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Avaliação da infecção oral pelo vírus EPSTEIN-BARR em candidatos a transplante e em transplantados renais: estudo citopatológico e molecular
Débora dos Santos Tavares
Location: http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2431

A Leucoplasia Pilosa Oral é uma lesão branca, causada pelo vírus Epstein-Barr, localizada na borda lateral da língua e inicialmente associada a síndrome da imunodeficiência humana. Posteriormente, foram relatados casos emtransplantados, devido à terapia imunossupressora, sendo sugerida sua associação com imunossupressão em geral. O seu diagnóstico pode ser feito através da citopatologia, identificando-se as alterações nucleares representativas dos efeitos citopáticos da infecção viral, podendo, inclusive, detectar sua fase subclínica. Assim, considerando que, sorologicamente, cerca de 95% da população humana encontrase infectada por este e que a leucoplasia pilosa oral é a única oportunidade de investigação da infecção replicativa in vivo, seu diagnóstico poderia ser útil empacientes com diferentes graus de imunocomprometimento, em especial no acompanhamento de transplantados. O objetivo deste trabalho foi investigar a associação de imunocomprometimento com o padrão de infecção epitelial pelo EBV em transplantados renais, e demonstrar que variações dos padrões de infecção podem ser utilizadas como marcador laboratorial de imunossupressão. Participaramdo estudo 10 candidatos a transplante renal, acompanhados até seis meses após o transplante (Grupo 1), 50 transplantados renais (Grupo 2) e 10 indivíduos saudáveis(Grupo Controle). Após anamnese e exame clínico, foram realizadas duas raspagens em cada borda lateral da língua, utilizando-se escova endocervical, em seguida, a saliva foi coletada e armazenada em microtubo. O material coletado foiestendido em esfregaços citopatológicos, reservando-se o material da ponta ativa da escova, assim como as amostras de saliva, para posterior realização da reação em cadeia da polimerase para identificação viral. Não foram observadas lesões clínicas em nenhum dos participantes do estudo, entretanto a citopatologia diagnosticou, ao agruparmos os Grupos 1 e 2, quatro (7%) casos de leucoplasia pilosa, sendo três no período pós-transplante imediato (até 120 dias) e um no póstransplante mediato (acima de 120 dias), assim como oito (13%) casos de candidíase (um antes do transplante). A partir destes dados encontrou-se evidência estatisticamente significativa (p<0,05) de que a leucoplasia pilosa oral apresenta uma maior incidência no período pós-transplante imediato. O vírus Epstein-Barr foi detectado em amostras de raspado da língua de 10 (100%) pacientes do Grupo 1 ede 48 (96%) pacientes do Grupo 2. Quanto a saliva, este foi detectado, respectivamente, em 5 (50%) pacientes do Grupo 1 e em 18 (36%) dos pacientes do Grupo 2. No Grupo Controle, a prevalência tanto epitelial quanto na saliva seassemelha a encontrada nos transplantados, apresentando, respectivamente, nove casos (90%) e quatro casos (40%). Considerando que os seis primeiros meses póstransplanteé, sabidamente, o período de maior comprometimento imunológico e que a maioria dos casos de leucoplasia pilosa oral (padrão replicativo) ocorreu durante este período, pode-se concluir que há uma associação entre imunocomprometimento e ativação da replicação da infecção pelo vírus Epstein-Barr em transplantados e que a detecção citopatológica da leucoplasia pilosa oral pode ser utilizada como marcador laboratorial, confirmando-se a hipótese proposta. Entretanto, outras investigações são necessárias para determinar porque apenas alguns transplantados desenvolvem a lesão e se a ativação da infecção replicativaestá associada ao desenvolvimento futuro de doenças linfoproliferativas.

