Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.559 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - SCH - N 02 (1980)

Mostrando recursos 1 - 11 de 11

  1. As janelas de Os Tambores Silenciosos


    Com Os Tambores Silenciosos, que teve em 1975 o 1º prémio Erico Veríssimo de romance, Josué Guimarães propôs-nos uma espécie de crónica de uma cidadezinha chamada Lagoa Branca, crónica que vai de terça-feira, 1 de Setembro, a segunda-feira, 7, dia da festa nacional do Brasil. […]. Ao ler este romance pela primeira vez, o «martelar» da palavra «janela» pareceu-nos digno de nota; e aquilo que nos propomos fazer agora é uma leitura a partir do tema das janelas. […]”

  2. L'Etranger de Camus : parole et silence


    “Dans l’Ordre du discours, Michel Foucault affirme: «je voudrais qu’il (le discours) soit tout autour de moi comme une transparence calme, profonde, indéfiniment ouverte, où les autres répondraient à mon attente, et d’où les vérités, une à une, se lèveraient. Quelques lignes après il avoue se sentir dominé par l’inquiétude; inquiétude dûe au fait, entre autres, de «sentir sous cette activité, pourtant quotidienne et grise, des pouvoirs et des dangers qu’on imagine mal». C’est que le discours, dont la loi devrait être une éthique de la connaissance qui exclurait les jeux et les commerces des sophistes, subit souvent des contraintes...

  3. O homem e a civilização na Mesopotâmia e em Israel : leitura antropológica de narrativas de criação


    “Até há pouco mais de um século, excepção feita à eclética e confusa cosmogonia de Sanchuniaton, eram as narrativas de GN 1-3 o único documento sobre as origens do mundo e do homem. Parecia uma glória da tradição bíblica «saber» alguma coisa sobre esses assuntos. Veio a explosão das ciências empíricas e esse monumento sentiu um forte abalo. Afinal, não era só a Bíblia que entrava em convulsão. O próprio homem com as sua mundividências entrou em crise, como bem o ilustra uma página magistral de S. Freud. […].”

  4. Tutorias e curadorias : achegas para o estudo da tutela e administração dos bens de menores e inabilitados na Idade Média


    “Abordaremos aqui os institutos da tutoria e curadoria na Idade Média em Portugal e apenas de relance, uma vez que não nos é dado fazer muito mais do que interpretar a lei vigente e analisar alguma documentação da época, pois parcas são as existências bibliográficas sobre o assunto. No que respeita à legislação, coube-nos reflectir um pouco sobre normas insertas nas Ordenações Afonsinas. […]. O ano escolhido para a ilustração com documentos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo foi o de 1451, […].”

  5. Frei Luís de Sousa : o trágico e uma intromissão do cómico


    “Segundo René Wellek e Austin Warren, a teoria dos géneros não se integra em conceitos históricos (época) nem geográficos (língua nacional), mas numa «organização ou estrutura especificamente literária». Por outro lado, tal teoria não postula que toda a obra se inclua forçadamente em determinado género, à maneira do estabelecido na poética clássica. Donde se infere que os géneros não serão imutáveis. No plano teatral, procurando uma diferença de géneros, sustenta H. Bergson que a comédia está mais próxima da vida real do que o drama, porquanto este se apresenta como uma elaboração de mesma vida, no esforço de restituir o...

  6. A Inquisição nos Açores : subsídios para a sua história II


    “Uma consulta, que se deve considerar ainda superficial, ao cartório da Inquisição veio revelar que existem centenas de documentos relativos a açorianos, uns processados pelo Santo Ofício, outros testemunhas ou denunciantes em processos organizados em Lisboa ou nas próprias Ilhas, por comissão dos inquisidores. […]”

  7. Viajar na Idade Média : através da Península em meados do século XIV


    “Não obstante a deficiência dos transportes e a má qualidade das estradas medievais, os homens deslocavam-se naquelas épocas com muito mais frequência do que inadvertidamente se poderia julgar e do que até há algum tempo se pensou. Hoje sabemos que o homem medieval viajava bastante, por necessidade ou por prazer e que sobretudo os últimos séculos da Idade Média foram um período de grande mobilidade populacional. […]”

  8. Ruy Galvão de Carvalho : o homem e a obra


    “Quis a Junta de Freguesia de Rabo de Peixe, pelo seu Presidente, Senhor José Cirilo de Sousa Pacheco, nesta homenagem prestada a um filho ilustre da terra, convidar-me para, associando-me ao seu gesto, traçar a biografia espiritual, esboçar a figura moral do Dr. Ruy Galvão de Carvalho, e com isso recordar as razões que, aqui, em sua volta nos juntam. […]”

  9. Para a história da cultura em Portugal no século XVIII : «Oração» de abertura da Academia das Ciências de Lisboa do Padre Teodoro de Almeida


    “Não reflecte serenidade nem monotonia o panorama da cultura portuguesa do séc. XVIII. O seu dealbar é marcado pela «guerra surda entre jesuítas e oratorianos» e, ao atingir-se os meados da centúria, o calor da disputa levara ao rubro os espíritos com a polémica verneiana, a questão da gramática latina e a filosofia dos antigos e modernos. As reformas pombalinas e as controvérsias suscitadas pelos estrangeirados preenchem o resto desse polémico e multifacetado final de setecentos. […]”

  10. Realismo e fantasia n'O Mandarim de Eça de Queirós


    “O Mandarim (Diário de Portugal, 1880, em folhetins ; no mesmo ano em livro) constitui uma interrogação possível na reflexão crítica sobre a obra eciana. «Un conte fantaisiste et fantastique», ou, se insistirmos no importante prefácio em francês, tão discutido, «une oeuvre bien modeste et que s’écarte considérablement du courant moderne de notre littérature devenue, dans ces dernières années, analyste et expérimentale». Perfilhamos a ideia de Ernesto Guerra Da Cal sobre o valor inestimável do referido «ensaio prologal» escrito em francês e no qual Eça procura justificar a escolha do tema fantasista mais pelas inclinações do modo de ser português...

  11. L'insecte, le temps et l'espace dans la poésie de Saint-John Perse


    “[…]. Un relevé exhaustif et un décompte précis de toutes les images animales permettent de constater une grande importance de l’insecte, tant par rapport à celle qu’il a communément en poésie, que par rapport aux autres animaux présents dans l’œuvre. En dépit d’un pourcentage total qui ne le placerait qu’en troisième position, on constate qu’il représente l’animal le plus fréquent après les mammifères dans six recueils sur neuf, y concurrençant directement l’oiseau auquel le poète consacre pourtant tout un recueil, ne lui cédant en rien quant à la multiplicité des espèces évoquées. […]”

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