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As curas miraculosas dos evangelhos, na clave conceptual da teoria da imagem inconsciente do corpo, segundo Françoise Dolto

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Detalles del recurso

Pertenece a: Repositório do ISPA Instituto Superior de Psicologia Aplicada  

Descripción: A IMAGEM INCONSCIENTE DO CORPO, em Françoise Dolto, não é uma representação mental, directa e visível do corpo, já que se constrói com os ingredientes mais finos e subtis da vida psíquica (sensorialidades, memória, sentimentos, emoções, fantasias e pensamentos), opera como matriz vivencial do sujeito no mundo, e só é acessível, consciente e inconscientemente, através da relação verbalizada com o outro. Como se constata pelas produções artísticas da criança, a imagem inconsciente do corpo, em Françoise Dolto, é da ordem do real, do imaginário e do simbólico e impele a interrogar-se, sem cessar, sobre o que é que o espírito (subjectividade) deve ao corpo. Noutras palavras, a imagem inconsciente do corpo, em Françoise Dolto, é a concretização corporal, relacional e subjectiva do sujeito no mundo que, sob a forma de memorial, de suporte existencial, de sentimento de si mesmo e de desejo (mais da ordem do ser do que do ter, e mais na clave do inconsciente do que da consciência) o insere na história universal dos humanos. Conceito original e síntese viva de todas as experiências emocionais, cognitivas e corporais do sujeito, a imagem inconsciente do corpo vai-se construindo a partir das primeiras relações, fundadoras, mãe-bebé, até tornar-se o substracto da encarnação do sujeito no mundo. A imagem inconsciente do corpo, em Françoise Dolto, não é, portanto, a imagem consciente do corpo fantasiado no prisma perceptivo- - visual, mas corresponde a uma certa maneira de sentir, de amar e de pensar no processo interior de elaboração do eu. OS EVANGELHOS (do grego Euangelion) são a boa nova do Reino de Deus anunciado, por Jesus de Nazaré, particularmente aos pobres de Israel (Mt 11, 5). Efectivamente, é em Jesus de Nazaré (sobretudo na sua morte e na sua ressurreição) que se realiza a salvação de Deus Pai, concedida gratuitamente pelo Espírito a todos os homens de boa vontade (Jo 3, 14-18; Jo 4, 1-42; Act 4, 8-12; 1 Cor 15, 1-11). Os evangelhos compreendem os acontecimentos, as palavras e os gestos de Jesus de Nazaré, codificados, sob a inspiração do Espírito Santo, pelos quatro evangelistas (Mt, Mc, Jo, Lc), e proclamados, como uma notícia feliz, aos pobres, aos cegos, aos oprimidos, aos prisioneiros e a todos os que esperam o dia do Senhor (Is 61; Lc 4, 14-31). Como intervenções extraordinárias de Deus, em Jesus de Nazaré os milagres vêm confirmar a messianidade da sua pessoa e o carácter sublime da sua missão junto dos pobres de Israel. Neste sentido, os milagres operam como sinais (semeia) e como acções poderosas de Deus (dynameis) proclamando, sem cessar, as magnalia Dei. Apesar do peso sensível da sua historicidade, os milagres de Jesus de Nazaré apresentam uma linguagem e uma estrutura simbólicas peculiares, determinadas pela fé das primeiras comunidades cristãs e pela cultura do seu tempo. Os evangelhos, escritos entre os anos 68 e 95 da nossa era, testemunham, oral e existencialmente, a fé na ressurreição de Jesus de Nazaré (Mt 27, 50-53; Rm 6, 3-11; Ef 2, 4-10). A IMAGEM INCONSCIENTE DO CORPO + OS EVANGELHOS. O objectivo do nosso trabalho é a iluminação das curas miraculosas dos evangelhos com os conceitos da imagem inconsciente do corpo, segundo Dolto: Optamos pelos relatos evangélicos que nos parecem exprimir melhor a condição universal e finita de todos os humanos, quer do ponto de vista sintomático (os cegos, os paralíticos, os surdos), quer do ponto de vista dinâmico (a invisualidade, a imobilidade, a incomunicabilidade). Em conformidade com a reformulação dos mesmos textos evangélicos com os conceitos doltonianos, os miraculandos dos evangelhos apresentam-se como: - sujeitos de desejo (dimensão histórica); - corporalmente presentes no mundo (dimensão corporal); - simbolicamente instituídos (dimensão terapêutica ou espiritual). Não pretendemos fazer uma exegese científica ou teológica dos textos bíblicos, mas uma reformulação simbólica e clínica, pressupondo já a exegese histórico-crítica e teológica dos mesmos. ----------- ABSTRACT ---------- THE UNCONSCIOUS IMAGE OF THE BODY IN FRANÇOISE DOLTO, IT IS NOT A MENTAL, DIRECT and visible representation of the body, as it is built