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Avaliação da infecção oral pelo vírus EPSTEIN-BARR em candidatos a transplante e em transplantados renais: estudo citopatológico e molecular
Id. 35229728
Idioma PT
Titulo Avaliação da infecção oral pelo vírus EPSTEIN-BARR em candidatos a transplante e em transplantados renais: estudo citopatológico e molecular
Autor(es) Débora dos Santos Tavares
Location http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2431
Versión 1.0
Estado Final
Descripción A Leucoplasia Pilosa Oral é uma lesão branca, causada pelo vírus Epstein-Barr, localizada na borda lateral da língua e inicialmente associada a síndrome da imunodeficiência humana. Posteriormente, foram relatados casos emtransplantados, devido à terapia imunossupressora, sendo sugerida sua associação com imunossupressão em geral. O seu diagnóstico pode ser feito através da citopatologia, identificando-se as alterações nucleares representativas dos efeitos citopáticos da infecção viral, podendo, inclusive, detectar sua fase subclínica. Assim, considerando que, sorologicamente, cerca de 95% da população humana encontrase infectada por este e que a leucoplasia pilosa oral é a única oportunidade de investigação da infecção replicativa in vivo, seu diagnóstico poderia ser útil empacientes com diferentes graus de imunocomprometimento, em especial no acompanhamento de transplantados. O objetivo deste trabalho foi investigar a associação de imunocomprometimento com o padrão de infecção epitelial pelo EBV em transplantados renais, e demonstrar que variações dos padrões de infecção podem ser utilizadas como marcador laboratorial de imunossupressão. Participaramdo estudo 10 candidatos a transplante renal, acompanhados até seis meses após o transplante (Grupo 1), 50 transplantados renais (Grupo 2) e 10 indivíduos saudáveis(Grupo Controle). Após anamnese e exame clínico, foram realizadas duas raspagens em cada borda lateral da língua, utilizando-se escova endocervical, em seguida, a saliva foi coletada e armazenada em microtubo. O material coletado foiestendido em esfregaços citopatológicos, reservando-se o material da ponta ativa da escova, assim como as amostras de saliva, para posterior realização da reação em cadeia da polimerase para identificação viral. Não foram observadas lesões clínicas em nenhum dos participantes do estudo, entretanto a citopatologia diagnosticou, ao agruparmos os Grupos 1 e 2, quatro (7%) casos de leucoplasia pilosa, sendo três no período pós-transplante imediato (até 120 dias) e um no póstransplante mediato (acima de 120 dias), assim como oito (13%) casos de candidíase (um antes do transplante). A partir destes dados encontrou-se evidência estatisticamente significativa (p<0,05) de que a leucoplasia pilosa oral apresenta uma maior incidência no período pós-transplante imediato. O vírus Epstein-Barr foi detectado em amostras de raspado da língua de 10 (100%) pacientes do Grupo 1 ede 48 (96%) pacientes do Grupo 2. Quanto a saliva, este foi detectado, respectivamente, em 5 (50%) pacientes do Grupo 1 e em 18 (36%) dos pacientes do Grupo 2. No Grupo Controle, a prevalência tanto epitelial quanto na saliva seassemelha a encontrada nos transplantados, apresentando, respectivamente, nove casos (90%) e quatro casos (40%). Considerando que os seis primeiros meses póstransplanteé, sabidamente, o período de maior comprometimento imunológico e que a maioria dos casos de leucoplasia pilosa oral (padrão replicativo) ocorreu durante este período, pode-se concluir que há uma associação entre imunocomprometimento e ativação da replicação da infecção pelo vírus Epstein-Barr em transplantados e que a detecção citopatológica da leucoplasia pilosa oral pode ser utilizada como marcador laboratorial, confirmando-se a hipótese proposta. Entretanto, outras investigações são necessárias para determinar porque apenas alguns transplantados desenvolvem a lesão e se a ativação da infecção replicativaestá associada ao desenvolvimento futuro de doenças linfoproliferativas.
Tipo PDF
Palabras clave Leucoplasia pilosa oral
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Fecha de contribución 06-sep-2008
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