Recursos de colección

Repositorio da Universidade dos Açores (8.657 recursos)

O Repositório Institucional da Universidade dos Açores desenvolvido no âmbito do projecto RCAAP.

ARQ - SCH - N 06 (1984)

Mostrando recursos 1 - 14 de 14

  1. Contribuição para o estudo da luminária popular açoriana (Pico, S. Jorge, Faial e Terceira)

    Martins, Rui de Sousa
    “[…]. Utensílio indispensável na casa rural portuguesa, a candeia extinguiu-se, desaparecendo quase sem ninguém dar por isso. Venceu a noite, mas não resistiu ao néon. Objecto «pobre», mas fascinante, conheceu coleccionadores-amantes e grandes nomes da etnografiase lhe dedicaram. A título de homenagem, vale a pena citar Walter Hough, Robins e os nossos Rocha Peixoto e Eduíno Borges Garcia. […]”

  2. O Barão : uma narrativa lírica


    “Ler (reler) O Barão, de Branquinho da Fonseca, sempre foi para nós um percurso de enebriamento (e de espanto, ao primeiro contacto) que nos obriga, forçosamente, a levar essa leitura ao fim de uma assentada. Talvez porque o texto tem um certo poder encantatório que muito deve a uma atitude lírica aí evidenciada, tanto mais surpreendente quanto a sua emergência de um contexto grotesco que a torna imprevisível. […]”

  3. Breve notícia acerca do romance do «Cativo de Argel»


    “Em Novembro de 1982, enquanto pesquisava na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada a documentação pertencente a Teófilo Braga, a fim de concluir o estudo das fontes do Romanceiro Geral Portuguez, encontrei na caixa 16 um fólio manuscrito do século XIX, de pequenas dimensões (15x20,5 cm), dobrado ao meio, escrito em letra inglesa. Tratava-se de um famoso texto impresso por Braga no seu Romanceiro Geral colligido da tradição em 1867, entre as páginas 113 e 115. O especial relevo adquirido por esta versão deve-se a que figura, na primeira e segunda edições deste Romanceiro, como sendo uma «lição manuscripta...

  4. O pai de Venâncio, a «loucura insular» e uma simbólica animal em Vitorino Nemésio


    “[…]. «Homem que transporta uma ilha…», como o definiu Ortega y Gasset, Nemésio povoa toda a sua obra de vivências insulares, assimiladas e conservadas na sua memória – e imprime-lhes valor simbólico. O que dá valor cultural a essas vivências insulares é o facto de o próprio Nemésio lhes dar expressão: lírica, romanesca, ensaística, simbólica mesmo. Os elementos da condição humana insular – climáticos, humanos, sociais, etc. – são como que personagens da sua obra, construindo um universo próprio, um modus vivendi, em casos extremos ou casos-limite da própria «loucura insular». […]”

  5. O Arcebispado de Goa no tempo de D. António Taveira da Neiva Brum da Silveira (1750-1775) : e alguns elementos para o seu estudo


    “Elevado à dignidade de Igreja Metropolitana e Primaz das Índias em 1577, o arcebispado de Goa abrangeu vastos territórios, que se estenderam desde o Cabo da Boa Esperança até à China. No decorrer dos tempos, para além da jurisdição ordinária sobre a costa ocidental do Indostão, teve vários bispados sufragâneos e, em certas ocasiões, também superintendeu extraordinariamente em domínios mais ou menos longínquos. Em território português, o arcebispado de Goa estendia-se por cinco circunscrições: ilhas de Goa (incluindo as Novas Conquistas), Bardês, Salsete, Damão e Diu. […]”

  6. A sibila : sob o signo do espelho


    “[…]. Nascida sob o signo do espelho, A Sibila é uma obra onde o olhar circula, livremente, porquanto tudo nela é visão, reflexão e refracção. Se bem que o espelho como realidade em si mesma não sofra no romance uma incidência frequente e particular, a verdade é que a sua presença se insinua num simbolismo latente e disfarçado que se torna perigoso desbravar. […]”

  7. Vitorino Nemésio, autor de uma «art poétique»


    “[…]. Também Vitorino Nemésio manifestou um certo gosto pela composição de «artes poéticas». Em La Voyelle Promise, V. N. está tão preocupado com a remodelação da sua poesia, que muitos dos seus poemas se transformaram numa metalinguagem. É o caso de Credo, De l’impuissance poétique, de Le souterrain de l’apparence; e o sétimo poema tem mesmo o título de Art Poétique. É este poema que nos propomos analisar, dando dele uma leitura possível, entre outras, pela decifração dos símbolos que contém, e assim fazermos ressaltar o esforço de modernidade que o poeta realiza, ao instalar-se em França, treze anos após...

