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Estudo do Efeito Anti-Apoptótico do Mycobacterium leprae em Células de Schwann Humanas
Luciana Silva Rodrigues
Location: http://www.bdtd.cict.fiocruz.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=77

A Hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, apresenta como sintoma clínico mais relevante lesões no sistema nervoso periférico. As estratégias utilizadas pelo M. leprae para infectar e se multiplicar nas células de Schwann (CS) são, contudo, pouco conhecidas. Neste trabalho investigamos o efeito anti-apoptótico do M. leprae sobre a célula hospedeira, à semelhança do observado na literatura com outros patógenos intracelulares obrigatórios. Para tal, CS humanas da linhagem ST88-14 foram tratadas ou não com a bactéria e incubadas em meio RPMI sem soro para induzir a apoptose. A viabilidade celular foi avaliada por três métodos: i) redução enzimática de Metiltetrazólio (MTT), ii) capacidade celular de exclusão do corante Azul de Tripan e iii) coloração vital com diacetato de fluoresceína e brometo de etídeo. Após 24-48h de incubação, as células tratadas com M. leprae apresentaram índices de sobrevivência de 70-100%, contrastando com as culturas não tratadas com a bactéria que apresentaram índice de sobrevivência entre 30-60%. M. leprae foi capaz de proteger as CS da morte de maneira dose-dependente. A redução de células entrando em apoptose pela presença do bacilo também foi observada através da avaliação do potencial de membrana mitocondrial com o corante DiOC6 por Citometria de Fluxo. Em seguida demonstramos que fatores solúveis secretados pela célula incubada com M. leprae estão envolvidos na proteção, visto que o meio condicionado proveniente de culturas tratadas também promoveu a sobrevivência de CS. Possíveis candidatos para estes fatores de sobrevivência seriam os Fatores de Crescimento semelhantes à Insulina, IGF-I e IGF-II. Confirmamos, então, a capacidade de M. leprae induzir a expressão de IGF-I e IGF-II em CS através da técnica de RT-PCR. Também demonstramos que IGF-I recombinante adicionado às culturas foi capaz de proteger as CS ST 88-14 de morte induzida por privação de soro. A ação do IGF-I é possivelmente mediada pelo seu receptor IGF-IR, cuja expressão foi comprovada através de Western blot e Citometria de Fluxo. Finalmente, o pré-tratamento das CS com três inibidores distintos de NF-kB- a talidomida, o peptideo SN50 e a gliotoxina- neutralizou o efeito protetor do M. leprae sobre as CS. Nossos dados sugerem uma importante estratégia para colonização bem sucedida do nervo pelo M. leprae, baseada na manutenção da sobrevivência da célula hospedeira através da indução pelo patógeno da produção de IGF e ativação de NF-kB na CS.

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Estudo do Efeito Anti-Apoptótico do Mycobacterium leprae em Células de Schwann Humanas
Id. 30570477
Idioma PT
Titulo Estudo do Efeito Anti-Apoptótico do Mycobacterium leprae em Células de Schwann Humanas
Autor(es) Luciana Silva Rodrigues
Location http://www.bdtd.cict.fiocruz.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=77
Versión 1.0
Estado Final
Descripción A Hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, apresenta como sintoma clínico mais relevante lesões no sistema nervoso periférico. As estratégias utilizadas pelo M. leprae para infectar e se multiplicar nas células de Schwann (CS) são, contudo, pouco conhecidas. Neste trabalho investigamos o efeito anti-apoptótico do M. leprae sobre a célula hospedeira, à semelhança do observado na literatura com outros patógenos intracelulares obrigatórios. Para tal, CS humanas da linhagem ST88-14 foram tratadas ou não com a bactéria e incubadas em meio RPMI sem soro para induzir a apoptose. A viabilidade celular foi avaliada por três métodos: i) redução enzimática de Metiltetrazólio (MTT), ii) capacidade celular de exclusão do corante Azul de Tripan e iii) coloração vital com diacetato de fluoresceína e brometo de etídeo. Após 24-48h de incubação, as células tratadas com M. leprae apresentaram índices de sobrevivência de 70-100%, contrastando com as culturas não tratadas com a bactéria que apresentaram índice de sobrevivência entre 30-60%. M. leprae foi capaz de proteger as CS da morte de maneira dose-dependente. A redução de células entrando em apoptose pela presença do bacilo também foi observada através da avaliação do potencial de membrana mitocondrial com o corante DiOC6 por Citometria de Fluxo. Em seguida demonstramos que fatores solúveis secretados pela célula incubada com M. leprae estão envolvidos na proteção, visto que o meio condicionado proveniente de culturas tratadas também promoveu a sobrevivência de CS. Possíveis candidatos para estes fatores de sobrevivência seriam os Fatores de Crescimento semelhantes à Insulina, IGF-I e IGF-II. Confirmamos, então, a capacidade de M. leprae induzir a expressão de IGF-I e IGF-II em CS através da técnica de RT-PCR. Também demonstramos que IGF-I recombinante adicionado às culturas foi capaz de proteger as CS ST 88-14 de morte induzida por privação de soro. A ação do IGF-I é possivelmente mediada pelo seu receptor IGF-IR, cuja expressão foi comprovada através de Western blot e Citometria de Fluxo. Finalmente, o pré-tratamento das CS com três inibidores distintos de NF-kB- a talidomida, o peptideo SN50 e a gliotoxina- neutralizou o efeito protetor do M. leprae sobre as CS. Nossos dados sugerem uma importante estratégia para colonização bem sucedida do nervo pelo M. leprae, baseada na manutenção da sobrevivência da célula hospedeira através da indução pelo patógeno da produção de IGF e ativação de NF-kB na CS.
Tipo PDF
Palabras clave mycobacterium leprae
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Fecha de contribución 06-sep-2008
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