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Nomenclatura Unesco > (55) Historia

Mostrando recursos 121 - 140 de 172,106

121. História da Cadeira de Língua e Literatura alemãs na Faculdade de Letras - Tarcísia Ribeiro
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122. História, utopia e contranarrativa da nação em Angels in America - Isabella Santos Mundim
Este artigo visa analisar Angels in America, a Gay Fantasia on National Themes, do dramaturgo norte-americano Tony Kushner. Kushner, neste que é seu trabalho de maior impacto, retoma eventos e figuras da história recente de seu país, com foco na crise que a epidemia de AIDS desencadeia, o descaso do governo Reagan em relação às minorias que a epidemia vitima e a consequente devastação que acomete a comunidade gay da época. Nessa perspectiva, o trabalho de Kushner supera o mero registro e aponta para acontecimentos e pessoas ausentes do relato dominante. Para além da versão oficial, emerge aí uma contranarrativa...

123. "El carácter tétrico de la historia": "Meditações" sobre a Guerra Civil Espanhola na obra de Juan Benet - Gunnar Nilsson
O autor do ensaio analisa o papel exercido pela Guerra Civil Espanhola nos romances e contos de Juan Benet. Considerase a guerra um dos temas mais importantes na obra literária de Benet. Partindo de um comentário da estética antirrealista do escritor, o autor mostra os procedimentos irônicos que desconstroem a própria representação mimética dos textos. O objetivo – segundo o autor do artigo – é a criação de um discurso alternativo, no qual os enigmas da guerra não são solucionados senão evocados e conservados em sua condição original e tétrica.

124. A trajetória de um gaúcho na Guerra Civil Espanhola: Saga, de Erico Veríssimo - Elcio Loureiro Cornelsen
Nossa contribuição visa a refletir sobre o processo de ficcionalização da Guerra Civil Espanhola no romance Saga, de Erico Veríssimo, publicado em 1940. Neste caso, a relação entre Literatura e História desempenha um papel fundamental, pois o escritor tomou por base o diário de um ex-brigadista brasileiro para escrever seu romance sobre a guerra fratricida que assolou a Península Ibérica entre os anos de 1936 e 1939. Saga também documenta o engajamento político de Erico Veríssimo, numa postura contrária ao regime autoritário vigente no Brasil, na época de sua publicação: o Estado Novo.

125. Que mi nombre no se borre de la historia . La transposición intertextual de la novela histórica la posguerra española al Cine: el caso de las trece rosas - Ana María Iglesias Botrán
La Guerra Civil Española supuso uno de los acontecimientos más tristes y sangrientos de la historia de España. Después, durante los años de posguerra, los perdedores sufrieron una cruel represión por parte de los fascistas. La visión de los hechos que permite la distancia en el tiempo da lugar a un tipo de literatura basada en la utilización de estos episodios traumáticos como escenarios o bases argumentativas. Los acontecimientos de la historia desde la visión del perdedor se reflejan en la novela y en el cine como una forma de evocar lo olvidado y que constituye la base de los...

126. Ernest Hemingway e a Guerra Civil Espanhola - Tom Burns
Este artigo discute o romance For Whom the Bell Tolls, 1940 [Por quem os sinos dobram], do escritor e jornalista americano Ernest Hemingway, uma ficção sobre a Guerra Civil Espanhola que o autor escreveu na Espanha enquanto servia como correspondente de guerra. O romance, favorável à causa legalista, parece assumir uma posição mais política que os romances e histórias anteriores de Hemingway, mas, na verdade, desenvolve mais uma variação do típico “herói de Hemingway”, celebrado em quase toda a obra do autor: o indivíduo solitário, corajoso, destinado ao fracasso, mas determinado a extrair algum significado da vida em um mundo...

127. Monsieur Pain, de Roberto Bolaño: a dor da história - Graciela Ravetti
Este artigo propõe uma leitura do romance Monsieur Pain, de Roberto Bolaño, como caso exemplar do transgênero performático que, na contemporaneidade, experimenta formas e linguagens para dar conta das tragédias pessoais e históricas sem cair no didatismo. Para isso busca-se elaborar uma reflexão teórica sobre esta obra da perspectiva da experimentação acerca da representação pela linguagem da dor e das perdas pessoais e culturais, individuais e coletivas, enfim, políticas.

