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  1. Breve notícia acerca do "Romance do cativo de Argel"

    Ferré, Pere
    Em Novembro de 1982, enquanto pesquisava na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada a documentação pertencente a Teófilo Braga, a fim de concluir o estudo das fontes do Romanceiro Geral Portuguez, encontrei na caixa 16 um fólio manuscrito do século XIX, de pequenas dimensões, dobrado ao meio, escrito em letra inglesa. Tratava-se de um famoso texto impresso por Braga no seu "Romanceiro Geral colligido da tradição" em 1867, entre as páginas 113 e 115.

  2. A máquina encravada. A questão do tempo nas relações entre cinema, banda desenhada e contemporaneidade

    Silva, Bruno
    Tendo como ponto de partida as obras Taxandria (1994), filme de Raoul Servais, e Memórias do Eterno Presente (1997), banda desenhada de Schuiten & Peeters, este estudo analisa, numa primeira abordagem, a ideia de tempo na Banda Desenhada e no Cinema. Procurando, acima de tudo, através do estudo destas obras, onde o tempo surge como tema central, perceber se a noção de tempo nestes dois suportes pode ser entendida como explicitação do tempo na contemporaneidade, tal como foi definido por teóricos das questões ligadas ao Pós-Modernismo. Estaremos hoje, através da utilização generalizada da teletecnologia e da vivência de situações relacionadas com...

  3. Algumas notas sobre a dramaticidade do Romanceiro Tradicional Português

    Ferré, Pere
    Há alguns anos já, a caminho do Aeroporto de Lisboa, disse-me Luciana Stegagno: «O que me interessa, especialmente, no Romanceiro é a sua dramaticidade.» Retive esta afirmação e pouco depois, sob a orientação de Diego Catalán, alterei a minha tese de doutoramento, que, uma vez finalizada, se passou a chamar "Estratégias Dramatizadoras do Romanceiro Tradicional Português". Aqui fica o agradecimento público, aqui fica consignada a minha homenagem à sábia amiga cujas palavras são sempre uma lição.

  4. A memória do Romanceiro

    Ferré, Pere
    Muitos autores se têm confrontado, quando tratam da lírica ou da narrativa ditas populares, com a chamada contradição que encerra a expressão "literatura oral".

  5. Editing problems of the Romancero: the romantic tradition

    Ferré, Pere
    Since the romancero is one of the genres belonging to the so-called oral literature, it may seem, at first, inappropriate as a subject in a volume entitled "The Politics of Editing". One should remember, however, that the romancero, born as many other medieval genres, to be preserved by memory, found another way of life after the fifteenth century, when it started to become available in writing as well.

  6. Romanceiro e memória

    Ferré, Pere
    Até à introdução da imprensa de caracteres móveis, e não só, a leitura em voz alta era a forma de ler. Assim era feita a transmissão de toda a literatura. Por isso, ler era dizer, e disso fica a marca clara do livro "que diz" ou do "autor que fala". Por isso, repito, ler era, entre outras coisas, ler em voz alta para um vasto auditório. Sim, porque o próprio teatro podia até não ser representado mas, simplesmente, lido em voz alta; e disso temos bons exemplos com a "Celestina" ou, em Portugal, com Gil Vicente, na "Comedia de Don...

  7. Os romances da "Infantina", "Cavaleiro enganado" e "A irmã cativa" à luz da tradição madeirense

    Ferré, Pere
    Surge este artigo sobre a "Infantina", o "Cavaleiro enganado" e "A irmã cativa", que na tradição portuguesa sobrevivem constituindo um único romance, como estudo preambular a um outro trabalho, em preparação, sobre os mesmos temas na tradição pan-hispânica à luz das últimas recolhas efectuadas. Trata-se de uma visão fragmentária, apesar do número de versões de que parte e de se ocupar de todas as lições impressas incorporadas no meu arquivo sobre esta área tradicional.

  8. Problemas textuais do Romanceiro Português: algumas notas

    Ferré, Pere
    Uma grande parte das versões portuguesas dos romances recolhidos na tradição oral moderna foi impressa durante o século XIX e princípios deste século. Só os mais recentes trabalhos de campo começam a oferecer um corpus temático que, a curto prazo, superará os materiais publicados durante aquele período.

  9. Breves notas sobre el teatrõ de Anrique da Mota y Gil Vicente

    Ferré, Pere
    Como portal del siglo XVI y cierre del siglo anterior aparece una obra dramatica de relevante importancia que, entre otras cosas, es el fiel reflejo de un nuevo arte y una nueva ideología: me refiero, como es fácil entender, a la vulgarmente designada Celestina.

  10. Autour du romanceiro portugais (1828-1988)

    Ferré, Pere
    On ne se propose point, dans les quelques pages suivant, d'ébaucher une histoire des cent soixante ans de tradition orale moderne des romances (brefs poèmes narratifs nés au XIV siècle, dérivant, structurellement, de la vieille épopée castillane et qui constituent la branche ibérique de la ballade européenne médiévale), qui a oscillé entre l'accueil le plus euphorique et la plus sceptique des attitudes, l'oubli.

  11. Algumas reflexões de Garrett sobre o romanceiro

    Ferré, Pere
    Os romances espanhóis, já no século XVIII, tinham sido considerados pelo humanista escocês Blackwell, como exemplos da mais genuína poesia popular. Também Herder, em 1778, nos seus Volkslieder incluiu a balada hispânica como exemplo da viva voz dos povos e da própria Humanidade. E, nesta linha, Grimm, em 1815, considerava estes romances como velhos representantes da extinta poesia primitiva.

