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A temática da felicidade desde a antiguidade até Agostinho no seu período inicial, mais detidamente na obra De beata vita
Luiz Santos Gomes Filho
Location:
http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=5103
Os grandes filósofos da Antiguidade dedicavam-se à filosofia como caminhoque conduz à felicidade. As ações humanas objetivam alcançar os ?fins?, os ?bens?.Tanto as ações humanas quanto os ?fins-bens? particulares para os quais tendem,subordinam-se a um ?fim-último?. Este ?fim-último é o ?bem-supremo? que os homenssensatos concordam em chamar de felicidade.Para Platão a felicidade plena consiste na contemplação da idéia de Bem,para Aristóteles a felicidade (eudaimonia) não depende apenas da sorte, dodestino, ou dos deuses, mas é alicerçada na natureza do homem e na açãohumana. Na realidade, desde Demócrito, Platão, Aristóteles, os estóicos, até Plotino,muitas reflexões foram realizadas sobre o tema da felicidade humana.O tema da felicidade foi despertado em Agostinho a partir da leitura doHortensius de Cícero, obra que o converteu ao interesse pela filosofia. O conceito deBeatitudo (eudaimonia) possui, para Agostinho, assim como para o pensamentoético grego, uma importância e centralidade decisiva a fim de estabelecer o finisbonorum (telos) do homem e, nessa perspectiva a própria tarefa da filosofia.A antiga questão da eudaimonia ganha, no iniciado cristão Agostinho, novasroupagens, e torna-se a principal motivação de seu filosofar. Estabelece então, umarelação sistemática entre os escritos filosóficos antigos, que trataram deste temafundamental, e sua visão de convertido ao cristianismo, para elaborar o estudo dafelicidade. Com Agostinho, embora seguindo de perto as idéias estóicas e maisainda as neoplatônicas, a felicidade deixa de ser algo buscado e conseguidoapenas pelo próprio esforço, seja virtuoso ou contemplativo, do homem. Ele precisada graça divina e só por isso consegue atingir o seu telos.Na obra De Beata Vita, embora ainda não fruto de longa experiência cristã,Agostinho rompe com a tradição filosófica e propõe não mais a filosofia como portoda felicidade, mas a posse de Deus. Só a posse de Deus garante e produz afelicidade
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Detalles del recurso
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A temática da felicidade desde a antiguidade até Agostinho no seu período inicial, mais detidamente na obra De beata vita
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| Id. |
30897194 |
| Idioma |
PT
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| Titulo |
A temática da felicidade desde a antiguidade até Agostinho no seu período inicial, mais detidamente na obra De beata vita |
| Autor(es) |
Luiz Santos Gomes Filho |
| Location |
http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=5103
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| Versión |
1.0 |
| Estado |
Final
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| Descripción |
Os grandes filósofos da Antiguidade dedicavam-se à filosofia como caminhoque conduz à felicidade. As ações humanas objetivam alcançar os ?fins?, os ?bens?.Tanto as ações humanas quanto os ?fins-bens? particulares para os quais tendem,subordinam-se a um ?fim-último?. Este ?fim-último é o ?bem-supremo? que os homenssensatos concordam em chamar de felicidade.Para Platão a felicidade plena consiste na contemplação da idéia de Bem,para Aristóteles a felicidade (eudaimonia) não depende apenas da sorte, dodestino, ou dos deuses, mas é alicerçada na natureza do homem e na açãohumana. Na realidade, desde Demócrito, Platão, Aristóteles, os estóicos, até Plotino,muitas reflexões foram realizadas sobre o tema da felicidade humana.O tema da felicidade foi despertado em Agostinho a partir da leitura doHortensius de Cícero, obra que o converteu ao interesse pela filosofia. O conceito deBeatitudo (eudaimonia) possui, para Agostinho, assim como para o pensamentoético grego, uma importância e centralidade decisiva a fim de estabelecer o finisbonorum (telos) do homem e, nessa perspectiva a própria tarefa da filosofia.A antiga questão da eudaimonia ganha, no iniciado cristão Agostinho, novasroupagens, e torna-se a principal motivação de seu filosofar. Estabelece então, umarelação sistemática entre os escritos filosóficos antigos, que trataram deste temafundamental, e sua visão de convertido ao cristianismo, para elaborar o estudo dafelicidade. Com Agostinho, embora seguindo de perto as idéias estóicas e maisainda as neoplatônicas, a felicidade deixa de ser algo buscado e conseguidoapenas pelo próprio esforço, seja virtuoso ou contemplativo, do homem. Ele precisada graça divina e só por isso consegue atingir o seu telos.Na obra De Beata Vita, embora ainda não fruto de longa experiência cristã,Agostinho rompe com a tradição filosófica e propõe não mais a filosofia como portoda felicidade, mas a posse de Deus. Só a posse de Deus garante e produz afelicidade |
| Tipo |
PDF |
| Palabras clave |
FILOSOFIA |
| Tipo de recurso |
Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
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| Tipo de Interactividad |
Expositivo
|
| Nivel de Interactividad |
muy bajo
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| Audiencia |
Estudiante
Profesor
Autor
|
| Estructura |
Atomic |
| Coste |
no
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| Copyright |
sí
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Liberar o conteúdo dos arquivos somente para a comunidade da Universidade |
| Formatos |
PDF |
| Requerimientos técnicos |
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| Fecha de contribución |
24-ago-2008 |
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