Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.391 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - Hist2s - Vol 04 - N 2 (2000)

Mostrando recursos 1 - 20 de 22

  1. Reminiscências árabes na doçaria portuguesa : as alcomonias

    Vilhena, Maria da Conceição
    Falar de alcomonias é penetrar no mundo das nossas origens, recordando culturas que se cruzaram com a nossa; falar de alcomonias é informar o resto do país de uma tradição dele quase desconhecida, que se manteve escondida num lugarzinho do litoral alentejano. Reminiscências de uma prática doceira que aí conseguiu não só conservar a sua especificidade, como manter ainda hoje uma surpreendente vitalidade. Um toque especial de sabor mourisco, sem requintes de exibicionismos, só marcas de antiguidade. Sabores da tradição, de origem caseira, de confecção limitada, no tempo e no espaço: sazonal e regional. Um elemento histórico e cultural que encerra segredos...

  2. Portugal, a aliança atlântica e o pós-guerra fria

    Andrade, Luís Manuel Vieira de
    O mundo em que nós vivemos hoje em dia, consequência directa do fim da guerra fria, caracteriza-se, em nosso entender, por uma grande imprevisibilidade que se verifica a vários niveis. Parece ser aceitável dizerse que as relações internacionais desde o fim da Segunda Guerra Mundial até à queda do muro de Berlim, em 1989, foram caracterizadas mais pela sua estabilidade do que pela sua instabilidade, na medida em que, muito embora a possibilidade de ocorrer um conflito entre as duas superpotências fosse real, o facto é que quase tudo estava perfeitamente definido. Neste momento, a incerteza, a instabilidade e a insegurança parecem...

  3. Liga promotora dos interesses materiais do país (1846-1849) : o crescimento económico-social adiado

    Caetano, António Alves
    Entre 1846 e 1849 surgiu um movimento cívico que visava “colocar a nação a par das mais adiantadas no regime económico”. Ocorreu, após a Maria da Fonte, saído de uma proclamação de Claudio Adriano da Costa, que não chegou a ser publicada, mas foi difundida por entre personalidades que se movimentavam nos meios económicos e políticos da capital. Rapidamente granjeou aderentes e suscitou grande entusiasmo nas várias reuniões que se realizaram em menos de três semanas, entre 19 de Julho e 6 de Agosto de 1846. A situação política agitada, que desembocou na guerra civil da Patuleia, determinou que os trabalhos da Liga...

  4. A propriedade do Concelho de Santarém em 1500

    Viana, Mário
    A documentação concelhia da “muy nobre e leall villa de Sanctarem” que se possa hoje em dia consultar é escassa até ao século XVI. Quem percorrer a Contribuição para um inventário do Arquivo Municipal de Santarém, de António Mário Pedro, fica com esta ideia bastante reforçada. Uma peça particularmente importante e devida à iniciativa régia sobreviveu, tendo, porém, passado despercebida até agora: o cadastro das propriedades camarárias, conservado na Torre do Tombo, feito no ano de 1500 pelo escrivão João Dias, escudeiro da casa real, por ordem do licenciado Diogo Peres, do desembargo régio, enviado por D. Manuel I por todos os...

  5. Físicos, cirurgiões e boticários nas naus dos descobrimentos

    Castro, Aníbal de
    [...] Uma conclusão parece desde logo legítima e segura: até finais do século XV, seriam muito poucas as armadas que levavam médicos ou oficiais de saúde nas suas guarnições. A partir do início de Quinhentos, porém, tal presença foi-se tornando cada vez mais frequente, não tanto como elementos integrados nas tripulações, mas sim porque nelas se encontravam na qualidade de passageiros. É o caso, por exemplo, daquele Mestre João, físico, embarcado em 1500 na armada de Pedro Álvares Cabral, do Mestre Afonso, cirurgião, que em 1510 seguiu na frota de Diogo Mendes de Vasconcelos, ou de Mestre Lourenço, também cirurgião, que em 1512 embarcou...

