Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.559 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - Hist2s - Vol 01 - N 1 - Estudos Gerais (1995)

Mostrando recursos 1 - 16 de 16

  1. Pintura e arquitectura : notas de leitura

    Costa, Gabriel Jorge Andrade
    "[…]. Nos séculos XIV e XV, essa imagética transforma-se. Se a palavra de ordem fora até aí «Amor», agora retrata-se o sofrimento. O tema frequente na imagética dos derradeiros séculos medievos é o da Paixão. Exprime-se agora o patético. O homem deste período de transição para os tempos modernos olha o seu Deus como um Homem de Dor, instituindo-se a imagem do sofrimento, a da morte de Jesus, no século XV, em «imagem comovente que fala ao coração». […]"

  2. A neutralidade e os pequenos estados : o caso de Portugal (1939-1945)

    Andrade, Luís Manuel Vieira de
    "Em termos genéricos, a neutralidade pode ser definida como sendo uma atitude de imparcialidade por parte de um ou mais estados durante um conflito armado. Isto é, um estado que declare a sua neutralidade durante uma guerra não pode apoiar nenhuma das partes que estão em conflito. Por outro lado, e com base no Direito Internacional, a neutralidade implica necessariamente determinados direitos e deveres por parte do país que adoptou essa conduta para com os países beligerantes. Para além disso, o estado neutral, no que concerne especificamente ao seu relacionamento com os estados beligerantes, e à luz da lei tradicional...

  3. Portugueses na Argentina : alguns aspectos de outrora

    Ramos, Luís A. de Oliveira
    "Em livro publicado em Madrid, em 1986, o historiador do «século de oiro» e da Inquisição espanhola, Bartolomé Bennassar, debruça-se sobre "La America española y la America portuguesa (Siglos XVI-XVIII)" num estudo bem fundamentado, onde avultam as suas reconhecidas capacidades, mas que de forma alguma está desprovido de aspectos criticáveis. […]. Eis por que ao tema importa consagrar, pelo menos, algum singelo apontamento sobre os portugueses que estadearam em territórios platenses, hoje integrados na Argentina anteriores à independência, quando nessas paragens viviam e traficavam espanhóis, portugueses e outros povos, a começar pelos autóctones, que Pigafetta descreveu em primeira mão. [...]"

  4. Migrações internas e de média distância em Portugal de 1500 a 1900

    Oliveira, António de
    "Do campo epistemológico dos anos trinta deste século fazia parte o regionalismo. Geógrafos e historiadores não deixaram, por isso, de se debruçar sobre o regional e o local, datando de então os primeiros estudos estatísticos modernos sobre as migrações internas e a compreensão global do fenómeno. […]. Se a análise, por esse motivo, não é fácil, a síntese, a nível regional e nacional ao longo de quatro séculos, poderá ter apenas um sentido indiciário antes dos recenseamentos gerais da população. […] Limitar-me-ei, por isso, a percorrer posições que valerão apenas como pontos de observação possível. Começarei por revisitar o sentido...

  5. A colónia goesa em Lisboa e o ideário da conspiração dos Pintos (1787)

    Lopes, Maria de Jesus Mártires
    "Em finais de Setecentos, os contactos entre Portugal e a Índia ultrapassaram em muito os aspectos meramente económicos, traduzindo-se, também, num relacionamento familiar que importa não olvidar. É que, para além da correspondência oficial e privada, dos livros e mercadorias trocadas, existia em Lisboa uma colónia de goeses formada por pessoas com um certo grau de cultura e responsabilidades cívicas. Esta circunstância poderá ter contribuído para reforçar a adesão dos goeses aos padrões das luzes. Perscrutar o perfil de alguns destes homens e reflectir sobre as suas ideias fundamentais, a fim de se ajuizar sobre a sua responsabilidade na preparação...

