Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.657 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - Hist2s - Vol 08 (2004)

Mostrando recursos 1 - 14 de 14

  1. A participação do concelho de Santarém em cortes nos séculos XIV e XV : documentação

    Viana, Mário
    Juntamente com Lisboa, Porto e Guimarães, pelo menos, Santarém terá iniciado a sua participação na assembleia política das cortes, alargada aos concelhos, em 1254. No entanto, só a partir de 1325 temos exemplares de «capítulos especiais», ou seja, dos agravos ou reclamações próprios de cada concelho apresentados, supõe-se, em plenário. Não existem actas das assembleias ocorridas em 1261 (Coimbra), 1273-1274 (Santarém), 1282 (Évora), 1285 (Lisboa), 1288 (Guimarães), 1289 (Lisboa), 1291 (Coimbra), 1305 (Lisboa) ou 1323 (Lisboa). O segundo tipo, os «capítulos gerais», isto é, os agravos de interesse não puramente local, também só está documentado desde 1331. A documentação das cortes realizadas este ano...

  2. Evolução sócio-jurídica da criminalidade

    Valente, Manuel Monteiro Guedes
    O título da nossa exposição é «evolução social da criminalidade», contudo falarmos de evolução social sem abordarmos a evolução jurídica face ao crime, seria um desafio aleijado, pelo que modestamente procuraremos aferir a análise da evolução criminal segundo dois factores essenciais: o social, onde poderemos enquadrar a problemática económica e cultural; e o jurídico, onde se enquadram todos os anteriores factores. Falarmos de crime nos nossos dias é falarmos de nós, do nosso bairro, da nossa aldeia, da nossa vila, da nossa cidade, do nosso país. É falarmos também da nossa família, da nossa profissão, em suma, da nossa sociedade. Já lá vai...

  3. Convenção de Malta : para quando a protecção do Património Arqueológico na Região Autónoma dos Açores?

    Vieira, Marina Afonso
    O pequeno artigo que aqui se apresenta é uma reflexão sobre a Convenção de Malta e a importância que a sua aplicação reveste para a Arqueologia de um Arquipélago que, embora recentemente humanizado em comparação com o Velho Continente, tem – precisamente –, um enorme potencial para o conhecimento da Expansão Europeia. O texto em epígrafe pode ser o mote para todos os que querem defender um Património tão frágil como é o arqueológico: ele é irrepetível e só técnicas específicas e técnicos devidamente qualificados podem ousar registá-lo e interpretá-lo para o usufruto de todos. [...]

  4. Duas cartas inéditas do padre Sena Freitas

    Gomes, Ana Cristina Cardoso da Costa; Fernandes, José Manuel Correia
    O Padre Sena Freitas é um dos expoentes menos estudados da cultura portuguesa e brasileira dos finais do século XIX e princípios do século XX. A sua vasta e multifacetada obra, que abrange as áreas da teologia, parenética, filosofia, pedagogia, literatura, literatura de viagens, poesia, crítica literária, tradução, oratória, epistolografia, polémica e apologética, carece de um estudo global. A Equipa “Sena Freitas”, do Centro de Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira da Universidade Católica Portuguesa, integra um conjunto de investigadores de diferentes áreas disciplinares e tem como desiderato programático estudar esta personalidade relevante, de forma a contextualizá-la no seu tempo e, através dela,...

  5. As "esmolas" e os pobres da misericórdia de Viana da Foz do Lima na primeira metade do século XVI

    Araújo, Maria Marta Lobo de
    Contrariamente à maioria das localidades onde se conhece apenas a existência de uma confraria de Misericórdia, em Viana da Foz do Lima existiram duas confrarias nos inícios do século XVI que lutaram para serem Misericórdias. Segundo Manuel Serra, “a primeira foi a confraria de Jesus dos Mareantes, que foi Casa da Misericórdia de Viana, embora mantendo os seus estatutos próprios dela, confraria de Jesus, até meados do ano de 1521; a segunda é a que ainda hoje se mantém que foi fundada em meados de 1521, seguindo os estatutos da Misericórdia de Lisboa”. Esta segunda confraria veio substituir a primeira e é dela...

  6. Entre a vila e a aldeia : a comunidade de Rio Maior na Idade Média

    Oliveira, Luís Filipe
    A 20 de Julho de 1435, os moradores de Rio Maior dirigiram-se a Alenquer, por onde se demorava a Corte, e obtiveram um alvará de D. Duarte, ordenando aos juizes de Santarém a devolução dos penhores que lhes haviam tomado, por eles não terem comparecido na festa do Corpo de Deus. Na mesma ocasião, depois de invocarem a celebração tradicional daquela festa em Rio Maior, desde sempre aí organizada, diziam, conseguiram que o monarca os libertasse da participação nos festejos de Santarém e lhes reconhecesse o direito a organizarem localmente a sua própria festa e procissão do Corpo de Deus. O empenho que...

  7. A freguesia de Santa Maria de Alcáçova de Santarém : a comunidade eclesiástica

    Botão, Maria de Fátima
    [...] Situemo-nos no adro da igreja de Santa Maria. Ousemos atravessar o portal, avançar pelo claustro e ir ao encontro da comunidade colegial. Aí encontramos, sobretudo se se trata de um dia de cumprimento de culto para os leigos, homens e mulheres que a procuram para conviver e negociar, primeiro com o divino, depois com o terreno... Ali se reza e se trabalha; ali se constrói uma história, produzida pela acção dos homens que alicerçam as estruturas da igreja, desde a sua fundação, nos primórdios da nacionalidade, dos que a administram, que fazem dela um núcleo de dinamização religiosa e económica...