  6. Uma certa maneira de estar na vida : Eduardo Mayone Dias, cronista da diáspora e outras margens

    Fagundes, Francisco Cota
    Até hoje Eduardo Mayone Dias publicou seis livros de crónicas: Crónicas das Américas (1981), Coisas da LUSAlândia (1983), Novas Crónicas das Américas (1986), Crónicas da Diáspora (1993), Miscelânea LU.S.A.landesa e O Meu Portugal Antigo e Distante (1997). Este estudo pretende contribuir para uma tipologia das crónicas de Eduardo Mayone Dias, propondo ao mesmo tempo algumas achegas para uma leitura do itinerário temático e ideológico da crónica eduardiana vis-à-vis uma das constantes mais dramáticas da experiência portuguesa deste século: a diáspora, nas modalidades principais de emigração assalariada e exílio. Conquanto abarque os seis volumes de crónicas, este trabalho privilegiará O Meu Portugal Antigo e Distante....

  7. Açores em Lisboa : o livro do congresso açoriano de 1938 e a escrita da história : poder, raça, cultura

    Serpa, Élio Cantalício
    [...] O Congresso Açoriano de 1938, conforme a escrita que dele se fez, teria sido organizado com competência, articulando diferentes facetas da vida do Arquipélago dos Açores. Lembra-nos José Medeiros Ferreira que o evento se realizou “num dos períodos mais duros da ditadura salazarista, fortalecida pelo decurso da guerra civil em Espanha e pela afirmação de ideologias autoritárias, centralistas e imperiais no continente europeu. Em 1938 todos se preparavam para a guerra”. Apesar deste contexto, a imagem que se tem é a da constituição de um lugar apolíneo onde homens e mulheres aparentavam desinteresse e mostravam erudição. Criou-se todo um sistema de...

  8. Castilho-Leitura Repentina : método original?

    Dias, José Maria Teixeira
    O trabalho que pretendo apresentar tem uma finalidade muito específica. Castilho tem sido muito glosado no aspecto pedagógico. O seu «Método», variamente denominado ao longo dos anos pelo próprio autor, foi motivo de algumas controvérsias, e ainda hoje resiste, na pedagogia portuguesa, como relíquia histórica. Pretende-se, através de um estudo que se procurou não muito extenso, levar os possíveis leitores ao conhecimento das traves mestras do pensamento de Castilho acerca do ler e escrever, e comparar algumas dessas ideias com o que ele próprio diz ser o seu modelo, Lemare. As conclusões falam por si próprias. [...]

  9. A instrução na comarca da Horta em 1824 : um contributo para o seu estudo

    Costa, Ricardo Manuel Madruga da
    Pesquisa documental votada à elaboração de um trabalho sobre eventuais implicações das Invasões Francesas no arquipélago açoriano, proporcionou-nos o conhecimento de um conjunto de mapas e relatórios nos quais se apresenta informação sobre os alunos frequentando o ensino na comarca da Horta no ano de 1824. Sendo certo que a bibliografia relativa à história do ensino em Portugal não será escassa, o mesmo parece não suceder com os Açores, sobretudo no que toca à realidade concreta das escolas das nossas ilhas e à forma como se processava e era avaliado o ensino nelas ministrado. Cremos que é neste aspecto que os referidos mapas,...

  10. O quotidiano dos Europeus nas roças de S. Tomé nas primeiras décadas de novecentos

    Nascimento, Augusto
    Em princípios deste século, sob o impulso do populismo imperial, em parte resultante da exaltação nacionalista em torno da disputa das colónias, do emergente associativismo de classe e, sobretudo, da pressão social resultante do afluxo de migrantes ao arquipélago, alargou-se a discussão sobre a presença de europeus em S. Tomé e Príncipe, até então restrita a estudiosos e governantes. Com crescente incidência na imprensa, o seu objecto passaria a ser o inalterado estatuto social de origem e mesmo a miséria de parte dos imigrantes europeus nas ilhas. Com as soluções políticas autoritárias na Europa, com o golpe do 28 de Maio em...

