Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.559 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - Hist2s - Vol 03 (1999)

Mostrando recursos 1 - 20 de 20

  1. Mito e história no noroeste de Angola

    Martins, Rui de Sousa
    Este trabalho de síntese constitui a primeira parte de uma obra mais vasta, dedicada ao sistema político tradicional das populações do Noroeste de Angola, na qual abordaremos, igualmente, os emblemas dos chefes e alguns aspectos etno-morfológicos e estéticos de uma insígnia particular: o bastão (mvwala). A escolha desta temática não foi meramente arbitrária, mas resultou da necessidade de completarmos e aprofundarmos a discussão dos resultados do trabalho de campo realizado entre os Ndembu durante os anos de 1972 e 1973. Todo o passado do Noroeste angolano foi dominado pelo desenvolvimento e queda do Estado Kongo e, por isso, o estudo de qualquer...

  2. Algumas medidas lineares medievais portuguesas : o astil e as varas

    Viana, Mário
    A ideia de «caos» aplicada aos antigos sistemas de pesos e medidas é, de certa maneira, a projecção inconsciente do estado larvar da nossa metrologia histórica. Não dispomos de nenhum estudo de base, mas tão só de algumas memórias oitocentistas, das muitas notícias agrupadas por Henrique da Gama Barros, do conhecido artigo de A. H. de Oliveira Marques, “Pesos e medidas”, publicado no Dicionário de História de Portugal, no qual se delegam em geral as responsabilidades na matéria, e mais recentemente de um estudo de Mário Jorge Barroca. [...]

  3. Uma breve reflexão sobre a história dos Açores com particular incidência no exemplo micaelense

    Dias, Fátima Sequeira
    Esta breve reflexão sobre a História dos Açores apresenta uma certa perspectiva, pressupondo, por isso, uma determinada visão, sem outras ambições que não sejam as de traçar um quadro de referências, uma ténue pincelada de uma realidade bem mais complexa, porquanto apenas foi considerado o percurso económico-social do arquipélago, com particular incidência o da ilha de S. Miguel, negligenciando-se, de propósito, outras possíveis perspectivas e outras possíveis abordagens. Aliás, a própria reflexão sobre "Ponta Delgada: de ermo a cidade" é enquadrada na dinâmica do arquipélago, por se considerar que a sua história não se pode desligar da História das ilhas e por ainda...

  4. Os Açores no século XX : um contributo para a sua história militar

    Andrade, Luís Manuel Vieira de
    Este trabalho visa, sobretudo, analisar o importante papel desempenhado pelo arquipélago dos Açores, no âmbito da política externa portuguesa, ao longo do século XX. Daremos, contudo, especial realce, aos períodos referentes à Segunda Guerra Mundial e ao pós-guerra na medida em que são, em nosso entender, aqueles que se revestiram de especial importância nos planos geopolítico e geoestratégico. Através do estudo da historiografia portuguesa, designadamente na sua componente militar, não restam dúvidas de que o arquipélago dos Açores, ao longo dos séculos, tem prestado um inegável serviço não apenas ao país, como é evidente, mas também às potências ocidentais, nomeadamente à Grã-Bretanha...

  5. Um discípulo açoriano de Mahan : Alfredo Botelho de Sousa : subsídios para o estudo da sua vida e obra

    Riley, Carlos Guilherme
    Pareceu-me oportuno trazer aqui alguns subsídios para o estudo de um açoriano natural da ilha de S. Miguel, Alfredo Botelho de Sousa, cuja notoriedade no capítulo da História Militar portuguesa na primeira metade do século XX - quer pelo protagonismo político e militar desempenhado nas duas Grandes Guerras Mundiais, quer pelo labor historiográfico no domínio dos conflitos navais portugueses dos séculos XVI-XVII -, justifica sem dúvida a sua presença, enquanto objecto de estudo, no âmbito do presente Colóquio. Nascido na freguesia da Bretanha em 1880, Alfredo Botelho de Sousa passa a infância nas Capelas, sua terra adoptiva, após o que vem para...

  6. A Liga dos Interesses Indígenas de S. Tomé e Príncipe (1910-1926)

    Nascimento, Augusto
    Apesar da quase inexistente bibliografia e das escassas informações, patentes quase só nos jornais coevos, tentaremos neste texto reconstituir a trajectória da Liga dos Interesses Indígenas de S. Tomé e Príncipe, temporalmente quase coincidente com a República. Para isso destacaremos os objectivos, a representatividade e o dinamismo da Liga dos Interesses Indígenas (doravante LII) quer na colaboração, quer no confronto com autoridades e os europeus. [...]

  7. As mulheres do Gungunhana

    Vilhena, Maria da Conceição
    No último quartel do século XIX, nas terras do sul de Moçambique, entre os rios Incomati e Zambeze, Gungunhana impunha-se como o maior potentado africano. Era o senhor do reino de Gaza, tinha mais de uma centena de vassalos e possuía uma enorme riqueza, constituída por ouro, marfim e rebanhos de gado. O seu prestígio político e social vinha-lhe ainda do facto de possuir entre 200 a 300 esposas: 40 viviam junto da corte e as restantes habitavam nas aldeias circunvizinhas. A aquisição de novas esposas fazia-se a um ritmo quase bimestral; e cada casamento era sempre causa de maior engrandecimento,...

