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  1. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosana
    Acredito que a maioria de vocês já tenha ouvido falar de dois designers de moda japoneses – Rei Kawakubo e Yohji Yamamoto – que na Paris dos anos 1980 lá instauraram uma Zona Autônoma Temporária. Mas o que é isso? É preciso explicar um pouquinho (...)

  2. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Acredito que todo mundo se sente meio perdido, perplexo, diante da multiplicidade das práticas artísticas contemporâneas. Tentando me livrar do inevitável “mas isso é arte” ou do irritante e arrogante bordão “até eu posso fazer isso”, e sem reivindicar qualquer argumento de autoridade, o que me ocorre lhes dizer é que a arte contemporânea é um canteiro de obras a céu aberto, coisa em construção, e nada existe de definitivo que se possa afirmar sobre ela – se é que ainda faz algum sentido dizer algo lapidar, seja sobre cultura, arte, sociedade, seja sobre nós mesmos (...)

  3. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Clarice Lispector se perguntava por que escrevia. Diríamos que para pesquisar sensações e “sonhar palavras”, que funcionassem como registros informes das intuições que o fluxo da vida dispara. “O bom de escrever é que não sei o que vou escrever na próxima linha. Eu queria saber o que pretendem de mim os meus livros” (LISPECTOR citada por BORELLI, 1981) (...)

  4. A oikonomia nas epístolas de Paulo: notas sobre a “hermenêutica” de Agamben

    Venturini, Rafael
    Accompanying the genealogy of the theological concept of oikonomia, which Giorgio Agamben offers in The Kingdom and the Glory, the article proposes a rereading of passages in which the Apostle Paul, in his letters to the churches, uses this Greek term. This rereading essentially confirms the general proposition of Agamben that the understanding of oikonomia as “management” of men and things does not seem to have suffered significant semantic changes in Paul's writings and in the language current among Christians of the second century. However, this rileggere ultimately indicates no insignificant weaknesses in The Kingdom and the Glory, which can...

  5. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Tanto a montanha-russa quanto o cinema, desde sua origem, visaram a um único propósito: entreter as massas trabalhadoras com “emoções baratas”. Mas não só. Ambos educariam a sensibilidade dessas multidões para o impacto de um mundo em rotação, um mundo móvel, impermanente, experimentado por todos na própria carne em seu cotidiano. As tais emoções baratas, que ainda hoje insistimos em nomear desse jeito, e talvez de forma inadequada, porque afinal nada revelam, seriam, a meu ver, a tradução encarnada de um mundo que avançava desembestado levando a todos de roldão e exigindo de todo mundo uma leitura bem mais complexa, menos mecanicista e, portanto, bem mais arriscada, da própria existência (...)

  6. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Estou lendo, bem devagar, um pequeno e denso livro de Jorge de Albuquerque Vieira. Ele não me conhece pessoalmente, mas já cruzei com ele algumas vezes pela PUC. Sei que dá aulas na graduação do curso de Comunicação e Artes do Corpo, mas nunca assisti a nenhuma aula sua, apesar do entusiasmo com que ouço falar de suas aulas. O livro em questão se chama Teoria do conhecimento e arte, possui um subtítulo bem grande: Formas de conhecimento - arte e ciência, uma visão a partir da complexidade (...)

  7. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosana
    Sintonizar, diagnosticar. Um curso de algum jeito funciona como uma espécie de curadoria. O curador, personagem presente no campo das artes, deslocado para outro contexto, o das práticas pedagógicas, passa a ser encarnado pela figura do professor. Ele é quem reúne autores, localiza conceitos, e com eles tenta produzir sentidos, construir nexos. Se existe de sua parte o desejo de apontar um fio condutor, alguma fluida continuidade, almeja, sobretudo, buscar empreender um funcionamento para as ideias que privilegiou, por julgá-las vitais para o que deseja entender (...)