  11. Novo mundo, novas interpretações, novo poder : a integração de S. Jorge no novo espaço público açoriano e português na segunda metade de oitocentos : a acção da imprensa periódica local

    Pereira, António dos Santos
    Ligado sempre ao poder, civil, eclesiástico, religioso em geral ou mágico, nas sociedades antigas, o direito de falar publicamente pertencia ao príncipe, ao déspota, ou ao chefe de Estado, ao sacerdote, ao depositário de um qualquer poder que assumia por delegação última de um deus qualquer, única fonte de palavra legítima. A característica mais marcante desta palavra, desde a sua origem até ao destinatário, era o sigilo que a envolvia, uma espécie de poder sacramental. Competia ao detentores deste poder o impedimento de todos os actos de contestação, a proibição da divulgação de notícias ou opiniões contra a verdade revelada ou a...

  12. Aspectos da vida social e cultural micaelense na segunda metade do século XIX

    Silva, Susana Serpa
    [...] No presente estudo não iremos abordar todas as formas de convívio e sociabilidade urbana. Sem pretendermos obliterar o universo popular, deter-nos-emos, como é óbvio, naquelas que fazem parte do mundo das elites e que correspondem a objectivos recreativos ou culturais, demonstrando, por isso, o empenhamento de grupos de cidadãos influentes no desenvolvimento local e na abertura do mundo insular às novidades europeias, atinentes à implementação dos hábitos da civilização e do progresso. Aspectos da vida social e recreativa, bem como eventos culturais são, pois, o principal objecto de estudo deste trabalho que apenas vem dar continuidade a outros, não muito numerosos, já...

  13. Santa Cruz da Ilha Graciosa (1799-1850) : população, grupos familiares e profissões

    Matos, Paulo Lopes
    Escreveu Frei Diogo das Chagas que a ilha Graciosa era “pequena na quantidade” mas “muito grandiosa na qualidade, porque dentro em seu pequeno distrito tem quatro freguesias”. Com efeito, com uma superfície de 61,17 km2, a sua população distribuía-se por quatro freguesias integradas em dois concelhos: o de Santa Cruz e o da Praia. A vila de Santa Cruz que, conjuntamente com Guadalupe, constituía o maior concelho da ilha, ocupando uma área de c. de 16 km2. Como se sabe, são escassos os estudos sobre esta ilha, não obstante o reconhecimento da sua importância económica ao longo de séculos, sobretudo motivada pela...

  14. El desarrollo demográfico de la ciudad de Las Palmas de Gran Canaria (siglos XVI-XX)

    González, Alejandro
    En el presente trabajo queremos analizar los aspectos de la dinámica y la estructura demográfica de Las Palmas de Gran Canaria, para ello valoraremos el crecimiento real de la población a través de los distintos censos y padrones que se han ido produciendo a lo largo de sus cinco siglos de historia, pues la ciudad se funda en 1478. Asimismo abordaremos los aspectos relacionados con el crecimiento vegetativo de la población, es decir las diferencias entre los índices de natalidad y mortalidad. Por último, nos centraremos en algunas cuestiones relacionadas con la composición de la propia población, como son: la estructura por edad...

  15. O lendário John "Portuguese" Phillips do estado de Wyoming Revisto

    Warrin, Donald
    Em 1963 uma série de retratos celebrando doze heróis do Wild West americano apareceu nas caixas de Kellog´s Sugar Frosted Flakes. Entre estes contavam-se algumas das figuras mais conhecidas da história do Oeste: Daniel Boone, Jim Bowie, Kit Carson, “Buffalo Bill” Cody, George Armstrong Custer, John C. Fremont, Pat Garrett e Sam Houston. Nesse ilustre grupo de pioneiros encontrava-se um filho da ilha do Pico, Manuel Filipe Cardoso—conhecido na América pelo nome de John Phillips. Este momento representou o apogeu da fama do pioneiro açoriano. Pouco antes havia-se registado o lançamento do livro Portugee Phillips and the Fighting Sioux, além de vários...

