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Caracterização dos domínios pre-pro e C-terminal da cisteína proteinase Lpcys2 de Leishmania pifanoi: papel em endereçamento lisosomal e infecção
Marcel Marín Villa
Location: http://www.bdtd.cict.fiocruz.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=82

O objetivo do presente trabalho foi o estudo das características do domínio pre, pro e C-terminal da cisteína proteinase 2 (Lpcys2) de L. pifanoi e a relação destes domínios com endereçamento ao lisosomo e infecção. Na tentativa de identificar possíveis proteínas que se liguem ao sinal do domínio pro de Lpcys2, inicialmente usamos o sistema de dois híbridos de levedura. Esta estratégia não produziu interações positivas. Nossa interpretação para este resultado negativo foi que o sinal de endereçamento presente no domínio pro Lpcys2 é reconhecido pela maquinaria de endereçamento vacuolar da levedura. Para estudar o reconhecimento do sinal de endereçamento lisosomal Lpcys2 em leveduras, foram realizadas várias construções usando os plasmídeos de levedura que expressam os domínio pre, pro e prepro Lpcys2 fusionados a GFP. Resultados obtidos mostraram endereçamento dos diferentes domínios ao vacúolo de S. cerevisae YRG-2. Um controle negativo usando o plasmídeo pUG23 sem inserto produziu fluorescência citoplasmática. A fluorescência observada com GFP fusionada ao peptídeo sinal pre indica que a entrada na via secretora da levedura foi suficiente para endereçar GFP ao vacúolo. O endereçamento vacuolar observado nas leveduras transformadas com a construção contendo o domínio pro foi realizado provavelmente por mecanismos de transporte diferentes da via secretora clássica como autofagia ou transporte do citoplasma-ao-vacuolo Cvt. Também foram feitos testes de reconhecimento do sinal presente no domínio pro em células de mamíferos. Células de Ovário de Hamster Chinês (CHO) foram transformadas com o plasmídeo específico para células de mamífero pEGFP contendo GFP em fusão com o domínio prepro Lpcys2. Fluorescência foi observada no complexo de Golgi, como foi comprovado mediante experimentos de co-localização com anticorpos anti-GM-130. Estes resultados demonstraram que o peptídeo sinal Lpcys2 é reconhecido pela maquinaria de translocação do RE em células CHO. Ao contrário do que acontece em leveduras e Leishmania, o sinal de endereçamento lisosomal presente no domínio pro não foi reconhecido em células de mamífero ficando acumulado no complexo de Golgi.Para continuar estudos do mecanismo de endereçamento da Lpcys2 e do papel do domínio C-terminal em infecção, foram feitos peptídeos recombinantes e anticorpos contra estes dois domínios. Usando o anticorpo contra o domínio pro foi visto que o zimogênio da Lpcys2 apresenta diferentes isoformas as quais são preferencialmente expressas no estágio de amastigota e pouco expressas em promastigotas estacionárias, como foi visto por imunofluorescências, microscopia eletrônica e western blot. Usando anticorpos policlonais contra o domínio pro, catalítico e C-terminal foi evidenciado que Lpcys2 sofre processamento. Usando estes anticorpos, foi visto também que L. amazonenses tem uma cisteína proteinase com alta homologia a Lpcys2. Uma vez que não foram obtidos resultados com a metodologia de dois híbridos de levedura, foram usadas outras abordagens para estudar interação do domínio pro com proteínas que participam do endereçamento de Lpcys2. Mediante ligand blot e cross-linking foi visto interação com algumas proteínas tanto de promastigotas como de amastigotas. Por imunoprecipitação foi possível isolar algumas proteínas candidatas de amastigota, como a P4- nuclease, Gliceraldeido-3-fosfato deshidrogenase, histona H4, F1 subunidade amp;#945;-ATPase, e própria Lpcys2. Mediante microscopia eletrônica e imunolocalização foi vista uma localização do domínio C-terminal em amastigotas axênicos de cultura no megasomo e na bolsa flagelar, enquanto nos amastigotas infectando macrófagos o domínio C-terminal localiza na bolsa flagelar e na superfície do parasita em contato com a membrana do fagosomo. Vimos que o domínio C-terminal tem um papel na infecção da Leishmania em macrófagos, onde em ensaios de inibição de infecção, amastigotas pre-incubados com um anticorpo anti C-terminal foram menos infectantes em comparação com promastigotas igualmente incubados com o anticorpo C-terminal.