  6. A propósito da restauração do tribunal do Santo Ofício em 1681

    Pereira, Isaías da Rosa
    "Ao examinar alguns documentos relacionados com a Inquisição na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra encontrámos uma série de documentos manuscritos, quase todos originais, anexos ao regimento da Inquisição impresso em 1640. Alguns deles serão conhecidos por se referirem a factos que se passaram nas últimas décadas do século XVII. Contudo, parece útil publicá-los em conjunto, tal como os inquisidores de Coimbra os coleccionaram, e fazer uma análise dos problemas em questão. A Inquisição em Portugal teve quatro Regimentos. O primeiro foi elaborado em 1552 e nunca se imprimiu durante o período da sua vigência. […]. O segundo foi impresso...

  7. O império colonial português no início do século XVII : elementos para um estudo comparativo das suas estruturas económicas e administrativas

    Matos, Artur Teodoro de
    "[...]. Uma tentativa de balanço da situação do império colonial português no início de seiscentos, do que representava para o conjunto do império português, é o que nos propomos aqui tratar. Por razões metodológicas circunscrevemos o nosso estudo ao ano de 1607, com alguma eventual oscilação pontual a anos imediatamente anteriores ou posteriores. […]"

  8. O mercantilista Duarte Gomes Solis : análises e modelos dirigidos ao governo filipino

    Coelho, António Borges
    "Duarte Gomes Solis nasceu em Lisboa em 1561 ou 1562 numa família de mercadores cristãos-novos e passou parte da infância em Medina del Campo: «lhe devo o pão com que me sustento». […]. Em 1 de Abril de 1585 Duarte Gomes Solis embarcou para a Índia na nau Santiago. Esta viria a perder-se no Índico, nos Baixos da Judia, em noite escura de Agosto. […]. Chegou à Índia em fins de Março de 1586, depois de se arrastar, despido pelos negros, cinco meses pelo mato moçambicano. Na Índia exerceu o cargo de feitor do contrato da pimenta e de correspondente...

  9. Os capitães-mores da carreira do Japão : esboço de caracterização sócio-económica

    Rodrigues, Vítor Luís Gaspar
    "[...]. O cargo de capitão-mor das viagens do Japão parece ter sido estabelecido, como sustenta Charles Boxer, em 1550. Na verdade, não se encontra, que saibamos, qualquer documento em arquivos nacionais ou estrangeiros que ponha em causa a informação contida nas «relações dos capitães-mores» existentes na Biblioteca da Ajuda, as quais fazem remontar a essa data o início oficial da carreira do Japão, se bem que não permitam a identificação do seu agraciado. [...]"

  10. Para a história da colónia alemã em Portugal no século XVI : alguns processos na Inquisição de Lisboa

    Dias, João José Alves
    "Ao porto de Lisboa, no século XVI, chegavam dezenas de embarcações por dia. Umas vinham apenas mercanciar; outras, para além disso, traziam aventureiros, artífices e comerciantes que por lá ficavam, na esperança de enriquecerem. A grande maioria desta gente, contudo, agrupava-se em colónias, mais ou menos apartadas do quotidiano local. É que aí, pela similitude dos costumes e da língua, era-lhe mais fácil conviver e adaptar-se a um país estranho.. [...]"

  11. O Brasil e a França na primeira metade do século XVI : viagens e interesses

    Ferreira, Ana Maria Pereira
    Quando, em 1529, o Rei de Armas de Francisco I se deslocou a Portugal para apresentar - em nome do seu soberano - queixas sobre uma tomada feita a bretões, no litoral brasileiro, explicitava, entre outros argumentos, que «as terras do Brasil (...) sam muyto grandes, as quaes os bretões descubriram per alguus lugares e os portugueses per outros lugares (...)». O discurso, como é óbvio, entroncava em problemas complexos, entre os quais se destacam as contraditórias posições centradas sobre o «mare clausum» e o «mare liberum» esgrimidas pelas duas Coroas. Com este e piores argumentos, alguma historiografia francesa reivindicou...

