemento, como CRP (?Complement Regulatory Protein?) e DAF (?Decay Accelarating Factor?) que ligam a C3b e C4b e inibe a formação de C3 convertase. O conceito que prevalece sobre a ativação do complemento em T. cruzi é que ele ativa principalmente a via alternativa, mostrada através da deposição de C3b na superfície do parasita, e ausência de lise com soro deficiente em fator B. Contudo, os experimentos foram realizados com longos períodos de incubação dos parasitas com o soro e sem considerar a participação da via das lectinas. Nesse trabalho caracterizamos os mecanismos de ativação do complemento por formas epimastigotas de T. cruzi classe I (Colombiana) e II (Y); e determinamos o papel funcional do gene CRIT (?Complement C2 Receptor Inhibitor Trispaning?) na resistência à lise mediada pelo complemento. Ensaios de concentração letal de soro-50 mostraram que T. cruzi cepa Colombiana é mais sensível à lise pelo complemento do que a cepa Y, além disso 50% de lise foi detectada com concentrações de soro entre 6,25% e 12,5% para Colombiana, e 12,5% e 25% para Y. A cinética de ativação do complemento com SNH (soro normal humano) 25% mostrou que Y e Colombiana diferem na velocidade de ativação do complemento. Em 5 minutos de incubação com SNH 25% a sobrevivência foi de 2,6% para Colombiana e 44,6% para Y, sendo ambas totalmente lisadas em 30 minutos. Ao bloquear as vias clássica e lectinas com SNH 25% e EGTA, a lise foi lenta e similar entre as cepas com sobrevivência em 30 minutos. Ensaio de ativação do complemento na ausência da via clássica mostrou que T. cruzi ativa a via das lectinas, com 27% de parasitas sobreviventes em 5 minutos. Incubação do SNH 25% com concentrações crescentes de manose inibiu a lise dos parasitas, com sobrevivência de 26% com 1 mM e 72% com 40 mM, indicando que T. cruzi ativa a via das lectinas através da ligação da MBL a resíduos de manose na superfície. Identificamos o gene CRIT, um receptor de C2 descrito em Schistosoma sp. por Inal, J.M. (2000), nas cepas Y, Colombiana, Dm28c e CL Brener. Tc-CRIT de Y é 97% similar a CRIT de S. mansoni. Tc-CRIT é expresso na forma infectiva detectado com o anticorpo anti-CRIT-ed1. A sobre-expressão de CRIT em epimastigotas de Y conferiu 70% de resistência à lise pelo complemento. Ensaios com SNH 25% tratado com EGTA mostraram que CRIT não inibe a via alternativa, sendo um inibidor das vias clássica e lectinas. A sobre-expressão do gene Tc-CRIT de Y na cepa Colombiana restaurou a resistência à lise em 40%. Nossos resultados mostraram que T. cruzi ativa rapidamente a via clássica e lectinas do complemento. As formas infectivas desse parasita expressam um receptor de C2 capaz de inibir especificamente a lise pelo complemento mediada por essas vias.

Belongs to: BDTD Ibict

Descargar SCORM

¡Sea el primero en solicitar este recurso!

Para poder solicitar este recurso debe identificarse como usuario de la biblioteca

Users rating

No hay ninguna valoración para este recurso. Sea el primero en valorar este recurso.

