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Descripción: Atualmente, o Brasil possui 5,74 milhões de hectares de reflorestamentos entre Pínus,Eucalipto, Araucária e outras espécies. O primeiro capítulo visa contribuir para o conhecimentosobre como os quirópteros utilizam áreas reflorestadas no Paraná, e tem por objetivo comparar adiversidade, a similaridade e a riqueza de espécies de quirópteros que utilizam áreas nativas ereflorestamentos. Estudos foram desenvolvidos em áreas nativas e reflorestadas na Fazenda MonteAlegre de propriedade da Klabin S/A, situada no município de Telêmaco Borba, Paraná. Osreflorestamentos formam um mosaico com os fragmentos de mata nativa. Os trabalhos de campoforam realizados em duas etapas, em duas áreas nativas do Parque Ecológico (Nativa-1 e 2) e emreflorestamentos com araucária, pínus e eucalipto. Ao final das coletas foram capturados 673morcegos num total de 20 espécies distribuídos em três Famílias: Phyllostomidae (11 espécies),Molossidae (1) e Vespertilionidae (8), sendo 142 indivíduos oriundos da Nativa-1 com 16 espécies,143 da Araucária com 13 espécies, 196 da Nativa-2 com 12 espécies, 106 do Pínus com 13espécies e 86 do Eucalipto com 11 espécies. Das 20 espécies registradas, sete foram ocorrênciasnovas, elevando para 24 o número de espécies de morcegos para a região. Sturnira lilium foi aespécie mais freqüente em todas as áreas seguido por A. lituratus e C. perspicillata. Entre as áreasestudadas, a Nativa-1 apresentou os maiores índices de diversidade de Shannon, Simpson 1-D eMargalef, enquanto que o Eucalipto mostrou a menor diversidade. Ocorreram diferençassignificativas nos índices de diversidade entre as áreas. Só não foi observada diferença nadiversidade entre as áreas reflorestadas (Araucária x Pínus e entre Pínus x Eucalipto). Os índices desimilaridade de Jaccard e Sorenson apontaram uma maior similaridade entre Araucária x Pínus ePínus x Eucalipto, já a menor similaridade ficou entre as duas áreas nativas com o Eucalipto. Osmodelos estatísticos para riqueza de espécies estimam 29 espécies de morcegos para a região daKlabin. De acordo com essas estimativas seriam acrescidas duas espécies para Nativa-1 eAraucária, sete para a Nativa-2 e de cinco a dez espécies para o Eucalipto. O segundo capítulo tempor objetivo comparar entre as áreas estudadas: hábitos alimentares, ciclo reprodutivo dosquirópteros além de avaliar as taxas de recaptura nos reflorestamentos, observando se eles atuamcomo corredores biológicos e contribuem na conservação dos morcegos. Dos 673 morcegoscapturados, obteve-se um total de 347 amostras fecais e 20 itens alimentares, distribuídos em 5famílias vegetais com 13 espécies (n= 272), 3 ordens de insetos (n= 60), uma amostra de sanguedigerido e 14 amostras vegetais não identificadas. Do total de amostras fecais, 13,5% foramprovenientes da Nativa-1, 17,6% da Araucária, 33,1% da Nativa-2, 20,2% do Pínus e 15,6% doEucalipto. O teste t aplicado aos índices de diversidade Shannon para os itens alimentaresobservados nas cinco áreas indicou que entre as áreas reflorestadas há diferenças significativas naoferta de alimento aos morcegos, enquanto que entre áreas nativas e reflorestadas não hádiferenças. O número de guildas tróficas variou entre as áreas, tendo a Nativa-1 sete guildas, aNativa-2 três e as demais quatro. Entre os itens alimentares de origem vegetal, os mais consumidosforam as solanáceas e as piperáceas com 36% e 25,9% da amostras fecais respectivamente,seguidos pelas moráceas 7,2% e cecropiáceas 5,8%. Entre os insetos com 17% destacam-se oscoleópteros, dípteros e lepidópteros. Cerca de 80% das amostras fecais foram provenientes de S.lilium, A. lituratus e C. perspicillata. Sendo que na dieta de S. lilium há um predomínio desolanáceas (52%) e piperáceas (29%), A. lituratus consumiu de maneira semelhante solanáceas,cecropiáceas e moráceas (26% cada) e C. perspicillata apresentou uma dieta baseada em piperáceascom 76%. A presença de fêmeas grávidas apresentou correlação significativa com a temperatura (rs= 0,8313; p = 0,0008). Os períodos mais favoráveis a reprodução de S. lilium e A. lituratus foram ooutono (março e abril) e a primavera e o verão (de setembro a fevereiro). O pico no número degrávidas de S. lilium e lactantes de A. lituratus ocorreu em janeiro. As demais espécies, apesar daspoucas capturas, apresentaram fêmeas grávidas nos períodos mais quentes do ano. O número de fêmeas grávidas foi proporcionalmente maior em áreas reflorestadas do que em nativas. O númerode recapturas registrado aqui é semelhante ao encontrado em áreas preservadas. A baixa taxa derecaptura é um indício de que na Klabin as espécies de morcegos se dispersam por grandes áreasdurante o forrageio, principalmente em áreas de mata nativa. O baixo número de recapturas noPínus e Eucalipto não permite afirmar que as áreas de reflorestamento são utilizadas comocorredores ecológicos, mas os morcegos podem também utilizar os reflorestamentos como áreas deforrageio visto que metade dos espécimes capturados e 53% das amostras fecais foramprovenientes das áreas reflorestadas, indicando a importância dessas áreas na conservação dosquirópteros.
Autor(es): Isaac Passos de Lima -
Id.: 38540598
Idioma:
PT
-
Versión: 1.0
Estado: Final
Tipo: PDF -
Palabras clave: diversidade de morcegos -
Tipo de recurso:
Electronic Thesis or Dissertation
- Tese ou Dissertacao Eletronica
-
Tipo de Interactividad: Expositivo
Nivel de Interactividad: muy bajo
Audiencia:
Estudiante
- Profesor
- Autor
-
Estructura: Atomic
Coste: no
Copyright: sí
: Liberar o conteúdo dos arquivos para acesso público
Formatos: PDF -
Requerimientos técnicos: Browser: Any -
Fecha de contribución: 10-feb-2009
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