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Comportamento predatório de serpentes Boidae dediferentes hábitos e biometria de Eunectes murinus Linnaeus, 1758 em laboratório
Henrique Abrahão Charles
Location: http://bdtd.ufrrj.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=618

Diferentes formas, de adquirir alimento foram desenvolvidas dentro do grupo das serpentes.Estratégias de obtenção de alimento podem estar relacionadas aos microhabitats de cadaespécie. Este estudo objetivou comparar o comportamento predatório de Eunectes murinus(semiaquática) (n=4), Corallus hortulanus (arborícola) (n=2) Boa constrictor (semiarborícola)(n=4) e Epicrates cenchria (terrestre) (n= 1) e descrevê-los de acordo com seusdiferentes hábitos. Os indivíduos foram filmados em comportamento de predação com umacâmera de vídeo VHS em recintos que variaram conforme o tamanho corporal de cada animal.Os indivíduos de Eunectes murinus foram filmados em aquários de 60X40X30cm dentro deuma sala c1imatizada, enquanto que para as outras espécies foram utilizados terrários de90X50X40cm. Para a sucuri adulta, um viveiro externo sem climatização, cercado com tela dearame com 28 m2 aproximadamente e uma piscina de 200X400X100cm. As imagens foramanalisadas quadro a quadro com um videocassete e pelo programa Adobe Premiere. A espéciesemi-aquática, E. murinus, após a detecção da presa submergiam completamente o corpoemergindo a cabeça após deslocar-se para próximo da mesma. Após o bote, as serpentespuxaram as presas para dentro da água, matando-as por constricção e afogamento.Posteriormente à subjugação, as serpentes buscaram a cabeça das presas para iniciar a suadeglutição. Para ingerir a presa, as serpentes fizeram uso das espiras como apoio, segurandoas presas. Os botes desferidos pelas serpentes arborícolas Corallus hortulanus foram os maisdistantes, as presas foram trazidas em direção ao suporte onde se encontravam apoiadas, emgeral um galho, junto ao corpo das serpentes que as enrodilharam para matá-las. Com parte docorpo enrolado num galho e a cabeça pendurada abaixo deste, as serpentes posicionaram-secom a boca aberta por baixo das presas para degluti- las, favorecidas pela ação da gravidade.Na espécie terrestre, Epicrates cenchria, as serpentes desferiram o bote arremessando o corposobre as presas, enrodilhando-as para a constricção. Na deglutição, o substrato do terrário foiutilizado como apoio para forçar a entrada das presas em sua boca. A Boa constrictorapresentou comportamento arbóreo e terrestre na captura da presa, mas não utilizou osubstrato para a deglutição. Os dados possibilitaram observar diferentes comportamentos depredação neste grupo de serpentes constrictoras de diferentes hábitos. As estratégiasapresentadas pelas espécies para subjugar e deglutir suas presas parece refletir a vida nosdiferentes habitats ocupados pelos gêneros estudados. Este trabalho também estudou ocrescimento de três proles fêmeas de sucuri, com registros desde o nascimento em cativeiroaté cerca de 14 meses de vida. Mantidas em ambiente controlado de temperatura constante.Foram tomados dados biométricos, da alimentação e de mudas. Ao final desses registros, osfilhotes haviam crescido em média 2,6 vezes seus comprimentos e 3830,10g em massa,aproximadamente 43,5% do alimento total ingerido. Realizaram neste período 0,69 trocas depele por mês, não apresentando significativa diferença nestes eventos, nem no crescimentocorpóreo. Por vezes o alimento foi recusado, em dias que antecediam as ecdises. As mudasnão parecem ser explicadas pela alimentação ou crescimento, sugerindo relações com outrosfatores endógenos.

