Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.391 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - Hist2s - Vols 09-10 (2005-2006)

Mostrando recursos 1 - 20 de 29

  1. A política internacional e as operações de apoio à paz

    Andrade, Luís Manuel Vieira de
    Em primeiro lugar, e por forma a atingirmos o nosso objectivo, é indispensável iniciarmos este trabalho com uma referência à Organização das Nações Unidas que, desde o final da Segunda Guerra Mundial, tem sido, bem ou mal, a instituição internacional que tem competência e pode, de facto, tentar dirimir os conflitos que têm vindo a ocorrer um pouco por todo o mundo. Como é sabido, a ONU pode ser e tem sido, na realidade, olhada numa dupla perspectiva: por um lado, é vista como representando o exercício do governo mundial sem governo (perspectiva idealista), por outro, tem sido entendida como constituindo uma...

  2. Mulheres no sector das pescas na viragem do século XIX : formas de participação na organização do trabalho

    Amorim, Inês
    O estudo do papel das mulheres na organização do trabalho tem merecido particular atenção no contexto das movimentações sociais dos séculos XIX e XX, e decorre da análise das transformações económicas associadas à industrialização como um momento crucial na emergência do trabalho feminino, e da alteração da situação da mulher na familia e na economia. Para uns, a industrialização reforçou a posição e o poder da mulher tanto na família como, em termos gerais, no sistema socioeconómico, ampliando o então fechado ou reduzido panorama de oportunidades que possuíam, dado que a mecanização reduziu as vantagens que a força física outorgava ao homem; ou ainda...

  3. Alimentação, saúde e império : o físico-mor Luís Vicente de Simoni e a nutrição dos moçambicanos

    Rodrigues, Eugénia
    Em 1819, o médico genovês Luís Vicente de Simoni chegou a Moçambique como físico-mor da capitania, cargo que exerceu no Real Hospital Militar da ilha durante quase um biénio, desde 15 de Setembro desse ano até 10 de Julho de 1821. Construído no final do século XVII, o edifício era o sucessor de outros que, desde o princípio de Quinhentos, haviam assegurado uma sofrível assistência médica aos habitantes e visitantes da ilha, mas cuja vocação era, sobretudo, tratar os militares e os tripulantes das embarcações. A partir da sua experiência médica na ilha, Simoni compôs o Tratado Medico sobre Clima e Enfermidades...

  4. A confraria de Santa Cruz de Tomar (1470)

    Conde, Manuel Sílvio Alves
    É muito pouco o que hoje se conhece das confrarias medievais tomarenses. As mais antigas destas instituições de benemerência foram, porventura, as de Santa Maria do Olival, de Santa Iria e de Santa Maria do Castelo, relacionadas com os templos do mesmo nome. As duas primeiras já existiam no segundo quartel do século XIV; da última, há notícia no primeiro quartel da mesma centúria. Em Trezentos constituiu-se, provavelmente, a confraria dos almocreves, que viria a estar na origem do hospital de Santa Maria da Cadeia, ou da Graça, erguido na parte norte da Várzea Grande. Desde meados de Quatrocentos surgem referências a...

  5. Os cavaleiros de Santarém nos séculos XII e XIII

    Viana, Mário
    Em 1232 e 1233, não concluído um século após a conquista cristã do principal ponto estratégico do vale do Tejo, detectam-se as primeiras menções a cavaleiros de Santarém, os milites Pedro Pais e Estêvão Peres. No primeiro documento (1233) em que este último figura com o título de miles pertence ao grupo das testemunhas composto por seis elementos do clero paroquial, três indivíduos laicos e dois habitantes de Rio Maior. É evidente que para o redactor e principal outorgante desta carta, o prior da igreja de Santa Maria da Alcáçova, Julião, os homens que tinha diante de si ao conceder aforamento aos...