  16. A planície alentejana : um destino migratório de famílias açorianas em finais do século XVIII

    Costa, Elisa Maria Lopes da
    Se bem que num outro contexto e referindo-se a um espaço geográfico distinto do que constitui o nosso escopo, Braudel, “um mestre da história mediterrânea” na feliz asserção do saudoso professor Orlando Ribeiro, escreveu há alguns anos que “o processo mais comum de relacionação das ilhas com o mundo é o da emigração”. Aqui, migrar no sentido de mudar de uma região para outra ou, numa das definições possíveis, como traduzindo “«a passagem de um espaço de vida para outro espaço de vida», cujas características evoluem com o tempo”. A mobilidade transoceânica dos açorenses vem sendo estudada por diversos investigadores e, com o correr do...

  17. As actividades industriais no Distrito de Angra do Heroísmo, 1852-1910 : um mundo de possibilidades escassas

    Sousa, Paulo Silveira e
    Neste artigo pretendemos apresentar os primeiros dados do que desejamos vir a constituir uma nova interpretação historiográfica do processo de transformação económica do sector industrial do distrito de Angra do Heroísmo, durante a segunda metade do século XIX e primeira década do século XX. Seguindo alguns trabalhos recentes da história económica portuguesa, mais do que insistir nas persistências e no lado tradicional da economia de ilhas como a Terceira, São Jorge e Graciosa pretendemos antes demonstrar como existiu dinamismo e como o distrito e os seus protagonistas foram capazes de apostar na reconversão e na diversificação do seu reduzido sector industrial. Esta...

  18. Mar e Terra : dualidade na economia micaelense nos finais de setecentos

    Rego, Margarida Vaz do
    Por definição, uma ilha é um bocado de terra rodeado de mar por todos os lados. Mar e Terra, dois espaços que se interpenetram e que não se podem isolar um do outro na vida das gentes açorianas. É verdade que a maioria dos habitantes das ilhas preferiu a terra, convertendo a agricultura na actividade económica dominante. Mas, também não deixa de ser verdade a sua dependência do cheiro da maresia e do revolto das suas águas, que se, por um lado, isolam, por outro, também permitem estabelecer elos de ligação com o resto do mundo. Esta dupla Mar e Terra esteve...

  19. La polémica sobre la fabricación de aguardiente de caña entre las elites caribeñas y el comercio canario en el siglo XVIII

    Hernández González, Manuel
    En el mundo caribeño el consumo de vino era bien escaso. Los productores canarios se vieron obligados a desarrollar la elaboración de aguardiente de uva, la parra, para dar salida a sus caldos ante la reducida demanda de vinos. La emancipación de Portugal en 1640 dejó a las Canarias sin un tráfico esencial para sus vinos vidueños blancos. El mercado lusitano de África y América era hasta entonces su más importante consumidor. Agravaba la situación la prohibición de exportar tales caldos al mercado colonial británico por las Actas de Navegación, que favorecían a las producciones de las islas portuguesas del Atlántico,...

  20. Madalena (Pico), 8 de Março de 1723 : as condições da criação de um município

    Meneses, Avelino de Freitas de
    Em 1723, a criação do município da Madalena na ilha do Pico decorre de uma conjunção de factores de natureza política, social e económica. O pretexto político reside na relevância dos concelhos na orgânica administrativa do Antigo Regime, que motiva o desvelo das populações, particularmente das elites nobiliárquicas, tendente à conquista de maior emancipação. De facto, antes do liberalismo, as câmaras possuem uma jurisdição muito vasta, incomparavelmente superior à dos nossos dias. Na altura, a fragilidade do estado, ainda desprovido de meios eficazes de controlo das periferias, favorece o acréscimo do poder camarário, que abrange uma imensidade de domínios. Assim, compreendemos naturalmente...

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