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Comportamento predatório de serpentes Boidae dediferentes hábitos e biometria de Eunectes murinus Linnaeus, 1758 em laboratório
Id. 35229914
Idioma PT
Titulo Comportamento predatório de serpentes Boidae dediferentes hábitos e biometria de Eunectes murinus Linnaeus, 1758 em laboratório
Autor(es) Henrique Abrahão Charles
Location http://bdtd.ufrrj.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=618
Versión 1.0
Estado Final
Descripción Diferentes formas, de adquirir alimento foram desenvolvidas dentro do grupo das serpentes.Estratégias de obtenção de alimento podem estar relacionadas aos microhabitats de cadaespécie. Este estudo objetivou comparar o comportamento predatório de Eunectes murinus(semiaquática) (n=4), Corallus hortulanus (arborícola) (n=2) Boa constrictor (semiarborícola)(n=4) e Epicrates cenchria (terrestre) (n= 1) e descrevê-los de acordo com seusdiferentes hábitos. Os indivíduos foram filmados em comportamento de predação com umacâmera de vídeo VHS em recintos que variaram conforme o tamanho corporal de cada animal.Os indivíduos de Eunectes murinus foram filmados em aquários de 60X40X30cm dentro deuma sala c1imatizada, enquanto que para as outras espécies foram utilizados terrários de90X50X40cm. Para a sucuri adulta, um viveiro externo sem climatização, cercado com tela dearame com 28 m2 aproximadamente e uma piscina de 200X400X100cm. As imagens foramanalisadas quadro a quadro com um videocassete e pelo programa Adobe Premiere. A espéciesemi-aquática, E. murinus, após a detecção da presa submergiam completamente o corpoemergindo a cabeça após deslocar-se para próximo da mesma. Após o bote, as serpentespuxaram as presas para dentro da água, matando-as por constricção e afogamento.Posteriormente à subjugação, as serpentes buscaram a cabeça das presas para iniciar a suadeglutição. Para ingerir a presa, as serpentes fizeram uso das espiras como apoio, segurandoas presas. Os botes desferidos pelas serpentes arborícolas Corallus hortulanus foram os maisdistantes, as presas foram trazidas em direção ao suporte onde se encontravam apoiadas, emgeral um galho, junto ao corpo das serpentes que as enrodilharam para matá-las. Com parte docorpo enrolado num galho e a cabeça pendurada abaixo deste, as serpentes posicionaram-secom a boca aberta por baixo das presas para degluti- las, favorecidas pela ação da gravidade.Na espécie terrestre, Epicrates cenchria, as serpentes desferiram o bote arremessando o corposobre as presas, enrodilhando-as para a constricção. Na deglutição, o substrato do terrário foiutilizado como apoio para forçar a entrada das presas em sua boca. A Boa constrictorapresentou comportamento arbóreo e terrestre na captura da presa, mas não utilizou osubstrato para a deglutição. Os dados possibilitaram observar diferentes comportamentos depredação neste grupo de serpentes constrictoras de diferentes hábitos. As estratégiasapresentadas pelas espécies para subjugar e deglutir suas presas parece refletir a vida nosdiferentes habitats ocupados pelos gêneros estudados. Este trabalho também estudou ocrescimento de três proles fêmeas de sucuri, com registros desde o nascimento em cativeiroaté cerca de 14 meses de vida. Mantidas em ambiente controlado de temperatura constante.Foram tomados dados biométricos, da alimentação e de mudas. Ao final desses registros, osfilhotes haviam crescido em média 2,6 vezes seus comprimentos e 3830,10g em massa,aproximadamente 43,5% do alimento total ingerido. Realizaram neste período 0,69 trocas depele por mês, não apresentando significativa diferença nestes eventos, nem no crescimentocorpóreo. Por vezes o alimento foi recusado, em dias que antecediam as ecdises. As mudasnão parecem ser explicadas pela alimentação ou crescimento, sugerindo relações com outrosfatores endógenos.
Tipo PDF
Palabras clave constricção
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
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Fecha de contribución 24-ago-2008
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