128. Modo de escrita da história na antiguidade: a perspectiva luciânica - Pedro Ipiranga Júnior
Este artigo se propõe estudar as relações entre escrita da história, ficção e retórica na obra de Luciano de Samósata, Como se deve escrever a história.

129. Pré-história de um conceito: o mito de Europa - Leonardo Francisco Soares
Este texto busca rastrear a origem da noção geográfica de Europa a partir de um olhar sobre o mito dentro da literatura antiga. Tal percurso salienta o caráter inventado, poroso e adaptável dessa noção “cartográfica”: o que se chama de Europa é menos um dado da natureza do que uma produção intelectual do homem, uma geografia imaginativa. Uma imagem acompanha este estudo, a de um touro branco que carrega em seu dorso, cercado pelas águas do oceano, agarrada aos seus cornos em forma de crescente, uma princesa chamada Europa.

130. Traduzir o intraduzível: o impacto dos textos sagrados orientais no ocidente - Felipe Santos
As obras do remoto Oriente foram trazidas para a Europa ao longo dos séculos XVIII e XIX para serem estudadas inicialmente com intenção polêmica, visando fortalecer as crenças coloniais na superioridade ocidental. Porém o seu estudo tomou caminhos imprevisíveis, colocando em causa a identidade religiosa e cultural da Europa dominante e as crenças religiosas dos conquistadores. No final a cultura do vencido acabou conquistando a do arrogante vencedor, segundo o paradigma horaciano (Hor., Epistulae 2.1.156-7). Um novo mundo “antigo” surge ante os olhos estupefatos dos homens de pensamento, um mundo cuja pervivência poderia e deveria ser estudada in situ. Deu-se...

131. História do futuro e a profecia do passado: o pensamento profético de Padre Antônio Vieira face aos autores antigos e modernos - Marcus Martini
Espalhado em vários de seus sermões e obras, o pensamento profético do padre Antônio Vieira tem sido cada vez mais alvo de estudos. Intimamente relacionado a determinado período da história portuguesa – a perda da autonomia para a Espanha e a sua posterior Restauração – o pensamento profético vieirino foi forjado a partir de uma vasta fonte de referências, tanto canônicas, quanto não canônicas. A partir disso, o objetivo do presente trabalho é analisar a interpretação de Vieira das profecias veterotestamentárias, como também dos oráculos sibilinos, procurando destacar seu procedimento exegético. Para isso, busca-se relacionar a leitura de Vieira da Quarta Écloga...

132. A rosa e a mensagem: o imaginário grego na poesia de Fernando Pessoa - Sonila Morelo
A partir de uma leitura comparativa entre a composição de Fernando Pessoa, especialmente de Mensagem, e a poesia grega Arcaica em que encontramos imagens de Afrodite – versos de Hesíodo e Safo sobre o nascimento e as qualidades da deusa –, este artigo tem como objeto de análise a Rosa. Através do diálogo entre história e literatura, a discussão proposta perpassa as semelhanças encontradas entre a Rosa de Mensagem e a deusa Afrodite de Hesíodo e Safo.

133. El escritor, la Historia y la imagen: en torno a "Anatomía de un instante", de Javier Cercas - Juan Antonio Ennis; Néstor Bórquez
La portada del último libro de Javier Cercas, Anatomía de un instante (2009), invita al lector a detenerse sobre la imagen borrosa de un fotograma, un cuadro extraído la grabación televisiva de la toma del Congreso por parte del teniente coronel Tejero y un grupo de guardias civiles el 23 de febrero de 1981. El libro, a partir de esa imagen congelada, intenta releer la transición y su significado en la escena del presente, deteniéndose en los gestos, implicancias y suposiciones, a partir de una serie de operaciones sobre el propio estatuto de su escritura y su imagen de escritor,...

134. A importância de devir minoritário: Silviano Santiago e a resistência à identidade - Karl Posso
Uma reflexão sobre a crítica da subjetividade e do pensamento identitário a partir da análise da obra literária – particularmente os contos da coletânea Histórias mal contadas (2005) – e ensaística de Silviano Santiago. Examina-se como Santiago lida contra a identidade e a representação por estas limitarem a percepção da heteróclita transformação que é o ser, e se discute como o autor mostra que o problema das minorias não é o representar de contra-identidades, mas uma questão de entrar num processo de devir onde as normas da ordem majoritária são postas numa variação contínua.

