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Gravidez e nefrotoxidade causada pela ciclosporina A: um estudo experimental
Glória Elisa Florido Mendes
Location: http://bdtd.famerp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=25

A ciclosporina A (CsA) é uma droga imunossupressora cujo efeito tóxico mais grave é a nefrotoxicidade, caracterizada pela queda da filtração glomerular e pelo desenvolvimento de fibrose intersticial renal irreversível. A CsA pode passar através da placenta para o feto em desenvolvimento. Atualmente, um grande número de mulheres em idade fértil são tratadas com CsA, aumentando a chance de gestação sob efeito desta droga. Os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos da CsA sobre a função e estrutura renal durante a gravidez. Utilizou-se o modelo da manobra de restrição de sal na dieta (0,06%) em ratas Munich-Wistar, virgens que receberam CsA (V/CsA), grávidas com CsA (G/CsA), virgens com veículo (V/C) e grávidas com veículo (GIC), na dose de 15 mg/Kg/dia de CsA subcutâneo ou veículo. Avaliou-se na metade e no final do período gestacional a filtração glomerular (FGR, depuração de inulina, ml/min/100g), o fluxo sanguíneo renal (FSR, ultra-som Doppler, ml/min), a resistência vascular renal (RVR, mmHg/ml/min), a pressão arterial média (PAM, cateter intracarotídeo, mmHg), os níveis sanguíneos de CsA (SCsA, radioimunoensaio, ng/ml), o volume urinário (VU, l/min), a creatinina plasmática e urinária (mg/dl), a excreção urinária de sódio (UNa, mEqIl), a fração de excreção de sódio (FeNa,%), a osmolalidade urinária (Uosm, m/Osm/K), a depuração osmolar (Cosm, ml/min), o óxido nítrico urinário (NO, griess, pmol/mgCr), a imunohistoquímica para células renais positivas para angiotensina II (células/campo) e a histologia renal. Os resultados são apresentados como média erro padrão e comparados por ANOVA e StudentNeuman-Keuls. Após 10 dias de tratamento a gravidez provocou aumentos significantes de 27% na FGR (GC; 1,19 0,04 vs 0,94 0,05 em V/C, p<0,05) e de 36% no FSR (G/C 49 + 0,2 vs 36 + 0,1 em V/C, p< 0,001) e quedas significantes de 13% na PAM (GC; 112 4 vs 129 5 em V/C, p<0,05) e de 29% na RVR (GC; 24 1 vs 34 2 em VC, p<0,05) Nota de Resumo dos animais tratados com veículo. Em contraste, nos animais tratados com CsA, na gravidez não houve aumento significante da FOR (20%, G/CsA; 0,95 + 0,07 vs 0,79 + 0,07 em V/CsA, p>0,05) ou queda significante da PAM (7%, G/CsA; 110 3 vs 118 4 em V/CsA, p>0,05). Neste grupo manteve-se a elevação significante do FSR (38%, G/CsA; 3,3 0,2 vs 2 4 0,1 em V/CsA p<0,01) e a diminuição significante da RVR (24%, C/CsA 38 3 vs 50 3 em V/CsA, p<0,05). A gravidez provocou diminuição significante dos níveis séricos de CsA (G/CsA; 544 58 vs 805 71 em V/CsA, p<0,0 1). Os animais tratados com CsA apresentaram tendência a níveis mais elevados de óxido nítrico urinário, porém a diferença não foi estatisticamente significante. Não houve diferença de óxido nítrico urinário entre ratas virgens e grávidas. A gravidez causou aumento do número de células positivas para angiotensina II no interstício renal (3,90,6 em G/CsA vs 2,5 0,4 em V/CsA e 4 1,4 em C/C vs 1,9 0,86 em V/C), porém estas diferenças não alcançaram signíficância estatística. O número de células positivas para angiotensina li na arteríola aferente foi maior nas ratas grávidas quando comparadas às virgens (G/C; 1,3 0,3 vs O 21 + O 2 em V/C) e maior nas ratas virgens tratadas com CsA quando comparadas às tratadas com veículo (V/CsA 1 + 0,3 vs 021 + 02 em V/C), porém, estas diferenças não foram estatisticamente significantes. Após 20 dias, V e O apresentaram queda similares (NS) na FGR e FSR, sendo CsA vs Controle para FGR (p<0.001), para FSR (p<0.01), e aumentando similar na RVR (NS). Os valores da PAM apresentaram quedas similares, em V vs G (NS) e diminuição nos animais com CsA vs C (p<0,05). A SCsA foi menor em G vs V (p<0,01). A expressão de AII no interstício aumentou, para V/CsA vs V/C (p<0,001) e para G/CsA vs G/C (p<0,05). O mesmo aconteceu na arteríola aferente, para V/CsA vs V/C (p<0,01); todavia não foi estatisticamente significante para as ratas prenhes. Nota de Resumo Apenas o grupo V/CsA após 20 dias apresentou escore de 0,2 + 0,1 de IRF. A CsA alterou desfavoravelmente a hemodinâmica renal na metade da gravidez normal, prejudicando o aumento da FGR e prejudicando queda da PA na prenhez normal, apesar de as ratas prenhes apresentarem níveis sangüíneos da droga menores em relação às virgens. O NO não parece estar envolvido nesse fenômeno. A expressão da AII no interstício e na arteríola aferente foi maior para os animais com CsA e prenhes vs controles. A gravidez não prejudicou a fibrose intersticial causada pela CsA.