  6. Entre romanos e medievos : o problema do povoamento da região de Leiria durante a Alta Idade Média

    Bernardes, João Pedro
    Um grande vazio continua a pairar sobre o conhecimento da região de Leiria entre o fim do domínio Romano e o período da Reconquista cristã. Após o já velho e estimulante debate em torno da questão do ermamento ou despovoamento da região que animou, até há alguns anos, o debate historiográfico de medievalistas, vimos agora retomar a questão de acordo com uma nova abordagem assente essencialmente em dados arqueológicos. Com efeito, a incipiência e atraso da investigação arqueológica do período medieval do país e concretamente da Estremadura portuguesa, não permitiram contar até agora com o contributo dos dados arqueológicos para a discussão de um tema onde eles se revelam...

  7. O processo de implantação da União Nacional nos Açores

    Cordeiro, Carlos Alberto da Costa
    [...] o trabalho que ora se apresenta tem como suporte documental principal os copiadores de correspondência dos governos civis de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, imprensa da época, alguma documentação do arquivo do Ministério do Interior, opúsculos e outro tipo de textos impressos. Em termos cronológicos, situamo-nos entre os finais da Ditadura Militar e a institucionalização do Estado Novo, num quadro em que se destaca a preocupação do regime na sua legitimação institucional, o que conduziria, por exemplo, à eleição de Carmona, em 1928, como Presidente da República, à promessa da realização de eleições administrativas e constituintes e à institucionalização da União Nacional...

  8. Crises de mortalidade em Ponta Delgada no 1º quartel do séc. XX

    Monteiro, Albertino José Ribeiro
    [...]. O presente trabalho pretende fazer uma abordagem das crises de mortalidade no concelho de Ponta Delgada no primeiro quartel do séc. XX, procurando avaliar a dimensão dessas crises e, projectando a abordagem para além da sua dimensão quantitativa, tentar conhecer os condicionalismos que as enquadraram e que podem por isso, dar um contributo no sentido de se perceber o como e o porquê da sua ocorrência e da sua amplitude. [...]

  9. Notas sobre a valia política simbólica e económica dos movimentos migratórios em S. Tomé e Príncipe

    Nascimento, Augusto
    Os estudos da época colonial sobre questões demográficas e movimentos migratórios foram influenciados pelas preocupações políticas e económicas dos poderes e interesses coloniais e, embora reflectindo as sucessivas políticas relativamente ao aproveitamento da mão-de-obra, nunca se demarcaram da “problemática” dessa mais-valia colonial. Foi quase sempre de uma perspectiva inspirada pela tutela política e administrativa colonial que se encararam os movimentos migratórios em S. Tomé e Príncipe, a espaços significativamente designados “correntes” migratórias. Mais recentemente, as transformações sociais e políticas no continente africano, de que uma das consequências é a pressão social agregada ao aumento demográfico, sugeriram o estudo de perfis demográficos e,...

  10. A escultura cerâmica regionalista do Arquipélago dos Açores

    Martins, Rui de Sousa
    Nos finais do século XIX, o porto artificial de Ponta Delgada (17.079 hab., em 1890 - ALMEIDA, 1893a: 159) situado estrategicamente no meio do Atlântico e servindo de apoio às redes de comércio transoceânicas, era escalado anualmente por centenas de navios de longo curso, a vapor e à vela, trazendo numerosos viajantes e turistas ávidos de conhecer os afamados jardins particulares e as paisagens luxuriantes e vulcânicas da ilha de São Miguel (746,8 Km2). No ano de 1899, os passageiros com alguns dias para realizar excursões e visitas passavam obrigatoriamente pela Livraria e Papelaria Travassos, estabelecida na animada zona central da cidade,...