  12. A matemática em Portugal (séculos XV-XVI) e as suas fontes italianas : a difusão do paradigma

    Almeida, António Augusto Marques de
    O desenvolvimento da aritmética na sociedade portuguesa quinhentista representa um processo complexo, dependendo da interrelação entre a prática social e a teia formativa das estruturas sociais e mentais. Objectivamente a matemática constitui-se como utensilagem mental, adequada a descrever alguns factos físicos e particularmente ajustada a certo tipo de transformações. Tal descrição apresenta-se como um sistema aberto, capaz de permitir a aritmetização do real e, numa fase superior do processo, a sua matematização. Trata-se de um problema bem rastreado na historiografia portuguesa, encontrando-se ainda longe do entendimento global porque, de facto, conhece-se melhor o processo transformativo do que as suas origens....

  13. Sobre o património da colegiada de Santa Maria de Alcáçova de Santarém : das origens ao final do século XV

    Conde, Manuel Sílvio Alves
    "[...]. Pretende-se, neste estudo, analisar, em linhas gerais, a génese e evolução do património rural e urbano da Colegiada de Santa Maria da Alcáçova de Santarém, até ao final da Idade Média. Não nos sendo possível, por limitações impostas pela natureza do trabalho, compulsar toda a documentação avulsa deste instituto religioso, optámos por privilegiar três fontes, que procuraram registar, de forma sistemática, esse património. São elas o Inventário dos Bens e o Obituário, redigidos em 1265 e 1268, ou pouco depois, e o Tombo da Colegiada, escrito em 1479. [...]"

  14. Defesa do consumidor na cidade medieval : os produtos alimentares (Lisboa-séculos XIV-XV)

    Gonçalves, Iria
    "É já um lugar comum dizer-se, até porque muitos historiadores o têm reafirmado numerosas vezes, que uma das maiores preocupações dos governos municipais medievos era o farto abastecimento das respectivas povoações, nomeadamente em produtos de primeira necessidade e entre estes, como prioritários, os géneros alimentícios. As cidades haviam crescido, algumas delas com grande exuberância, durante os últimos tempos medievais; essas populações, grandemente concentradas, além do natural consumo, pedido pelas suas muitas bocas, provocavam sempre um outro, mais ou menos desenvolvido e protagonizado pelas famílias de maiores recursos económicos, representado por uma grande exigência, tanto na quantidade dos produtos que essas...

  15. Bretanha e Portugal no século XV

    Marques, A. H. de Oliveira
    "Ao findar o século XV, um viajante italiano em Portugal, muito crítico do País e de suas gentes, escrevia que os Portugueses «em geral nada sabem dos estrangeiros [...], falando apenas Flamengos, Castelhanos e Bretões. Segundo eles - continuava - quem é alto e de cabelos louros é flamengo, quem é moreno é castelhano e quem é mal vestido é bretão».[...]. Esta caricatura seria também válida para o século XV. Traduzia, em primeiro lugar, as principais regiões com as quais Portugal tinha contactos. E queria também dizer que os bretões que se viam nos portos portugueses eram sobretudo gente de...

  16. A historiografia de Maria Olímpia da Rocha Gil

    Leite, José Guilherme Reis
    "Não é tarefa muito fácil escrever sobre a obra de Maria Olímpia da Rocha Gil, [...]. Foi a primeira historiadora açoriana a servir-se sistematicamente dos cartórios dos notários dos séculos XVI e XVII, cuja letra é tradicionalmente da mais difícil de interpretar e cujos documentos são herméticos e só com inaudita paciência e grande treino, se conseguem resultados palpáveis.[...]. O que é novo na obra da historiadora é a micro análise dos fenómenos açorianos, dos quais parte para uma inserção no mundo atlântico e para a rede de negócios não só nas ilhas (Canárias, Madeira e Açores) mas também no...

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