  8. Moda na filosofia: sobre idéias, afetos e salas de aula

    Preciosa, Rosane
    Uma aula é uma expedição feita ao redor de uma sala. Sala essa, na maioria das vezes, inadequada às exigências mirabolantes do pensamento, que reclama um espaço generoso para ensaiar sua variada coreografia. Uma sala de aula abandonada à solidão de quatro paredes e à disposição monótona de uma interminável fileira de carteiras, compradas aos lotes, parece desacreditar que dali surjam quaisquer idéias arrebatadoras, idéias a que nos abandonaríamos, porque estamos enfeitiçados por suas promessas imaginativas. Diante de um cenário desértico como esse, talvez seja possível contar menos com o acolhimento do local e muito mais com a disponibilidade daquele que deseja partir em viagem (...)

  9. A moda na Filosofia: O incapturável tempo em galáxias de crochê

    Preciosa, Rosane
    Para o filósofo Gilles Deleuze, é por necessidade que criamos, nunca pelo capricho de um ego ávido em contar suas historinhas, no mais das vezes irrelevantes e sem sabor. O que me interessa aqui é sublinhar essa ideia de criação artística menos afeita ao regozijo de um eu que deseja manifestar-se, comunicar-se, e muito mais uma outra, em que um sujeito pensa sobre si mesmo e sobre a existência como “uma sinuca de bico vital”, como diz, de maneira exemplar, o poeta Waly Salomão. A criação seria então um modo de escapar dessa sinuca de bico. (...)

  10. Imanência e devir-animal na obra de Alexander McQueen

    Zapata, Maximiliano; Parode, Fabio; Bentz, Ione
    Este ensaio busca compreender aspectos da lógica de construção do sentido na obra do designer de moda inglês Alexander McQueen. Para enfrentar tal problema, aproximamos o campo da moda com o da filosofia e articulamos noções de estética, imanência, semiótica e design. Considerando que McQueen questionou o processo de desenvolvimento sustentável do planeta, abordaremos de forma especulativa conceitos e valores simbólicos presentes em sua obra para enfocar a temática da deriva cultural e da mutação da espécie humana. No escopo deste ensaio, organizado em quatro seções temáticas – a imanência e o devir; o trágico e a deriva; o híbrido...

  11. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Para o filósofo Gilles Deleuze, ninguém encontra uma idéia sozinho: “é preciso um acaso, ou alguém que a dê a você”. Além disso, e o mais curioso, é que uma idéia circunscrita a um campo de saber pode se encontrar com outra, proveniente de um outro lugar bem diferente. E aí se dá um encontro entre idéias, que, exatamente por operarem em domínios distintos, são capazes de funcionar como uma surpreendente máquina propulsora do pensamento (...)

  12. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Antes de mais nada, uma pequena advertência: o que lhes trago são anotações, fios soltos. Estou em busca de companhia para conectar esses fios, tramar sentidos, ainda que provisórios. “Estou procurando... estou tentando entender.” Eu me vejo um pouco no espantodaquele narrador do livro de Clarice Lispector. Sem nenhuma pretensão, desejei essa vizinhança (...)

  13. Moda na filosofia: eu chafurdo, tu chafurdas, ele chafurda

    Preciosa, Rosane
    O título da dissertação é Chafurdo das cópias: histórias da Moda com bandidos e mocinhas,nobres e plebeus. O nome do autor: Humberto Piro. Aliás, um nome falso. Sublinho o falso, vocês mais adiante entenderão o porquê. O nome verdadeiro dele é Humberto Pinheiro Lopes. A defesa ocorreu em 2012, na Faculdade de Artes Visuais, na Universidade Federal de Goiás (...)

  14. Moda na filosofia

    Preciosa, Rosane
    Quase a maioria das vezes em que alguma reflexão sobre moda brasileira vem à tona, ao menos duas expressões batem recorde: identidade de moda brasileira, sem caipirinha, mulatas e samba no pé, é kitsch, e, recentemente, um discurso mais cool, sofisticado, científico, o tal “nosso DNA de moda”. Claro que com algumas variantes: já ouvi, por exemplo, a Clô Orozco referir-se à sua própria marca como portadora de um DNA único, genuíno, inquebrantável.