  11. Os regressados do Brasil como factor de mudança social nos Açores na 2ª metade do séc. XIX

    Leite, José Guilherme Reis
    Tenho acompanhado com grande interesse duas linhas de investigação que se desenvolveram nestes últimos tempos na historiografia açoriana e que tem tido expressão significativa entre investigadores do Departamento de História da Universidade dos Açores e na Revista Arquipélago. Ambas são complementares, mesmo que nem sempre esse aspecto tenha sido posto em realce. A primeira prende-se com a emigração açoriana para o Brasil, quer no seu aspecto de colonização dirigida pela coroa, o que embora verdade as torna em migrações controladas politicamente, quer já como emigração livre e pessoal como a entendemos hoje. A segunda tem-se dirigido ao fenómeno das grandes mudanças sociais que...

  12. Quando as ilhas se tornavam demasiado pequenas : as dificuldades empresariais de Abraão Bensaúde na ilha de S. Miguel (1818 a 1868)

    Dias, Fátima Sequeira
    Nas vésperas da revolução liberal portuguesa, quando vingava no arquipélago dos Açores o modelo agro-exportador assente na laranja, entraram vagas sucessivas de judeus, titulares de passaporte britânico mas designados por “hebreus marroquinos”, porque provenientes das cidades de Mogador, Mazagão, Tanger, Rabat, Agadir e Teuão. Esses imigrantes judeus, sem temerem as viagens longas e cansativas – viajavam incessantemente pelas ilhas, para o continente e para o Reino Unido – praticavam inicialmente o pequeno comércio ambulante, oferecendo mercadorias de fraco valor acrescentado e, sobretudo, facilitando crédito prolongado. Mercadores que foram responsáveis pela afirmação da economia monetária e, neste sentido, pela decisiva modernização do tecido económico insular,...

  13. As elites locais nos Açores em finais do Antigo Regime

    Rodrigues, José Damião
    [...]. O caso de São Miguel, que temos vindo a estudar no que respeita às elites locais, ilustra, em nosso entender, o problema enunciado. Muitas vezes se falou da “oligarquia micaelense”, quando, na verdade, se pensava na elite política e social de Ponta Delgada, muito distante, em termos de estatuto e de fortuna, das governanças de Água de Pau ou do Nordeste. Todavia, é preciso não esquecer que, mesmo quando as famílias e os indivíduos que integram os grupos das governanças locais não apresentam atributos que lhes permitem ombrear com as elites mais nobres e ilustradas do reino ou dos próprios...

  14. As ilhas das Flores e do Corvo na perspectiva de um negociante micaelense de setecentos

    Rego, Margarida Vaz do
    Ao estudarmos a casa comercial de Nicolau Maria Raposo de Amaral, negociante de grosso trato da Praça de Ponta Delgada, entre os anos de 1769 a 1816, depararam-se-nos, entre numerosa correspondência, relevantes cartas destinadas a figuras que integravam o elenco governativo central. Uma delas, dirigida a D. Rodrigo Sousa Coutinho, Ministro e Secretário de Estado da Marinha e Domínios Ultramarinos, datada de 6 de Março de 1800, mereceu-nos particular atenção, devido a uma interessante descrição das ilhas Flores e Corvo, pois adianta-nos importantes informações sobre a economia florentina e corvina de finais de Setecentos, assim como representa mais um contributo para a compreensão...

  15. Açorianos no sul do Brasil : representações literárias de uma promessa vã

    Elmir, Cláudio Pereira
    A proposta deste artigo é realizar uma breve introdução à obra Um quarto de légua em quadro, romance de estréia de Luiz Antônio de Assis Brasil, publicado pela editora Movimento de Porto Alegre em meados dos anos 1970. Situada entre 1752 e 1753, no sul do Brasil, a narrativa está centrada nas circunstâncias da vinda dos primeiros açorianos para a porção mais meridional da colônia portuguesa na América. O texto do romance reproduz nas personagens e suas vivências a condição da diáspora experimentada pelos ilhéus no sul do Brasil. Emerge desta narrativa um refinado conceito de identidade que guarda pouca relação com...