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Caracterização dos domínios pre-pro e C-terminal da cisteína proteinase Lpcys2 de Leishmania pifanoi: papel em endereçamento lisosomal e infecção
Id. 30570482
Idioma PT
Titulo Caracterização dos domínios pre-pro e C-terminal da cisteína proteinase Lpcys2 de Leishmania pifanoi: papel em endereçamento lisosomal e infecção
Autor(es) Marcel Marín Villa
Location http://www.bdtd.cict.fiocruz.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=82
Versión 1.0
Estado Final
Descripción O objetivo do presente trabalho foi o estudo das características do domínio pre, pro e C-terminal da cisteína proteinase 2 (Lpcys2) de L. pifanoi e a relação destes domínios com endereçamento ao lisosomo e infecção. Na tentativa de identificar possíveis proteínas que se liguem ao sinal do domínio pro de Lpcys2, inicialmente usamos o sistema de dois híbridos de levedura. Esta estratégia não produziu interações positivas. Nossa interpretação para este resultado negativo foi que o sinal de endereçamento presente no domínio pro Lpcys2 é reconhecido pela maquinaria de endereçamento vacuolar da levedura. Para estudar o reconhecimento do sinal de endereçamento lisosomal Lpcys2 em leveduras, foram realizadas várias construções usando os plasmídeos de levedura que expressam os domínio pre, pro e prepro Lpcys2 fusionados a GFP. Resultados obtidos mostraram endereçamento dos diferentes domínios ao vacúolo de S. cerevisae YRG-2. Um controle negativo usando o plasmídeo pUG23 sem inserto produziu fluorescência citoplasmática. A fluorescência observada com GFP fusionada ao peptídeo sinal pre indica que a entrada na via secretora da levedura foi suficiente para endereçar GFP ao vacúolo. O endereçamento vacuolar observado nas leveduras transformadas com a construção contendo o domínio pro foi realizado provavelmente por mecanismos de transporte diferentes da via secretora clássica como autofagia ou transporte do citoplasma-ao-vacuolo Cvt. Também foram feitos testes de reconhecimento do sinal presente no domínio pro em células de mamíferos. Células de Ovário de Hamster Chinês (CHO) foram transformadas com o plasmídeo específico para células de mamífero pEGFP contendo GFP em fusão com o domínio prepro Lpcys2. Fluorescência foi observada no complexo de Golgi, como foi comprovado mediante experimentos de co-localização com anticorpos anti-GM-130. Estes resultados demonstraram que o peptídeo sinal Lpcys2 é reconhecido pela maquinaria de translocação do RE em células CHO. Ao contrário do que acontece em leveduras e Leishmania, o sinal de endereçamento lisosomal presente no domínio pro não foi reconhecido em células de mamífero ficando acumulado no complexo de Golgi.Para continuar estudos do mecanismo de endereçamento da Lpcys2 e do papel do domínio C-terminal em infecção, foram feitos peptídeos recombinantes e anticorpos contra estes dois domínios. Usando o anticorpo contra o domínio pro foi visto que o zimogênio da Lpcys2 apresenta diferentes isoformas as quais são preferencialmente expressas no estágio de amastigota e pouco expressas em promastigotas estacionárias, como foi visto por imunofluorescências, microscopia eletrônica e western blot. Usando anticorpos policlonais contra o domínio pro, catalítico e C-terminal foi evidenciado que Lpcys2 sofre processamento. Usando estes anticorpos, foi visto também que L. amazonenses tem uma cisteína proteinase com alta homologia a Lpcys2. Uma vez que não foram obtidos resultados com a metodologia de dois híbridos de levedura, foram usadas outras abordagens para estudar interação do domínio pro com proteínas que participam do endereçamento de Lpcys2. Mediante ligand blot e cross-linking foi visto interação com algumas proteínas tanto de promastigotas como de amastigotas. Por imunoprecipitação foi possível isolar algumas proteínas candidatas de amastigota, como a P4- nuclease, Gliceraldeido-3-fosfato deshidrogenase, histona H4, F1 subunidade amp;#945;-ATPase, e própria Lpcys2. Mediante microscopia eletrônica e imunolocalização foi vista uma localização do domínio C-terminal em amastigotas axênicos de cultura no megasomo e na bolsa flagelar, enquanto nos amastigotas infectando macrófagos o domínio C-terminal localiza na bolsa flagelar e na superfície do parasita em contato com a membrana do fagosomo. Vimos que o domínio C-terminal tem um papel na infecção da Leishmania em macrófagos, onde em ensaios de inibição de infecção, amastigotas pre-incubados com um anticorpo anti C-terminal foram menos infectantes em comparação com promastigotas igualmente incubados com o anticorpo C-terminal.
Tipo PDF
Palabras clave Leishmania pifanoi
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Fecha de contribución 06-sep-2008
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