Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.559 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - Hist2s - Vol 07 (2003)

Mostrando recursos 1 - 13 de 13

  1. Sobre história da solidariedade

    Meneses, Avelino de Freitas de
    Em finais de 2001, publiquei um livro de história sobre a minha terra natal, as Lajes da ilha Terceira. Para tal, realizei alguma investigação, procedi a muitas consultas. Fi-lo em crónicas mais antigas, em bibliografia mais recente, mas também na imprensa periódica. Fundamentalmente, consultei o boletim paroquial O Semeador, que entre as décadas de 1960 e de 1980 foi o principal repositório do quotidiano da freguesia, hoje elevada à condição de vila. Pela análise do obituário, concluí que nos anos sessenta e setenta os homens e as mulheres da minha freguesia, que eu então pensava que morriam muito velhos, afinal faleciam bem novos,...

  2. A "collecta sumptuária" oitocentista : alguns aspectos da sua controversa aplicação

    Figueiroa-Rêgo, João de
    O hábito de decorar as frontarias das casas com emblemática heráldica, como forma de lhes sublinhar o sentido nobiliárquico, enquanto residência de nobres e fidalgos, foi-se generalizando ao longo dos tempos, quase, na mesma proporção com que a partir de certa altura se assistiu ao proliferar da concessão de cartas de brasão d’armas. Sobre o significado artístico, sociológico e patrimonial deste tipo de representação não nos vamos deter, porquanto o nosso objectivo é, tão somente, enquadrar sucintos apontamentos ligados a aspectos formais de fiscalidade e jurisprudência. Interessa-nos, em especial, uma parcela da contribuição sumptuária, relativa à tributação das pedras d’armas, sua polémica aplicabilidade e...

  3. Peão ou cavaleiro : a fortuna de um pequeno proprietário de Sesimbra, em 1369

    Oliveira, José Augusto da Cunha Freitas de
    A 16 de Novembro de 1434, em Sesimbra, reunido o concelho em vereação no respectivo paço, procedeu-se à assinatura do termo que autorizou o tabelião Fernando Álvares a trasladar as cartas de privilégios e liberdades do concelho. A tal compelia a delapidação e o extravio de documentos, cuja falta então se fazia sentir. O tabelião comprometia-se a verter para um livro de tombo a pública forma das escrituras existentes na arca do concelho, não de todas, apenas das que os oficiais concelhios aí «acharam que Eram pera se auerem de tresladar». A essas seriam acrescentadas «todalaas outras escprituras que daqui em diante o...

  4. Sesimbra, sobre a costa do mar (séculos XII-XIII)

    Conde, Manuel Sílvio Alves
    Mar e montanha decidiram a feição original de um pedaço de terra há muito conhecido e explorado pelos homens. De algum modo contrariando uma posição geográfica marcada pela omnipresença do Oceano Atlântico e pela ocidentalidade extrema, a paisagem desta finisterra europeia revela-se-nos em cores, aromas e temperaturas identificáveis com a Europa Meridional, mediterrânica: “uma nesga mediterrânea entre terras e águas atlânticas”, na feliz expressão de Orlando Ribeiro. As condições oceanográficas locais, em especial uma estimável convergência de correntes, um excelente grau de salinidade e uma benigna temperatura, determinam uma riqueza do plâncton marinho, que potencializa a conhecida concentração de espécies piscícolas, de...

  5. A onomástica, o indivíduo e o grupo

    Santos, Maria Leonor Ferraz de Oliveira Silva
    Sendo o nome, no quotidiano do indivíduo, um dos primeiros atributos que este recebe e, simultaneamente, expressão e reflexo da mentalidade daquele que o determina e do meio social em que aparece, até hoje, não tem sido objecto eleito de reflexão dos historiadores. Assim, a exiguidade de estudos antroponímicos, em Portugal, não permite, ainda, para o período medieval, um conhecimento sistemático da onomástica das elites, nem a percepção de diferenças regionais na atribuição do nome. Em contrapartida, a onomástica do grupo mais representativo, os humildes ou gente vulgar, é já razoavelmente conhecida. Face ao actual estado de conhecimentos, a síntese seguidamente apresentada...

  6. O governo das ilhas portuguesas no final do século XX

    Ourique, Arnaldo
    Com o título O governo das ilhas portuguesas no final do Século XX vou falar da história que vem de 1976 até ao fim do Século XX. Nesta narrativa descritiva, hermenêutica e dogmática, vou tentar responder à multifacetada pergunta: o que é, como é e qual o poder do governo das ilhas no último quartel do Século XX? Tais questões têm um valor acrescido: primeiro, porque vivemos ainda essa realidade; segundo, porque trata-se de uma existência verdadeiramente nova nos anais da História dos Açores e da Madeira. Não existe um estudo unitário sobre a evolução do poder político do governo das ilhas....