  8. Década 8ª da Ásia de Diogo do Couto : informação sobre uma versão inédita


    “A história dos textos manuscritos de Diogo do Couto é extremamente acidentada: roubos, desaparecimentos inexplicáveis, incêndios, etc. Não é por isso de estranhar que o cronista se tenha visto obrigado a reescrever muitas das suas obras, de que são hoje conhecidas duas e, por vezes, mais versões. Neste contexto, a problemática que se levanta em torno da Década 8ª da Ásia (1564-1571) e que passarei a expor, não pode ser encarada como um caso singular na obra deste escritor. […]”

  9. A expansão portuguesa e a descoberta das civilizações orientais


    “Reconhece-se facilmente que «os livros de viagens do nosso Renascimento contêm uma matéria histórica do mais alto valor». Eles são «uma fonte para o melhor conhecimento das terras estranhas e confirmam aptidão do homem português do século XVI – herdeiro dos navegantes e exploradores da época áurea dos Descobrimentos – para compreender o sentido histórico de outras civilizações e integrar-se na sua vida quotidiana». No pano de fundo dos esforços pioneiros de outros viajantes e exploradores europeus dos séculos XV-XVII, resta perguntar se nas «outras civilizações» podemos de algum modo incluir as pré-clássicas do Egipto, da Síria – Palestina, da...

  10. Dois universos ontológicos


    “A elaboração do pensamento ontológico realiza-se através de um processo noético e linguístico, substancialmente idêntico ao das obras científicas e literárias. Já desde a intuição aporética a sua formação lógico-linguística faz-se através da metáfora, do modelo e do exemplo, hauridos em áreas experiencialmente conhecidas pelo pensador. Esta áreas podem encontrar-se ao nível do conhecimento empírico vulgar ou podem pertencer a domínios científicos ou tecnológicos que por sua vez processaram a primeira transferência de sentido. […]”

  11. Husserl : fenomenologia e lógica transcendental


    “O título que cobre a obra filosófica de Edmundo Husserl e sobre ela alastra como uma mancha de óleo, apagando as distinções pela qual se possa inserir na estrutura programática da filosofia e na sua tradição histórica, é o de «fenomenologia». Assim, fenomenologia e Husserl tornaram-se inseparáveis – e tudo o que ao filósofo respeita se resume habitualmente naquela designação, pensando-se com isso que se dá o tópico de todo o seu contributo filosófico e que se sabe tudo o que de interesse lhe cabe. […]”

  12. Vinho açoriano na Lisboa do final do consulado Pombalino


    “Escassa deve ter sido – e supomos continua a ser – a presença de vinhos açorianos no continente. Os portugueses do continente, noutros tempos, pouco terão consumido vinhos oriundos deste arquipélago e hoje, exceptuando o vinho do Pico, como aperitivo, o mesmo deve continuar a suceder. […]”

  13. Missões do interior em Portugal na Época Moderna : agentes, métodos, resultados


    “Nesta lição-síntese abordarei – e aqui o termo abordagem tem um sentido rigoroso – algumas das principais questões que se põem ao estudioso que se debruça sobre as missões do interior da Época Moderna, ou seja, cronologicamente, entre meados do séc. XVI e 1834. […]”

  14. De mãos dadas com Ishmael para a leitura


    “[…]. Leitura não é, tão pouco, compreender ou procurar o sentido do texto. Sendo a literatura criação, isto é, algo a buscar-se, a constituir-se, ela não contém sentido; há, sim nela, um vir-a-ser-sentido que, em potência e em correlação com outros momentos e lugares do texto, irrompe, qual vulcão, no momento de diálogo com o leitor. Contra o perigo de uma leitura feita nestes moldes adverte-nos a figura de Acab que, ao contrário de Ishmael, portador de uma tendência nitidamente unívoca e monomaníaca, acaba por ver na Baleia – objecto de leitura – o fantasma do seu próprio espírito, fantasma...

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