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Ser é ser percebido- um exame de duas interpretações da justificação do esse est percipi na filosofia de George Berkeley

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Ser é ser percebido- um exame de duas interpretações da justificação do esse est percipi na filosofia de George Berkeley
Id. 6881522
Idioma PT
Titulo Ser é ser percebido- um exame de duas interpretações da justificação do esse est percipi na filosofia de George Berkeley
Autor(es) Jean Rodrigues Siqueira
Localización http://www.sapientia.pucsp.br//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1018
Versión 1.0
Estado Final
Descripción O objetivo desta dissertação é examinar duas interpretações diferentes acerca da justificação da necessidade do esse est percipi na filosofia de Berkeley. Segundo uma delas, a interpretação da identificação, o que assegura essa justificação é a negação que o filósofo faz de qualquer diferença entre o ato e o objeto da percepção. Os defensores dessa linha de raciocínio – como Grave e Pitcher – dizem que, como para Berkeley há uma identidade entre o ato e o objeto da percepção, este necessariamente tem que ser pensando como estando “na mente”, tal como o ato está. Segundo a outra, a então chamada interpretação da inerência, o que legitima a afirmação de Berkeley de que a percepção é uma condição necessária para o ser das coisas sensíveis é sua aceitação do lema de que as qualidades devem inerir nas substâncias (o princípio da inerência). Para os proponentes dessa leitura – Allaire e Cummins, por exemplo – a negação da substância material por Berkeley e seu comprometimento com o princípio da inerência deixam ao filósofo a necessidade de encontrar um suporte ontológico para as qualidades sensíveis; como a única substância disponível em sua ontologia é a mente, então as qualidades devem existir “na mente”, ou seja, seu esse é percipi. Quanto à primeira interpretação, será mostrado que Berkeley nunca diz que a distinção ente o ato e o objeto da percepção é falsa, ou que o ato e o objeto da percepção são idênticos; ele diz apenas que o objeto da percepção não pode ser dissociado do ato ao qual está referido, nem pensado como uma entidade extra-mental. Quanto à segunda interpretação, será mostrado que, ainda que Berkeley acredite que as qualidades dependam das substâncias para existir, ele não concebe essa relação de dependência em termos de inerência. Ao mostrar que nenhuma dessas explicações tradicionais a respeito da necessidade interna do esse est percipi na filosofia de Berkeley é leal ao espírito e a letra de seus escritos, esta dissertação chama a atenção para a urgência de uma leitura alternativa.
Tipo PDF
Palabras clave FILOSOFIA
Tipo de recurso Electronic Thesis or Dissertation
Tese ou Dissertacao Eletronica
Tipo de Interactividad Expositivo
Nivel de Interactividad muy bajo
Audiencia Estudiante
Profesor
Autor
Estructura Atomic
Coste no
Copyright
Liberar o conteúdo dos arquivos para acesso público
Formatos PDF
Requerimientos técnicos Browser: Any
Fecha de contribución 21-feb-2009
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