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Detalles del recurso

Gravidez e nefrotoxidade causada pela ciclosporina A: um estudo experimental
Id. 6742194
Idioma PT
Titulo Gravidez e nefrotoxidade causada pela ciclosporina A: um estudo experimental
Autor(es) Glória Elisa Florido Mendes
Location http://bdtd.famerp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=25
Versión 1.0
Estado Final
Descripción A ciclosporina A (CsA) é uma droga imunossupressora cujo efeito tóxico mais grave é a nefrotoxicidade, caracterizada pela queda da filtração glomerular e pelo desenvolvimento de fibrose intersticial renal irreversível. A CsA pode passar através da placenta para o feto em desenvolvimento. Atualmente, um grande número de mulheres em idade fértil são tratadas com CsA, aumentando a chance de gestação sob efeito desta droga. Os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos da CsA sobre a função e estrutura renal durante a gravidez. Utilizou-se o modelo da manobra de restrição de sal na dieta (0,06%) em ratas Munich-Wistar, virgens que receberam CsA (V/CsA), grávidas com CsA (G/CsA), virgens com veículo (V/C) e grávidas com veículo (GIC), na dose de 15 mg/Kg/dia de CsA subcutâneo ou veículo. Avaliou-se na metade e no final do período gestacional a filtração glomerular (FGR, depuração de inulina, ml/min/100g), o fluxo sanguíneo renal (FSR, ultra-som Doppler, ml/min), a resistência vascular renal (RVR, mmHg/ml/min), a pressão arterial média (PAM, cateter intracarotídeo, mmHg), os níveis sanguíneos de CsA (SCsA, radioimunoensaio, ng/ml), o volume urinário (VU, l/min), a creatinina plasmática e urinária (mg/dl), a excreção urinária de sódio (UNa, mEqIl), a fração de excreção de sódio (FeNa,%), a osmolalidade urinária (Uosm, m/Osm/K), a depuração osmolar (Cosm, ml/min), o óxido nítrico urinário (NO, griess, pmol/mgCr), a imunohistoquímica para células renais positivas para angiotensina II (células/campo) e a histologia renal. Os resultados são apresentados como média erro padrão e comparados por ANOVA e StudentNeuman-Keuls. Após 10 dias de tratamento a gravidez provocou aumentos significantes de 27% na FGR (GC; 1,19 0,04 vs 0,94 0,05 em V/C, p<0,05) e de 36% no FSR (G/C 49 + 0,2 vs 36 + 0,1 em V/C, p< 0,001) e quedas significantes de 13% na PAM (GC; 112 4 vs 129 5 em V/C, p<0,05) e de 29% na RVR (GC; 24 1 vs 34 2 em VC, p<0,05) Nota de Resumo dos animais tratados com veículo. Em contraste, nos animais tratados com CsA, na gravidez não houve aumento significante da FOR (20%, G/CsA; 0,95 + 0,07 vs 0,79 + 0,07 em V/CsA, p>0,05) ou queda significante da PAM (7%, G/CsA; 110 3 vs 118 4 em V/CsA, p>0,05). Neste grupo manteve-se a elevação significante do FSR (38%, G/CsA; 3,3 0,2 vs 2 4 0,1 em V/CsA p<0,01) e a diminuição significante da RVR (24%, C/CsA 38 3 vs 50 3 em V/CsA, p<0,05). A gravidez provocou diminuição significante dos níveis séricos de CsA (G/CsA; 544 58 vs 805 71 em V/CsA, p<0,0 1). Os animais tratados com CsA apresentaram tendência a níveis mais elevados de óxido nítrico urinário, porém a diferença não foi estatisticamente significante. Não houve diferença de óxido nítrico urinário entre ratas virgens e grávidas. A gravidez causou aumento do número de células positivas para angiotensina II no interstício renal (3,90,6 em G/CsA vs 2,5 0,4 em V/CsA e 4 1,4 em C/C vs 1,9 0,86 em V/C), porém estas diferenças não alcançaram signíficância estatística. O número de células positivas para angiotensina li na arteríola aferente foi maior nas ratas grávidas quando comparadas às virgens (G/C; 1,3 0,3 vs O 21 + O 2 em V/C) e maior nas ratas virgens tratadas com CsA quando comparadas às tratadas com veículo (V/CsA 1 + 0,3 vs 021 + 02 em V/C), porém, estas diferenças não foram estatisticamente significantes. Após 20 dias, V e O apresentaram queda similares (NS) na FGR e FSR, sendo CsA vs Controle para FGR (p<0.001), para FSR (p<0.01), e aumentando similar na RVR (NS). Os valores da PAM apresentaram quedas similares, em V vs G (NS) e diminuição nos animais com CsA vs C (p<0,05). A SCsA foi menor em G vs V (p<0,01). A expressão de AII no interstício aumentou, para V/CsA vs V/C (p<0,001) e para G/CsA vs G/C (p<0,05). O mesmo aconteceu na arteríola aferente, para V/CsA vs V/C (p<0,01); todavia não foi estatisticamente significante para as ratas prenhes. Nota de Resumo Apenas o grupo V/CsA após 20 dias apresentou escore de 0,2 + 0,1 de IRF. A CsA alterou desfavoravelmente a hemodinâmica renal na metade da gravidez normal, prejudicando o aumento da FGR e prejudicando queda da PA na prenhez normal, apesar de as ratas prenhes apresentarem níveis sangüíneos da droga menores em relação às virgens. O NO não parece estar envolvido nesse fenômeno. A expressão da AII no interstício e na arteríola aferente foi maior para os animais com CsA e prenhes vs controles. A gravidez não prejudicou a fibrose intersticial causada pela CsA.
Tipo PDF
Palabras clave Nefrotoxicidade
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
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Fecha de contribución 24-ago-2008
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