  16. Religiosidade popular do litoral catarinense : ex-votos e culto doméstico

    Ávila, Edison
    A gente catarinense do litoral viveu sempre arraigada à forte religiosidade católica. Trata-se de herança cultural portuguesa que, no caso da beira-mar de Santa Catarina, teve significativo contributo açoriano desde a segunda metade do século XVIII. Os ilhéus sempre demonstraram inquebrantável fé e profunda devoção ao sagrado. Esta crença religiosa, em Santa Catarina, assim como no restante do Brasil, constituiu-se num catolicismo rústico, construído sem interferência da hierarquia da Igreja, (muitas vezes distante face às grandes distâncias), característico das camadas populares e eivado de intensa religiosidade no grupo familiar e comunitário. Como ensina Mircea Eliade (1992: 18) o homem simples “tem tendência...

  17. Da eternidade à historicidade : traços das fundações pias setecentistas na ilha de São Miguel

    Costa, Susana Goulart
    [...]. O exercício vincular no arquipélago dos Açores, tal como em muitas outras zonas da expansão portuguesa, manifestou-se desde os primórdios do povoamento insular. Na ilha de São Miguel, os registos fundacionais acompanham o decorrer de todo o Antigo Regime (1493-1822) num total superior a 1.200 fundações. Nos primeiros tempos do povoamento e durante o século XVI, o volume vincular corresponde a 33,8% das fundações. Este valor reflecte como, desde os primeiros tempos, a posse da terra foi relevante como elemento justificativo da hierarquia sócio-económica e, por consequência, em determinados círculos sociais, foi salvaguardada para os herdeiros de forma a garantir não só...

  18. Considerações históricas sobre a Madre Teresa da Anunciada

    Gonçalves, Maria Margarida de Sá Nogueira Lalanda
    A ilha açoriana de São Miguel tem, na actualidade, algumas imagens que de imediato a identificam : geograficamente, qualquer das suas lagoas, vários milhares de anos anteriores à ocupação humana iniciada no século XV; economicamente, o ananás, cujas plantações foram introduzidas no século XIX; culturalmente, a famosa representação do “Ecce Homo” conhecida como “Senhor Santo Cristo dos Milagres”, originária do século XVI e cuja veneração, hoje verdadeiramente marcante, se começou a intensificar no século XVIII por intermédio da freira clarissa Teresa da Anunciada, que desde essa época é considerada Venerável e a caminho de ser formalmente reconhecida como Santa. Adquire, por...

  19. Os vestígios da nau Nossa Senhora da Luz : resultados dos trabalhos arqueológicos

    Bettencourt, José António
    A 7 de Novembro de 1615 naufragou na costa Sul da ilha do Faial, à entrada da baía de Porto Pim, a nau da carreira da Índia Nossa Senhora da Luz. Os vestígios arqueológicos deste naufrágio, identificados em 1999 por uma equipa do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS) foram, a partir de 2002, tema de uma investigação desenvolvida pela Arqueonova no âmbito de um projecto de intervenção plurianual que conta com o apoio de diversas entidades nacionais e regionais. Neste artigo descrevem-se os trabalhos e os resultados preliminares desse projecto arqueológico, procurando mostrar o potencial que a documentação arqueológica poderá vir a...

  20. Escravos em Angra no século XVII : uma abordagem a partir dos registos paroquiais

    Mesquita, Maria Hermínia Morais
    Na ausência de estudos sobre os escravos em Angra e na impossibilidade de conhecermos com exactidão o seu peso demográfico, vamos tentar algumas abordagens, a partir dos registos paroquiais, que permitam chegar a algum conhecimento sobre este segmento da população da cidade. Sabemos que os paroquiais são uma fonte manifestamente insuficiente para responder a questões tais como: quantos eram? em que se ocupavam? como se relacionavam? o que lhes era permitido? que consideração mereciam? O nosso propósito é, no entanto, explorar essa fonte e dar conta do que ela nos pode esclarecer relativamente ao conhecimento sobre os escravos em Angra para o período...

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