Detalles del recurso

Trypanosoma cruzi e o Sistema Complemento: Mecanismos de ativação e o papel do gene CRIT (Complement C2 Receptor Inhibitor Trispanning) na resistência à lise em cepas de classe I e II
Id. 30570473
Idioma PT
Titulo Trypanosoma cruzi e o Sistema Complemento: Mecanismos de ativação e o papel do gene CRIT (Complement C2 Receptor Inhibitor Trispanning) na resistência à lise em cepas de classe I e II
Autor(es) Igor dos Santos Cestari
Location http://www.bdtd.cict.fiocruz.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=73
Versión 1.0
Estado Final
Descripción Trypanosoma cruzi, o parasito causador da doença de Chagas, infecta cerca de 18 milhões de pessoas na América latina. Esse parasita apresenta um ciclo de vida heteroxeno infectando hospedeiros vertebrados e invertebrados. Marcadores moleculares têm determinado duas classes de T. cruzi, classe I com um ciclo de vida selvagem infectando principalmente marsupiais e a II com um ciclo de vida doméstico infectando mamíferos placentários. O T. cruzi necessita evadir a resposta imune inata dos hospedeiros para infectar as células e estabelecer a infecção. O principal mecanismo de defesa inata do hospedeiro é o sistema complemento, composto de proteínas ativadas em cascata que forma um poro na membrana do parasita levando à lise. O complemento pode ser ativado através de três vias: i) via clássica, ativada por imunoglobulinas ligada a superfície do patógeno, ii) lectinas, pela ligação da MBL (Mannan Binding Lectin) a carboidratos de superfície do patógeno, e iii) via alternativa, pela ligação de C3b à moléculas de superfície do patógeno. Em T. cruzi tem sido descrito moléculas envolvidas com a resistência ao complemento, como CRP (?Complement Regulatory Protein?) e DAF (?Decay Accelarating Factor?) que ligam a C3b e C4b e inibe a formação de C3 convertase. O conceito que prevalece sobre a ativação do complemento em T. cruzi é que ele ativa principalmente a via alternativa, mostrada através da deposição de C3b na superfície do parasita, e ausência de lise com soro deficiente em fator B. Contudo, os experimentos foram realizados com longos períodos de incubação dos parasitas com o soro e sem considerar a participação da via das lectinas. Nesse trabalho caracterizamos os mecanismos de ativação do complemento por formas epimastigotas de T. cruzi classe I (Colombiana) e II (Y); e determinamos o papel funcional do gene CRIT (?Complement C2 Receptor Inhibitor Trispaning?) na resistência à lise mediada pelo complemento. Ensaios de concentração letal de soro-50 mostraram que T. cruzi cepa Colombiana é mais sensível à lise pelo complemento do que a cepa Y, além disso 50% de lise foi detectada com concentrações de soro entre 6,25% e 12,5% para Colombiana, e 12,5% e 25% para Y. A cinética de ativação do complemento com SNH (soro normal humano) 25% mostrou que Y e Colombiana diferem na velocidade de ativação do complemento. Em 5 minutos de incubação com SNH 25% a sobrevivência foi de 2,6% para Colombiana e 44,6% para Y, sendo ambas totalmente lisadas em 30 minutos. Ao bloquear as vias clássica e lectinas com SNH 25% e EGTA, a lise foi lenta e similar entre as cepas com sobrevivência em 30 minutos. Ensaio de ativação do complemento na ausência da via clássica mostrou que T. cruzi ativa a via das lectinas, com 27% de parasitas sobreviventes em 5 minutos. Incubação do SNH 25% com concentrações crescentes de manose inibiu a lise dos parasitas, com sobrevivência de 26% com 1 mM e 72% com 40 mM, indicando que T. cruzi ativa a via das lectinas através da ligação da MBL a resíduos de manose na superfície. Identificamos o gene CRIT, um receptor de C2 descrito em Schistosoma sp. por Inal, J.M. (2000), nas cepas Y, Colombiana, Dm28c e CL Brener. Tc-CRIT de Y é 97% similar a CRIT de S. mansoni. Tc-CRIT é expresso na forma infectiva detectado com o anticorpo anti-CRIT-ed1. A sobre-expressão de CRIT em epimastigotas de Y conferiu 70% de resistência à lise pelo complemento. Ensaios com SNH 25% tratado com EGTA mostraram que CRIT não inibe a via alternativa, sendo um inibidor das vias clássica e lectinas. A sobre-expressão do gene Tc-CRIT de Y na cepa Colombiana restaurou a resistência à lise em 40%. Nossos resultados mostraram que T. cruzi ativa rapidamente a via clássica e lectinas do complemento. As formas infectivas desse parasita expressam um receptor de C2 capaz de inibir especificamente a lise pelo complemento mediada por essas vias.
Tipo PDF
Palabras clave Tripanossomatídeos
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
Copyright
Liberar o conteúdo dos arquivos para acesso público
Formatos PDF
Requerimientos técnicos Browser: Any
Fecha de contribución 24-ago-2008
Contacto