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Encruzilhadas e travessias:o encontro do humano e do divino na casa de cadomblé Ilê Axé Kalamu Funfum, sob o olhar da psicologia transpessoal e da poética de Gaston Bachelard
Vicente Galvão Parizi
Location:
http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1007
Esse trabalho, baseado tanto em literatura especializada quanto na pesquisa de campo realizada no Ilê Axé Kalamu Funfum, enfoca o Candomblé, religião afro-brasileira iniciática baseada em rituais estruturados por mitos transmitidos de forma oral. Para estudá-la, precisamos definir o que são mitos e seu significado nos dias atuais; as diferenças entre cultura oral e cultura literária; definir o que é ?tempo mítico? e esclarecer os ritos que sustentam a religião, sem o que não estaremos aptos a definir quem é o adepto que freqüenta as ?casas-de-santo?. A definição dessa ?pessoa? só é possível pelo cruzamento de instrumentais teóricos definidos pela Antropologia e pela Psicologia; também necessita a adoção de uma teoria psicológica que entenda a espiritualidade como parte integrante da psique humana. A partir do diálogo entre diversas abordagens e da discussão sobre interdisciplinaridade tal como proposta pela abordagem bootstrap da cultura, concluímos que a Psicologia Transpessoal de Stanislav Grof e Ken Wilber atende a essas necessidades. De posse desse instrumental teórico, analisamos o transe, momento axial no Candomblé. Para atingi-lo, seus adeptos submetem-se a ritos de iniciação com o objetivo de religá-los às energias primordiais (os Orixás). Energias geradoras de todas as coisas, os Orixás são arquétipos transcendentes, no sentido platônico do termo; energias constituintes de todas as coisas, são também protótipos existente no inconsciente, transmitindo características entendidas pelos adeptos como tipos psicológicos. Durante os ritos de iniciação, a subjetividade do adepto se reconstrói; apesar de manter-se singular, a conexão com os Orixás que formam sua essência fazem com que adquira as características desses Orixás: todo o trajeto das iniciações revela uma essência espiritual, cósmica, primordial, sempre presente mas ignorada, graças à fratura entre Orum (o mundo dos Orixás) e Aiyé (o mundo criado). O transe é o momento de religação e unidade: os Orixás manifestam-se em seus adeptos, dançam e espalham seu axé. Nessa perspectiva, o ser humano pode ser definido como um centro de relações, um indivíduo parte de um grupo religioso e do Cosmo, um dos elos numa cadeia de eventos intercomunicados e infinita.
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Detalles del recurso
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Encruzilhadas e travessias:o encontro do humano e do divino na casa de cadomblé Ilê Axé Kalamu Funfum, sob o olhar da psicologia transpessoal e da poética de Gaston Bachelard
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| Id. |
6881395 |
| Idioma |
PT
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| Titulo |
Encruzilhadas e travessias:o encontro do humano e do divino na casa de cadomblé Ilê Axé Kalamu Funfum, sob o olhar da psicologia transpessoal e da poética de Gaston Bachelard |
| Autor(es) |
Vicente Galvão Parizi |
| Location |
http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1007
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| Versión |
1.0 |
| Estado |
Final
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| Descripción |
Esse trabalho, baseado tanto em literatura especializada quanto na pesquisa de campo realizada no Ilê Axé Kalamu Funfum, enfoca o Candomblé, religião afro-brasileira iniciática baseada em rituais estruturados por mitos transmitidos de forma oral. Para estudá-la, precisamos definir o que são mitos e seu significado nos dias atuais; as diferenças entre cultura oral e cultura literária; definir o que é ?tempo mítico? e esclarecer os ritos que sustentam a religião, sem o que não estaremos aptos a definir quem é o adepto que freqüenta as ?casas-de-santo?. A definição dessa ?pessoa? só é possível pelo cruzamento de instrumentais teóricos definidos pela Antropologia e pela Psicologia; também necessita a adoção de uma teoria psicológica que entenda a espiritualidade como parte integrante da psique humana. A partir do diálogo entre diversas abordagens e da discussão sobre interdisciplinaridade tal como proposta pela abordagem bootstrap da cultura, concluímos que a Psicologia Transpessoal de Stanislav Grof e Ken Wilber atende a essas necessidades. De posse desse instrumental teórico, analisamos o transe, momento axial no Candomblé. Para atingi-lo, seus adeptos submetem-se a ritos de iniciação com o objetivo de religá-los às energias primordiais (os Orixás). Energias geradoras de todas as coisas, os Orixás são arquétipos transcendentes, no sentido platônico do termo; energias constituintes de todas as coisas, são também protótipos existente no inconsciente, transmitindo características entendidas pelos adeptos como tipos psicológicos. Durante os ritos de iniciação, a subjetividade do adepto se reconstrói; apesar de manter-se singular, a conexão com os Orixás que formam sua essência fazem com que adquira as características desses Orixás: todo o trajeto das iniciações revela uma essência espiritual, cósmica, primordial, sempre presente mas ignorada, graças à fratura entre Orum (o mundo dos Orixás) e Aiyé (o mundo criado). O transe é o momento de religação e unidade: os Orixás manifestam-se em seus adeptos, dançam e espalham seu axé. Nessa perspectiva, o ser humano pode ser definido como um centro de relações, um indivíduo parte de um grupo religioso e do Cosmo, um dos elos numa cadeia de eventos intercomunicados e infinita. |
| Tipo |
PDF |
| Palabras clave |
PSICOLOGIA |
| Tipo de recurso |
Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
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| Tipo de Interactividad |
Expositivo
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| Nivel de Interactividad |
muy bajo
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| Audiencia |
Estudiante
Profesor
Autor
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| Estructura |
Atomic |
| Coste |
no
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| Copyright |
sí
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Liberar o conteúdo dos arquivos para acesso público |
| Formatos |
PDF |
| Requerimientos técnicos |
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| Fecha de contribución |
24-ago-2008 |
| Contacto |
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