  7. Um panorama histórico da imigração portuguesa para o Brasil

    Nunes, Rosana Barbosa
    Até metade do século XX, o Brasil foi um país que recebeu um grande número de imigrantes, livres ou forçados. Foi estimado que do século XVI até meados do século XIX, mais de três milhões e meio de africanos foram trazidos para esse país como trabalhadores escravos. Na verdade, o Brasil era, no mundo, a nação que importava o maior número de escravos africanos. O Brasil também recebeu grande número de imigrantes livres, particularmente no final do século XIX e início do século XX. Alemães foram trazidos para o Brasil para colonizar áreas desocupadas no sul do país. Italianos foram subsidiados para trabalhar nas...

  8. A emigração açoriana para o Brasil no século XIX : braçais e intelectuais

    Riley, Carlos Guilherme
    No contexto das relações luso-brasileiras, quantas vezes ambiguamente separadas/unidas por esse grande oceano que alguém já teve a felicidade de chamar Rio Atlântico, é importante (e clarificador) deixar bem vincada a certidão de nascimento do nosso discurso, isto é, dizer de qual das margens desse rio nos encontramos a falar. No caso vertente, não me situo em nenhuma delas, pois vivo e trabalho há bastantes anos nos Açores, arquipélago oceânico português localizado, precisamente, quase a meio do Atlântico numa posição intercontinental que lhe conferiu sempre, sobretudo nos séculos que precederam o advento da navegação a vapor, uma centralidade muito peculiar no...

  9. Açorianos no Rio Grande do Sul : a identidade açoriana nas obras de cronistas, viajantes e historiadores sul-riograndenses

    Franzen, Beatriz Vasconcelos
    A presença açoriana, no extremo sul da América portuguesa, incluindo a Colônia do Sacramento, faz-se notar antes mesmo da sua vinda oficial, iniciada em 1748, quando foram enviados para Santa Catarina os primeiros casais de número. Em 1722 foram mandados para a Colônia do Sacramento trinta ilhéus que haviam chegado no Rio de Janeiro, sem autorização. Em vez de faze-los retornar a Portugal, como determinava a lei, o governador resolveu remete-los para a Colônia do Sacramento, que, naquele momento, vivia um período de calma (após o Tratado de Utrech – 1715 - até o início do novo cerco que ocorrerá de...

  10. A emigração açoriana para o Brasil (1541-1820) : uma leitura em torno dos interesses e vontades

    Cordeiro, Carlos Alberto da Costa; Madeira, Artur Boavida
    [...]. Ora, a problemática das determinantes, condicionalismos e motivações da emigração açoriana quase desde os alvores da humanização do arquipélago tem sido alvo do mais diverso tipo de intervenções, estudos e comentários, quer ao nível dos responsáveis políticos e administrativos, quer de académicos e estudiosos, quer, ainda, dos directa ou indirectamente interessados no fenómeno. Os interesses individuais, impulsionados por estratégias familiares de nobres ou de simples populares, conjugados com interesses estatais, viabilizando a colonização ou a assistência militar, que visavam afirmar a nacionalidade portuguesa nas fronteiras ou no interior do império, marcaram de forma determinante a permanência, nas ilhas, de um forte contigente...

  11. Mazagão em 1677

    Cosme, João
    O objectivo central deste artigo é contribuir para um melhor conhecimento da presença portuguesa em Mazagão no ano de 1677, tendo por base o documento que publicamos em anexo, que é uma parte do códice nº 296, depositado nos Reservados da Biblioteca Nacional de Lisboa. A fonte reporta-se a este ano, que foi o primeiro do governo de D. Cristóvão de Almada. É a resposta a uma carta, em que o pai (Rui Fernandes de Almada) do governador pedira que o informassem dos acontecimentos referentes à partida de seu filho de Lisboa até ao seu estabelecimento naquela praça marroquina. Embora não...

  12. A paróquia de São José de Ponta Delgada : da sua criação a meados do século XVIII

    Costa, Susana Goulart
    No ano de 1534, a estrutura religiosa do arquipélago dos Açores inicia uma nova fase, caracterizada pela criação da Diocese de Angra. Sediado na ilha Terceira, o novo bispado atlântico prestigia a cidade onde já estavam localizadas as principais instituições político-administrativas ilhenses e reflecte o reconhecimento dos poderes régio e papal sobre o desenvolvimento açoriano, palpável através do crescimento sócio-demográfico e económico. Na ilha de São Miguel, a maior no seio arquipelágico, o povoamento iniciou-se no litoral sul, na zona da Povoação, aonde acederam os primeiros habitantes oriundos da ilha de Santa Maria, a primeira ilha descoberta. A exploração da costa sul continuou, com...

  13. O morgadio dos pobres : as doações, os beneméritos e a gestão dos recursos patrimoniais da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo (das origens a meados de setecentos)

    Medeiros, João Luís
    Na Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo, como, aliás, em todas as irmandades congéneres disseminadas pela metrópole, pelos arquipélagos atlânticos e demais territórios ultramarinos de ocupação portuguesa, são os recursos económicos provenientes dos legados e doações pias que sustentam o financiamento das práticas assistenciais, as actividades de culto e todos os encargos administrativos da irmandade. As quotas de admissão, as colectas, os peditórios, as receitas da tumba, o acompanhamento de funerais ou mesmo as oferendas alcançadas no decurso dos actos religiosos e outros donativos de reduzido valor constituem importantes meios de angariação de verbas, mas revelam-se sempre insuficientes para garantir...

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