  8. O jardim da Lombinha : história e significado

    Albergaria, Isabel Soares de
    O jardim de António Borges, conhecido no século passado por jardim da Lombinha é, sem dúvida, um dos melhores exemplares que a arte paisagista de Oitocentos nos legou. Constituindo uma experiência de amadurecido gosto artístico e aturado conhecimento técnico, o jardim da Lombinha estabelece uma aliança feliz entre os figurinos eruditos ditados pelas modas europeias e a atenção ao “espírito do lugar”, ali recriado com o artificialismo de uma linguagem natural. O estado actual de degradação e abandono em que se apresenta encontra, resultado da sobrecarga do uso, da acção do tempo e da incúria dos homens, obriga-nos a repensar aquele espaço....

  9. As primeiras eleições cartistas nos Açores em 1826

    Leite, José Guilherme Reis
    Para se compreender as eleições de 1826 nos Açores é necessário recordar algumas circunstâncias políticas das ilhas e, consequentemente, recuar pelo menos três anos. A partir de 1823, a política reformista do Conde de Subserra (que, recorde-se, era terceirense), ministro poderoso de D. João VI, havia tentado repôr a ordem no arquipélago restabelecendo a Capitania Geral e dando de novo unidade político-administrativa a esta parcela do território. A lei de 18 de Agosto de 1823, que revogara as leis vintistas, ainda que repondo a legalidade anterior, não deixava de dar resposta aos anseios de descentralização interna nas ilhas, anseios esses encarnados essencialmente...

  10. As invasões francesas e a transferência da coroa portuguesa para o Brasil : algumas repercussões nos Açores

    Costa, Ricardo Manuel Madruga da
    A ter em conta o que nos dão a saber as sínteses de História de Portugal a respeito das Invasões Francesas, seremos forçados a concluir que os Açores são totalmente ignorados relativamente à aventura napoleónica na sua fase peninsular em que Portugal foi teatro de operações. Esta marginalidade, entenda-se, traduz-se numa absoluta omissão quanto a qualquer relação, directa ou indirecta, com os desenvolvimentos desse relevante período da nossa história. Dir-se-ia que o espaço português se reparte, então, pela porção continental ocupada pelos exércitos de Napoleão e pelo território do Brasil para onde a Corte se tranferiu em finais de 1807, dando lugar a uma...

  11. Um açoriano tardio na história de Itajaí : Manoel António Fontes, sua contribuição ao progresso social e político da cidade

    Ávila, Edison
    A historiografia regional do Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina, é pródiga em trabalhos sobre a contribuição de lideranças imigradas germânicas e italianas ao progresso económico, social e político das diversas comunidades da região. Não nos espanta que assim o seja, posto que a contribuição de ítalo-germânicos à colonização do Vale do Itajaí foi determinante do seu progresso e desenvolvimento. No entanto, há que se lamentar a existência de lacunas nesta historiografia no que diz respeito a imigrantes de outras etnias que também participaram decididamente na construção do progresso das comunidades do Vale do Itajaí. No caso de Itajaí, vamos nos...

  12. Os ilhéus na colonização do Brasil : o caso das gentes do Pico na década de 1720

    Meneses, Avelino de Freitas de
    [...]. A ocupação ultramarina decorre principalmente da cooperação dos metropolitanos. No entanto, entre as parcelas de Além-Mar, identificamos o estabelecimento de uma importante correspondência, que atenua a falta de homens nas possessões de colonização mais recente pela transferência de gentes das regiões de povoamento mais primitivo. Nestas circunstâncias, ressalta o exemplo dos arquipélagos do Atlântico, particularmente a Madeira e os Açores, que constituem uma experiência pioneira de domínio português à distância. Porém, as ilhas também se convertem em agentes da gesta do Ultramar, sobretudo quando a necessidade de exploração e alargamento do Brasil suscita a participação dos insulanos. Na disseminação de açorianos e madeirenses pelas...

  13. O povo da floresta adormecida : a população da ilha das Flores (1681-1720)

    Boavida, Isabel
    Os primeiros povoadores da ilha evitaram as altas charnecas do interior, batidas pelo vento e de difícil acesso, e os seus descendentes seguiramlhes o exemplo, de modo que as povoações das Flores se foram distribuindo pela orla costeira. Mas o relevo acidentado e os muitos cursos de água dificultavam as comunicações entre os povoados. Por este motivo se pode afirmar que «o mar (...) substituiu parcialmente, até à relativamente poucas décadas, os caminhos que não havia»1. Nos Livros de Óbitos das freguesias de São Pedro em Ponta Delgada e de Nossa Senhora da Conceição em Santa Cruz, confirmando, ainda que de...