  15. Moda na filosofia: das imagens que nos abraçam

    Preciosa, Rosane
    Vemos coisas demais. Será possível ainda nos surpreendermos com algo? Nossa resposta tende a ser um “sim”. Parece ser imperativo trafegar nesse “inferno” de imagens para poder distinguir, nele, o que não é inferno. É necessário abrir espaço nesse ambiente infernal: não há outro. Mas isso exige de nós deliberado empenho para resistir às imagens que nos transmitem sinuosamente visões totalitárias, que se dependuram em nós, ávidas por se reproduzir em palavras de ordem (...)

  16. Utopias and forms of life: Carnap’s Bauhaus conferences

    da Cunha, Ivan Ferreira
    This paper discusses Rudolf Carnap’s 1929 conferences at the Bauhaus school of art, design and architecture in the context of Otto Neurath’s utopianism. The conferences enable us to understand Carnap’s proposals of logical construction as part of some modernist cultural movements of Central Europe in early 20th Century. Utopias play a significant role in Neurath’s Philosophy of Social Science, as they can be compared to models of social technology. Carnap’s conferences aim at showing that the Bauhaus shared a world-conception with the Vienna Circle, group of which Carnap and Neurath were members. This paper argues that this common world-conception can...

  17. Carácter adquirido, autodominio y moralidad: hacia una mirada comprehensiva de la filosofía práctica schopenhaueriana

    Samamé, Luciana
    Entre el amplio espectro de cuestiones que han puesto en movimiento la pluma filosófica de Arthur Schopenhauer, la cuestión del carácter reclama, sin dudas un lugar significativo. Este artículo ofrece una reflexión sobre un concepto de vital importancia para su filosofía práctica: el de “carácter adquirido”. En opinión de nuestro autor, adquirir carácter no importa tanto desde un punto de vista ético cuanto prudencial. Esta aseveración puede, con todo, ser desafiada si consigue mostrarse que al adquirir carácter, un sujeto desarrolla el mismo tipo de habilidad requerida para actuar en sentido moral. Semejante línea argumentativa será seguida en este trabajo,...

  18. Hegel y Deleuze: filosofías de la naturaleza

    Ferreyra, Julián
    Más allá de sus diferencias y tensiones conceptuales, Hegel y Deleuze comparten el esfuerzo por concebir una filosofía de la naturaleza que no se confunda con el conocimiento científico de sus épocas respectivas – con el cual sin embargo se relacionan. En este artículo, se toma como base el orden de exposición de la “física orgánica” en la Enciclopedia de las ciencias filosóficas de Hegel para ponerla en relación con tres capítulos de Mil Mesetas, de Deleuze y Guattari. Así la naturaleza geológica, la vegetal y la animal se confrontan respectivamente con “La geología de la moral”, el rizoma y...

  19. El asombro, la afección originaria de la filosofía

    Ugalde, Jeannet
    El tema del asombro fue una cuestión muy importante para los primeros filósofos que intentaron dar una explicación del nacimiento de la filosofía y establecer sus fronteras. En el caso de Platón, el asombro es la disposición primera del conocimiento en un doble sentido: antecede al deseo de conocimiento y también lo posibilita. El asombro pone en movimiento las tres partes que integran el alma y gracias a este movimiento llega al descubrimiento de la verdad.

  20. El expresivismo clásico y los límites de la interpretación naturalista de la intencionalidad en el programa de Grice

    Almagro Holgado, Manuel
    Las consideraciones del filósofo Herbert Paul Grice en el campo de la pragmática marcaron un punto de inflexión en la historia de la filosofía. Ellas siguen siendo de enorme utilidad, y la interpretación de sus escritos está abierta a discusión. Sin embargo, el análisis de Grice en términos de las intenciones de los hablantes ha dado pie a que se interprete su programa como una postura compatible con el naturalismo de la intencionalidad. Sin embargo, esta interpretación tiene serios problemas. En el presente trabajo presentaremos la posición de Grice y la interpretación naturalista de su diagnóstico, señalaremos las objeciones a...

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