  8. Três temas da escultura de Canto da Maia

    Sousa, Nestor de
    [...] Antecipando-se ao começo das hostilidades de 1939, Canto da Maia decidiu abandonar Paris em fins de 38, acolhendo-se a Lisboa, já casado em segundas núpcias com Vera Wladmirovna, filha de um antigo médico da Duma de S. Petersburgo, que três anos antes conhecera. A sua residência e oficina serão agora em Campolide, por preferência de moradias situadas em pontos altos, onde uma janela larguíssima deixava ver a cidade abaixo estendida, até se confundir com nesgas de horizonte. É o ciclo português que inicia com permanência, quase de começo marcado por tragédia pessoal. Júlio, o único filho varão, adolescente de 20 anos, desaparece...

  9. As elites, o quotidiano e a construção da distinção no distrito de Angra do Heroísmo durante a segunda metade do século XIX

    Sousa, Paulo Silveira e
    Na segunda metade do século XIX os espaços e as práticas de sociabilidade actuavam como estruturantes das disposições individuais e colectivas, e constituíam uma das mais importantes dimensões da vida quotidiana. Estes lugares e estas práticas baseavam-se em modelos codificados de interacção. No entanto, se bem que suficientemente claros e definidos para classificar e para identificar os agentes, marcando as fronteiras face a quem desconhecia as normas e os princípios de distinção, eles continham variantes e margens para a manifestação de algum desvio no seu interior. Estas normas complexas estruturavam, portanto, uma realidade que se podia dizer construída e segmentada por campos...

  10. A passagem de coolies por S. Tomé e Príncipe

    Nascimento, Augusto
    A faceta mais visível da recolonização do arquipélago de S. Tomé e Príncipe em Oitocentos foi, porventura, a construção das roças – nome local das plantações –, um processo sugerido pela crença na superioridade técnica e económica da agricultura europeia e, sobretudo, impulsionado por condições políticas propícias ao estabelecimento de plantações baseadas no recurso a mão-de-obra africana barateada. Com efeito, as condições políticas inerentes à arquitectura colonial induziam à equação da necessidade de mobilização de apreciável volume de força de trabalho socialmente disjunta do grupo dos proprietários e, em S. Tomé e Príncipe, dos próprios nativos, alguns deles igualmente proprietários e empregadores de...

  11. A evolução do cenário natural e do panorama artístico no Arquipélago do Golfo da Guiné : desde a sua descoberta até aos meados de setecentos

    Tomás, Lúcia Leiria
    Desde os contactos preliminares com S. Tomé e Príncipe, as instâncias lisboetas manifestaram uma óbvia curiosidade pela realidade local, especialmente pelos elementos da sua natureza susceptíveis de rendibilização. Em resposta a esta expectativa, alguns agentes régios elaboraram reproduções pormenorizadas do quadro orográfico, metereológico, hidrográfico, mineralógico, botânico e zoológico da zona. Simultaneamente, portugueses e estrangeiros em escala durante travessias transatlânticas proporcionaram esclarecimentos de teor náutico, astronómico, cosmográfico e topográfico acerca da área circundante nos seus diários de bordo e nas suas impressões de viagem. Efectivamente, a partir de Quatrocentos a abertura de novos mundos incrementou o desenvolvimento do espírito de exploração e de registo...

  12. Contratos e contratadores régios : Açores - segunda metade do século XVIII

    Rego, Margarida Vaz do
    A arrematação dos contratos régios era um dos principais sistemas de organização fiscal do Estado Português, de finais de Setecentos, levando à interpenetração dos dinheiros públicos com os privados. Na verdade, este sistema interessava a ambos. Ao primeiro permitia-lhe a garantia e eficácia da cobrança dos impostos, pois esta era delegada nos contratadores, cujo principal objectivo era maximizar os lucros e aumentar os rendimentos; isentava-o das suas responsabilidades perante os agentes de fiscalidade, diminuindo assim as despesas. Esta isenção era tão importante para o Estado que, por norma, ela era fixada nas primeiras claúsulas dos contratos sublinhando-se que: ”todos os contratadores...

  13. Por entre as leis e os interesses : o comércio legal dos Açores com o Brasil na 1ª metade do séc. XVIII

    Leite, José Guilherme Reis
    Corria o ano de 1736 quando a coroa despertou para a situação anómala que se vivia no comércio insular com o Brasil e se decidiu discipliná-lo e a regulamentá-lo de novo. As anomalias enumeradas eram o número de navios enviados, que excediam os autorizados pelas leis estabelecidas e até agora esquecidas, a incorporação nos géneros enumerados de fazendas estrangeiras proibidas pela mesma legislação anterior e capciosamente incluídos sob pretexto de terem sido já despachadas nas alfândegas e finalmente aquele que seria o pior dos atentados à política colbertista em voga, a quantidade de ouro trazido do Brasil, mesmo amoedado e que servia para...

  14. Mulheres açorianas na formação do Rio Grande do Sul

    Franzen, Beatriz Vasconcelos
    A presença oficial dos portugueses na região do rio da Prata se faz, efetivamente, com a fundação da Colônia do Sacramento, em 1680. Anterior a essa data, a presença portuguesa na região pode ser observada a partir da ação de contrabandistas, mercadores de escravos, marinheiros de navios que chegavam à região e até mesmo dos bandeirantes paulistas que avançando sobre as regiões do Guairá, do Tape e do Itatim buscavam índios nas reduções jesuíticas espanholas em territórios que abrangem a chamada região Platina, isto é, a área banhada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, formadores da bacia hidrográfica – Bacia Platina -, e que...

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