  14. As fontes demográficas de Antigo Regime nos Açores

    Madeira, Artur Boavida
    Conhecer a população açoriana durante o antigo regime parece ser um dos grandes obstáculos com que se têm deparado os historiadores deste período. As dificuldades devem-se, por um lado, à escassez de informação e, por outro, à sua dispersão que decorre das próprias características geográficas do arquipélago. Além disso, e possivelmente mais importante, têm sido muito poucos os estudos realizados sobre a demografia desta época, recorrendo-se, em geral, a algumas fontes que, pela sua natureza, requerem algum cuidado na sua utilização. Quantos eram, na realidade, os açorianos em Quinhentos e Seiscentos continua ainda hoje a ser uma hipótese somente documentada nos escritos...

  15. O escravo na justiça do Antigo Regime : o Tribunal da Relação do Rio de Janeiro

    Wehling, Arno; Wehling, Maria José
    A documentação do Tribunal da Relação do Rio de Janeiro oferece diversos exemplos da presença de escravos em juízo. Numa sociedade na qual havia um percentual elevado de pessoas nesta condição, o fato não é surpreendente. Dada, porém, a condição jurídica de res, coisa, do escravo, cabe perguntar em que circunstâncias ele aparecia no tribunal e que papel desempenhava. No primeiro caso, havia diferença se a causa fosse no âmbito cível ou penal ? No segundo, poderia o escravo ser autor, réu e testemunha como qualquer homem livre ? Para responder a estas perguntas procuraremos identificar as disposições legislativas sobre o assunto e a prática do “direito vivo”, conforme ocorria...

  16. Visitas pastorais na Paróquia do Faial da Terra : apontamentos para o estudo das religiosidades de Antigo Regime (1698-1765)

    Costa, Susana Goulart
    O presente artigo tem por objectivo apresentar alguns traços ilustradores da vivência religiosa na paróquia do Faial da Terra, na primeira metade do século XVIII, tendo por base documental as visitas pastorais feitas na Igreja de Nª Sr.ª da Graça, entre 1698 e 1765. [...]

  17. A inquisição e os soldados dos presídios açorianos (1592-1619)

    Braga, Paulo César Drumond
    O tribunal do Santo Ofício lançou os seus tentáculos sobre o arquipélago dos Açores em meados dos anos 50 do século XVI. De facto, em 1555, recebeu alguns açorianos enviados presos pelo bispo de Angra. Era a "entrada" no arquipélago de um tribunal que vinha abrindo espaço de manobra por todo o reino e seus domínios. À leva de detidos de 1555, outras se seguiram, as quais, a par com a finta realizada aos cristãos-novos das ilhas em 1558, fizeram de 1555-1559 um quadriénio fundamental para a afirmação do Santo Ofício nos Açores. Em 1575-1576 realizou-se a primeira visitação inquisitorial ao arquipélago. Esta e as duas que se...

  18. As cidades insulares no universo urbanístico português

    Carita, Rui
    A cidade, salvaguardando certos aspectos pontuais pode ser considerada como a mais viva síntese da cultura ocidental, nela se podendo encontrar a representação do tempo na sua globalidade. É na cidade, através da capacidade imagética da memória, que podemos assim equacionar todo um passado histórico colectivo.[...]

  19. Configurações do patrocínio religioso de um ilustre açoriano do século XVI : o 1º Provedor das Armadas, Pero Anes do Canto

    Gregório, Rute Dias
    [...] Mas aqui, e como já o dissemos, não vamos tratar das manifestações de nobreza possíveis de detectar na acção da nossa figura, num sentido lato. Vamos incisivamente abordar uma delas: o patrocínio religioso. Ora este não cabe apenas naquele enquadramento, antes resulta duma complexa associação de factores que procuraremos interpretar/correlacionar na nossa exposição. É claro -e como ponto de partida- que qualquer investimento no âmbito do religioso serve sempre múltiplos propósitos: a tradução da riqueza, o ilustrar da posição social, a arrecadação de eventuais proventos económicos, o apossar das possíveis benesses sócio-políticas advenientes, a manifestação da fé, o enaltecimento do divino e a salvaguarda da respectiva protecção na...

  20. Os italianos na Madeira : séculos XV-XVI

    Vieira, Alberto
    A presença de italianos na Madeira surge como consequência da sua forte implantação na península e do seu manifesto empenho na revelação do novo mundo; em Portugal e Castela estes procuraram os portos ribeirinhos de maior animação comercial, e aí se evidenciaram como mercadores, mareantes e banqueiros. Destes destacam-se os oriundos de Génova, Veneza e Florença, cidades de grande animação comercial e marítima, que abriram, nos locais de fixação, novas vias para o comércio com o mercado mediterrâneo. A partir de Lisboa ou Cádiz estes intervêm, primeiro, no comércio peninsular, e, depois, nas navegações e actividades de troca no espaço atlântico. Esta última situação torna-se evidente com a intervenção de...

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