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Características determinadas do envolvimento materno no tratamento fisioterapêutico de crianças portadoras de deficiência
Regina Angelica Beluco Carvalho Lima
Location: http://hdl.handle.net/1843/ECJS-72FP6A

Os avanços tecnológicos da ciência levaram ao aumento da sobrevivência de crianças com problemas decorrentes do período pré-natal, peri-natal e pós-natal. Entretanto, essa sobrevivência tem sido acrescida da prevalência de seqüelas físicas, sensoriais, cognitivas e comportamentais nessa população. A deficiência em crianças interfere de forma marcante na relação mãe filho, nas relações familiares enas relações sociais. As mães dessas crianças são as principais figuras que intermediarão o desenvolvimento neuropsicomotor de seus filhos, a minimização de efeitos secundários conseqüentes à deficiência e a inclusão de seus filhos no meio familiar e social. O tratamento fisioterapêutico por meio da intervenção precoce em crianças portadoras de deficiência tem como objetivo a estimulação e facilitação do desenvolvimento neuropsicomotor e a prevenção de deformidades nessa população. Esse tratamento preconizado no aproveitamento dos mecanismos de plasticidade cerebral atende crianças na faixa etária de 0 a 3 anos (estendendo-se a crianças de 5 anos). Durante as sessões de intervenção precoce, as mães são convidadas a participar de forma ativa no tratamento de seus filhos, para que aprendam algumas formas de manuseio, posicionamento e técnicas de estimulação visual e motora e como forma de promover a interação entre elas e a criança. A presença das mães e sua participação no tratamento fisioterapêutico de seus filhos tem como objetivo primário a continuidade e a manutenção no domicilio da preservação do alinhamento biomecânico, do comprimento das partes moles e estímulo da interação mãe-filho. Apercepção da dificuldade de algumas mães em aderir e participar do tratamento fisioterapêutico de seus filhos tem suscitado grandes dúvidas relacionadas aos benefícios do tratamento domiciliar, uma vez que a adesão das mães no tratamento de seus filhos é crucial nos processo evolutivo da criança em todos seus aspectos. Este estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada com base em entrevistassemi-estruturadas, acompanhadas de visitas domiciliares, com 15 mães de crianças portadoras de deficiência da APAE de Itaúna e do ambulatório da Universidade de Itaúna. Na análise dos resultados, foram utilizados os princípios da Análise do Discurso. As categorias de conceitos estudadas foram: reações das mães diante da notícia da deficiência; atitudes das mães após receberem o diagnóstico; expectativas das mães relativas à evolução da criança; participação das mães no tratamento; avaliação das mães sobre a continuidade do tratamento no domicílio; percepção das mães sobre a maneira como as pessoas reagem diante de seu filho; maiores dificuldades das mães com relação à continuidade desse tratamento; compreensão das mães sobre o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento; e a percepção que elas têm com relação à necessidade do tratamento fisioterapêutico. A literatura mostra que a situação socioeconômica, a idade materna, o número de filhos, o estilo de vida materno, o apoio social e familiar, a gravidade da deficiência e os níveis de escolaridade interferem na adesão e na participação das mães em tratamentos de crianças com doenças crônicas ou necessidades especiais. Os resultados desteestudo mostram que o envolvimento materno no tratamento fisioterapêutico dos filhos portadores de deficiência é influenciado pela aceitação desse filho, pelo apoio dado à mãe por uma figura paterna, pelo apoio familiar e social, pela facilitação do programa de tratamento referente a horários e prescrições, respeitando-se o estilo de vida materno, pelas expectativas de evolução da criança e pela qualidade da interação mãe-fisioterapeuta e criança-fisioterapeuta. Torna-se necessário, portanto, viabilizar o programa fisioterapêutico de acordo com as situações de vida de cada mãe, a criação e/ou intensificação de uma rede de apoio e suporte familiar, social e profissional às mães para que sejam possibilitadas melhores formas de interaçãoentre mãe e filho com perspectivas centradas não na deficiência da criança, mas em suas possibilidades.