with the finest and subtlest ingredients of psychic life (sensations, memory, feelings, emotions, fantasies and thoughts), it operates as experiential matrix of the subject in the world, and it is only accessible, conscious and unconscious, through the verbalized relation with the other. As it can be seen by the artistic production of children, the unconscious image of the body, in Françoise Dolto, belongs to the real, to the imaginary and to the symbolic and urge the incessantly interrogation, about what the spirit (subjectivity) owes to the body. In another words, the unconscious image of the body in Françoise Dolto is the corporal, relational and subjective concretization of the subject in the world, that, under the shape of memorial, existential support, the feeling of himself, and of desire (more in the sense of being than of having and more in the key of unconscious than consciousness) inserts the subject in the universal history of humankind. Original concept and living synthesis of all emotional, cognitive and corporal experiences of the subject, the unconscious image of the body is built from the first relations, founders, mother-baby, until it becomes the substrate of the incarnation of the subject in the world. The unconscious image of the body, in Françoise Dolto, it is not the fantasized conscious image of the body, in the perceptive-visual prism, but corresponds to a certain way of feeling, loving and thinking in the interior process of elaboration of the self. THE GOSPELS (from the Greek Euangelion) are the good news of the kingdom of God announced, by Jesus of Nazareth, particularly to the poor of Israel (Mt 11, 5). Indeed, it is in Jesus of Nazareth (especially in His death and His death and His resurrection), that it is accomplished the Salvation of the God Father, freely granted by the Spirit, to all the men of Good Will (Jo 3, 14-18; Jo 4, 1-42; Act 4, 8-12; 1 Cor 15, 1-11). The Gospels include the events, the words and the gestures of Jesus of Nazareth, encoded by the inspiration of the Holy Spirit, by the four evangelists (Mt, Mc, Jo, Lc), and proclaimed, as a happy news, to the poor, to the blind, to the oppressed, to the prisoners and to all that wait for the Day of the Lord (Is 61; Lc 4, 14-31). As extraordinary interventions of God, in Jesus of Nazareth, the miracles are a confirmation of the Messiahship of His person and the sublime character of His mission with the poor of Israel. In this sense, the miracles operate as signs (Semeia) and, as powerful actions of God (dynameis) proclaiming, incessantly, the magnolia Dei. Despite the sensible weight of his historicity, the miracles of Jesus of Nazareth have a peculiar symbolic language and structure, determined by the faith of the first Christian communities and by the culture of its time. The Gospels written between the years 68 and 95 of our time, testify oral and existentially, the faith in the resurrection of Jesus of Nazareth (Mt 27, 50-53, Rm 6, 3-11; Ef 2, 4-10). THE UNCONSCIOUS IMAGE OF THE BODY + THE GOSPELS. The aim of our work is the illumination of the miraculous cures of the gospels with the concepts of the unconscious image of the body, according to Dolto: We opted for the evangelical reports which seem to better express the universal and finite condition of all humans, either from the symptomatic point of view (the blind, the paralytics, the deaf), or from the dynamic point of view (the blindness, the immobility, the lack of communication). According to the reformulation of the same evangelic texts with the concepts of Dolto, the miraculous of the Gospels are shown as: - subjects of desire (historical dimension); - bodily present in the world (corporal dimension); - symbolically instituted (spiritual or therapeutic dimension). We do not intend to do a scientific or theological exegesis of the biblical texts, but a symbolic and clinical reformulation assuming already a historical, critical and theological exegesis of the same.

Autor(es): Galvão, Lucílio Neves - 

Id.: 55212690

Idioma: por  - 

Versión: 1.0

Estado: Final

Palabras clavePsicologia clínica - 

Tipo de recurso: doctoralThesis  - 

Tipo de Interactividad: Expositivo

Nivel de Interactividad: muy bajo

Audiencia: Estudiante  -  Profesor  -  Autor  - 

Estructura: Atomic

Coste: no

Copyright: sí

: openAccess

Requerimientos técnicos:  Browser: Any - 

Fecha de contribución: 20-mar-2014

Contacto:

Localización:


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