  12. Estrategias dramáticas al servicio de un punto de vista político: el romance «Quéxome de vos, el rey»

    Ferré, Pere
    Me propongo hablar precisamente de un tema romancístico cuya redacción se hizo muy cerca del suceso histórico que la motivó. Me refiero el romance «Quéxome de vos el rey», en cuyo texto se resumen, con enorme precisión, informaciones relacionadas con la muerte del Duque de Braganza, D. Fernando, ordenada por D. Juan II de Portugal, en 1483, y que se efectuó, en Évora, el 28 de agosto de 1484.

  13. Crítica textual e romanceiro. Breves notas

    Ferré, Pere
    Será possível editar criticamente um romance? Poderá a crítica textual aplicar-se ao romanceiro? Será viável editar criticamente este género tradicional?

  14. Etapas en la edición del romancero portugués

    Ferré, Pere
    Cuando se presentaron, en Portugal, las primeras fijaciones de los textos orales, en el ya lejano año de 1828, el romántico portugués Almeida Garrett intentó ofrecer a sus contemporáneos las más primitivas muestras de una tradición nacional con la finalidad de proceder a la renovación de los gustos literarios. Asimismo la presencia, en una edición tan madrugadora, de versiones orales, traducía la necesidad de probar la existencia de añejas reliquias, en el ocidente peninsular y en lengua portuguesa, que no se habían conservado por escrito, como en España.

  15. Influências de Agustín Durán e Eugenio de Ochoa no Romanceiro de Almeida Garrett

    Ferré, Pere
    Ao celebrar-se este ano o segundo centenário do nascimento de Almeida Garrett, julguei oportuno apresentar neste espaço, para o qual muito me honro de ter sido convidado, um texto comemorativo isto é, uma homenagem, em Espanha, a um criador que foi, não só pioneiro no campo da balada peninsular, como, por seu turno, um atento leitor de Agustín Durán e Eugenio Ochoa, autores aos quais tantas e tantas vezes recorreu para refazer os seus textos e que foram referências obrigatórias em muitas das introduções feitas aos romances por ele publicados.

  16. Os primeiros romances religiosos portugueses dende a tradição oral moderna: uma colecção desconhecida

    Boto, Sandra
    Almeida Garrett (1799-1854) foi o mais famoso dos escritores do Romantismo português. Mas foi também o pioneiro, no interior das fronteiras ibéricas, a dedicar-se à recolha dos romances orais tradicionais. Contudo, nos três volumes do Romanceiro (publicados em 1843 e 1851) - onde edita uma importante parte dos romances da tradição oral que compilou - Garrett oferece apenas uma versão de um "romance de milagres", precisamente o da "Santa Iria". E até ao século XXI, para além deste texto, desconhecia-se qualquer outro testemunho do romanceiro religioso do espólio de Garrett, com excepção para uma versão redigida pelo seu punho num...

  17. Kalevala - O poema épico finlandês

    Lönnrot, Elias
    O texto épico da nacionalidade finlandesa surgiu pela primeira vez em 1835, fruto da recolha de cantigas da tradição oral feita por Elias Lönnrot na região da Carélia. O desejo do médico e folclorista era construir e dar a conhecer uma epopeia nacional tão grandiosa quanto eram a Odisseia, o ciclo germânico dos Nibelungos ou Os Lusíadas - no seu esforço, pretendia servir a ideia de uma nação finlandesa, gerida alternadamente por governos suecos e russos. A versão de 1849, considerada definitiva, ainda hoje por todo o mundo serve de base ao estudo da literatura e da cultura finlandesas. Nos...

  18. Overlapping history and space

    Soares, Ana Isabel
    If there is a time when we wish to have all the past revealed before us, either as a will to re-invent narratives or as the justification of actions taken in the future, that time is now. And yet, the knowledge we demand of things past has been mainly supported on historigraphic reports which seek to recover events, to represent historical scenes, and to explain a chronological linearity taking us all the way from the past until the moment when the story is described, and into conclusions about chained causalities of events, into demonstrations of the timely continuity of events....

  19. Some of the snags of interdisciplinarity: from life forms into form of life studies

    Mattos-Parreira, Merja de
    In this paper I look at some central problems, which have been puzzling me in my PhD research, when applying an interdisciplinary approach to data. My thesis is about the reader’s identity construction in the English-language newspapers in Portugal, about the expatriates’ textual positions in these newspapers. The theoretical framework I refer to is part of the wider and heterogeneous field of critical language analysis – a combination of linguistic and social analysis. This differs from many other forms of linguistic analysis because it studies language as a social practice that mediates reality.

  20. Translating iconicity from finnish into english: the case of the Kalevala

    Mattos-Parreira, Merja de; Soares, Ana Isabel
    The Finnish epic poem Kalevala (18491) is a written transcription leaning mainly on a collection of ancient narrative songs of the Finnish people. This means that when trying to translate the written Kalevala into another language, the relationship between the content-text and the organization of the texture – that is, the way the particular linguistic realizations fit the goings-on as a whole – shifts from a singer’s memory-based creative process in front of a live audience to a translator’s reaction in the presence of a written product.

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