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Características determinadas do envolvimento materno no tratamento fisioterapêutico de crianças portadoras de deficiência
Id. 30856919
Idioma PT
Titulo Características determinadas do envolvimento materno no tratamento fisioterapêutico de crianças portadoras de deficiência
Autor(es) Regina Angelica Beluco Carvalho Lima
Location http://hdl.handle.net/1843/ECJS-72FP6A
Versión 1.0
Estado Final
Descripción Os avanços tecnológicos da ciência levaram ao aumento da sobrevivência de crianças com problemas decorrentes do período pré-natal, peri-natal e pós-natal. Entretanto, essa sobrevivência tem sido acrescida da prevalência de seqüelas físicas, sensoriais, cognitivas e comportamentais nessa população. A deficiência em crianças interfere de forma marcante na relação mãe filho, nas relações familiares enas relações sociais. As mães dessas crianças são as principais figuras que intermediarão o desenvolvimento neuropsicomotor de seus filhos, a minimização de efeitos secundários conseqüentes à deficiência e a inclusão de seus filhos no meio familiar e social. O tratamento fisioterapêutico por meio da intervenção precoce em crianças portadoras de deficiência tem como objetivo a estimulação e facilitação do desenvolvimento neuropsicomotor e a prevenção de deformidades nessa população. Esse tratamento preconizado no aproveitamento dos mecanismos de plasticidade cerebral atende crianças na faixa etária de 0 a 3 anos (estendendo-se a crianças de 5 anos). Durante as sessões de intervenção precoce, as mães são convidadas a participar de forma ativa no tratamento de seus filhos, para que aprendam algumas formas de manuseio, posicionamento e técnicas de estimulação visual e motora e como forma de promover a interação entre elas e a criança. A presença das mães e sua participação no tratamento fisioterapêutico de seus filhos tem como objetivo primário a continuidade e a manutenção no domicilio da preservação do alinhamento biomecânico, do comprimento das partes moles e estímulo da interação mãe-filho. Apercepção da dificuldade de algumas mães em aderir e participar do tratamento fisioterapêutico de seus filhos tem suscitado grandes dúvidas relacionadas aos benefícios do tratamento domiciliar, uma vez que a adesão das mães no tratamento de seus filhos é crucial nos processo evolutivo da criança em todos seus aspectos. Este estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada com base em entrevistassemi-estruturadas, acompanhadas de visitas domiciliares, com 15 mães de crianças portadoras de deficiência da APAE de Itaúna e do ambulatório da Universidade de Itaúna. Na análise dos resultados, foram utilizados os princípios da Análise do Discurso. As categorias de conceitos estudadas foram: reações das mães diante da notícia da deficiência; atitudes das mães após receberem o diagnóstico; expectativas das mães relativas à evolução da criança; participação das mães no tratamento; avaliação das mães sobre a continuidade do tratamento no domicílio; percepção das mães sobre a maneira como as pessoas reagem diante de seu filho; maiores dificuldades das mães com relação à continuidade desse tratamento; compreensão das mães sobre o diagnóstico, o prognóstico e o tratamento; e a percepção que elas têm com relação à necessidade do tratamento fisioterapêutico. A literatura mostra que a situação socioeconômica, a idade materna, o número de filhos, o estilo de vida materno, o apoio social e familiar, a gravidade da deficiência e os níveis de escolaridade interferem na adesão e na participação das mães em tratamentos de crianças com doenças crônicas ou necessidades especiais. Os resultados desteestudo mostram que o envolvimento materno no tratamento fisioterapêutico dos filhos portadores de deficiência é influenciado pela aceitação desse filho, pelo apoio dado à mãe por uma figura paterna, pelo apoio familiar e social, pela facilitação do programa de tratamento referente a horários e prescrições, respeitando-se o estilo de vida materno, pelas expectativas de evolução da criança e pela qualidade da interação mãe-fisioterapeuta e criança-fisioterapeuta. Torna-se necessário, portanto, viabilizar o programa fisioterapêutico de acordo com as situações de vida de cada mãe, a criação e/ou intensificação de uma rede de apoio e suporte familiar, social e profissional às mães para que sejam possibilitadas melhores formas de interaçãoentre mãe e filho com perspectivas centradas não na deficiência da criança, mas em suas possibilidades.
Tipo text/html
Palabras clave Crianças portadoras de deficiência/reabilitação DeCS
Cobertura Departamento/Curso
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
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Fecha de contribución 24-ago-2008
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