135. Autobiografía y autoficción en la escritura del último alberdi - Élida Lois
La autodefensa, la actitud del hombre que necesita justificarse ante la opinión pública, compromete gran parte de la literatura autobiográfica argentina del siglo XIX. Entre 1869 y 1874, autoexiliado en Francia y acusado de “traición a la patria” por su oposición a la Guerra de la Triple Alianza contra el Paraguay, el discurso de Alberdi – un tratadista enjundioso que se había esforzado por lograr objetividad en su escritura programática – fue dominado por la práctica de la escritura del yo. Ese proceso escritural arranca de la irrupción esporádica del yo en el análisis político, pasa por la insistencia en...

136. O escritor e seu ofício: em busca da Teoria da Literatura - Marcus Vinicius Freitas
O presente artigo constitui a formulação das hipóteses e das linhas de análise de uma pesquisa sobre os elementos de teoria da literatura constantes das reflexões de diversos escritores da literatura brasileira sobre o ofício de escritor. O corpus da pesquisa inclui tanto poetas quanto prosadores de ficção, num arco temporal que vai do século XIX à contemporaneidade, com vista ao levantamento de reflexões e posições autorais sobre temas que se agrupam em dois campos, correspondentes à poesia e à prosa de ficção, respectivamente: a) inspiração poética, uso de formas fixas e ritmos, versificação, conceito de poesia, conceito de lírica,...

137. Literatura e História: crime e pena capital no século 19 - Junia Barreto
O romance Le Dernier jour d’un condamné, de 1829, do escritor francês Victor Hugo, coloca em cena um crime qualquer de um criminoso sem nome, cuja punição é a pena capital, através da prática da guilhotina. O texto traduz os reflexos da Revolução Francesa e do período do Terror no cotidiano e nos hábitos de uma sociedade aficionada pelo crime, dividida entre medo e atração, e de uma literatura seduzida pela estética do horror e da violência enquanto possibilidades de expressão do belo, transpondo e enaltecendo, na ficção, todo tipo de crime e criminosos, cuja figura do herói criminoso se...

138. O Rei David: indícios e suspeitas nas entrelinhas do texto - Sergio Alberto Feldman
O rei David é um personagem de extrema importância para judeus e cristãos. Iniciador de uma dinastia real denominada Casa de David que pretende ser o tronco de uma linhagem essencial para a consecução do plano divino na História: dessa família viria o Messias. A exegese judaica e cristã tende a exaltar suas evidentes qualidades, mas se exime de uma leitura política do texto bíblico dos dois Livros de Samuel. Este texto pretende desconstruir a sacralidade e refletir sobre o político que age por razões de Estado e por vezes em oposição à Lei de Deus. Um personagem polissêmico, complexo...

139. Detetives agnósticos, leitores demiúrgicos: a questão do saber em O leilão do lote 49 e "Cidade de vidro" - Julio Jeha
O leilão do lote 49, de Thomas Pynchon, e “Cidade de vidro”, de Paul Auster, divergem da ficção de mistério tradicional em termos de personagens, estrutura e estética. Ambos têm detetives incomuns que descobrem mais sobre si próprios e os Estados Unidos do que sobre um crime ou um culpado; ambos negam uma solução final ao oferecerem possibilidades múltiplas; ambos comentam a natureza da ficção de detetives segundo a visão de mundo moderna e a pós-moderna. Essas divergências os caracterizam como histórias de antidetetives, em que uma descoberta da verdade é frustrada.

140. COMPAIXÃO ANIMAL - Márcio Seligmann Silva
O trabalho estuda a questão da compaixão, que na história do pensamento foi ora tratada como uma marca da humanidade, ora pensada como uma marca de nossa origem natural e animal. Para Lactâncio, por exemplo, sem piedade o homem é um animal. O texto parte de uma discussão de Buffon, que falava de uma compaixão como uma de nossas “affections naturelles”. Para ele, “a alma tem menos a ver do que o corpo nesse sentimento de piedade natural e os animais, assim como o homem, são suscetíveis a ele; o grito de dor os comove, eles correm para socorrer; eles retrocedem diante da visão de um cadáver da sua espécie.”...

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